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Achados meio perdidos

À venda: este Uno Mille ELX pode ser uma ótima escola de direção

Existem aqueles que têm reservas quanto à compra de um carro mais velho para uso regular – o que é totalmente compreensível levando em conta o desgaste natural de componentes. Mas há situações em que eles são opções interessantes – por exemplo, para quem não depende do carro para ir trabalhar todos os dias ou quem já possui um automóvel mais novo para isto.

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Pode ser que você esteja simplesmente procurando uma experiência de condução mais orgânica para curtir de tempos em tempos, sem o isolamento do mundo exterior que os carros mais novos (mesmo os mais baratos), têm. Ou, ainda, você pode ser um jovem motorista inexperiente que procura um primeiro carro, quer gastar pouco na aquisição e na manutenção, não quer pagar IPVA e – talvez o mais importante – gostaria de não ter um prejuízo muito grande caso faça alguma barbeiragem. Como bônus, ter um automóvel de manutenção simples, com serviços que podem ser aprendidos na prática (e que, novamente, não vão abrir um rombo na sua conta bancária caso dêem errado) soa interessante para muitos aqui.

Qualquer Fiat Uno Mille, de qualquer ano, é um bom candidato nestas situações. As qualidades que todos compartilham: posição de dirigir bem acertada, espaço interno excelente para suas dimensões, baixo consumo de combustível – e, para os entusiastas, uma condução crua, sem filtros e com sensação de velocidade amplificada pela natureza do projeto (pouco isolamento acústico, colunas finas e área envidraçada generosa).

Agora, se você procura gastar o mímimo possível  na compra do carro – menos de R$ 10.000, digamos – pode ser uma boa ideia procurar esse cara aqui: o Fiat Uno Mille ELX, versão produzida por pouquíssimo tempo (entre março de 1994 e o fim de 1995) que atuava como modelo “de luxo” na linha Mille. Um deles é nosso Achado meio Perdido de hoje. Ele está anunciado no GT40, como de costume, e pode ser uma boa oportunidade para quem quer experimentar uma das versões mais interessantes que o Mille já teve. E que, infelizmente, está cada vez mais rara de se encontrar em boas condições.

 

O Mille ELX foi criado a partir do Mille Electronic – ou seja, ele ainda usava o motor Fiasa carburado de 994 cm³, com ignição mapeada eletronicamente (daí o sobrenome “Electronic), 56 cv e 8,9 kgfm de torque. São números inaceitáveis nos padrões dos 1.0 atuais, que começam em torno dos 80 cv. Mas totalmente adequados em um automóvel de 840 kg, ainda mais na década de 1990. Com esse motor, o Mille ELX é um carro perfeitamente capaz de subir ladeiras e andar com segurança em uma rodovia junto com carros mais novos e mais rápidos. É só saber usar o câmbio a seu favor e não ter dó de levar as rotações lá para o alto – até porque o Fiasa 1.0, sendo um subquadrado (com o diâmetro dos cilidros, de 76 mm, bem maior que o curso de 56,4 mm), sobe de giro rápido e gosta de fazer isto.

Os Uno Mille mais novos, em especial os Fire Economy, podem ser ainda mais frugais e confiáveis, mas o ponto do acelerador – com um atraso perceptível – torna o carro um tanto letárgico em nome da economia de combustível. As respostas do Fiasa carburado são mais imediatas e divertidas, ao preço da necessidade mais frequente de ajustes no motor. O que também não é nada de outro mundo se você curte um pouco de graxa.

 

O carro anunciado no GT40 pertence a Rafael Mota, de Belo Horizonte (MG). Ele diz que o carro era de seu sogro, o único dono do Mille, e que o hodômetro marca cerca de 98.000 km. De acordo com Rafael, o carro está com a estrutura excelente que, recentemente, uma restauração leve foi realizada do lado de fora.

O proprietário diz que o interior, por outro lado, jamais foi restaurado – está original e com todos os detalhes de acabamento presentes e em ordem. O interior do Mille ELX, aliás, é interessante por si só: ele foi o primeiro Mille com o painel mais moderno, usado primeiro nas versões com motor 1.6 MPi e Turbo.

O acabamento era mais caprichado que no Mille Electronic, com tecido mais parecido com veludo nos bancos e portas (apenas a traseira dos bancos permanecia em curvim), console central mais robusto com dois porta-objetos, um porta-luvas maior e cinzeiro embutido no painel, com tampa. O painel satélite é julgado mais charmoso pelos fãs do Uno, mas era interessante ver este design mais moderno no carro popular. E a pegada do volante é excelente.

 

Havia uma razão para isto: em 1994 a Chevrolet lançou o Corsa e a Fiat se viu na mesma situação que os rivais (Gol, Chevette e Escort) se viram dez anos antes, com a chegada do primeiro Uno. O Corsa era um projeto bem mais moderno, com design arredondado típico dos anos 1990 e acabamento bem mais refinado. Para responder à altura, o ELX oferecia também vidros e travas elétricas, além de ar-condicionado como opcional – que, aliás, o carro de Rafael tem, o que é sempre bom.

Como dissemos, é um carro barato para o momento atual do mercado. Ele pode ser uma boa adição como “carro de emergência” para uma garagem com outras opções mais modernas, ou uma escola para motoristas de primeira viagem – não é veloz o bastante para causar problemas, mas ainda é capaz de proporcionar uma experiência bacana para quem quer sentir que está andando rápido sem realmente fazê-lo. Uma dica: não espere do carro mais do que ele oferece – o Uno Mille é um meio de transporte econômico, barato e ocasionalmente divertido. Não mais do que isto.

Quando pegar mais experiência e quiser algo mais moderno, melhor equipado, mais confortável e mais rápido, é só dar o Uno como entrada. (Ou procurar este que vos escreve…)

Ficou interessado? É só clicar aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos do dono.


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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