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Achados meio perdidos

Adicione leveza: este legítimo (e raríssimo) Lotus Elan está à venda no Brasil

A Lotus é uma das fabricantes de automóveis mais entusiastas que existem — quase tudo que leva o nome Lotus é sinônimo de diversão ao volante acima de tudo. Mas não é muito comum encontrar os esportivos da marca à venda no Brasil, o que torna este Lotus Elan de segunda geração um achado muito, muito interessante.

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O Elan original da década de 60 foi o segundo esportivo de rua lançado pela Lotus, e o primeiro a ser construído sobre um chassi do tipo “espinha dorsal”, desenvolvido por Chapman de modo a cumprir sua filosofia — que dizia que, quanto mais simples e leve um carro, melhor ele seria. Ele pesava apenas 680 kg, era movido por um quatro-cilindros de 1,6 litros com comando duplo no cabeçote e podia ser encontrado em versões conversível de dois lugares e cupê de dois ou quatro lugares.

Com mais de 17 mil unidades produzidas entre 1962 e 1975, o Elan se tornou o primeiro sucesso comercial da Lotus e serviu de inspiração a vários outros roadsters esportivos — o mais famoso deles é o Mazda MX-5 Miata. Sendo assim, no fim da década de 80 a Lotus decidiu trazer de volta o nome Elan em um novo esportivo.

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O Elan de segunda geração foi lançado em 1989. Ainda era um roadster de dois lugares, só que desta vez a Lotus optou pela tração dianteira, algo inédito e não repetido desde então. O Elan começou a ser desenvolvido em 1986, logo depois que a General Motors comprou a Lotus, e por isso o projeto utilizou recursos e componentes  de origem GM. A nova casa também permitiu que a Lotus desse mais atenção à qualidade de construção e à segurança do carro antes do lançamento — algo essencial para que o Elan pudesse fazer sucesso também nos EUA.

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O Lotus Elan foi vendido com o motor quatro-cilindros de 1,6 litros emprestado do Isuzu Gemini, modificado com novo sistema de escape e módulo de controle recalibrado. Com duplo comando no cabeçote e 16 válvulas, o motor entregava 132 cv na versão aspirada e 162 cv equipado com turbocompressor. O câmbio era manual de cinco marchas, também fornecido pela Isuzu. O modelo turbinado chegava aos 100 km/h em 6,5 segundos com máxima de 220 km/h.

A Lotus dizia que a potência, o peso do carro (997 kg no aspirado e 1.075 kg no modelo turbo) e o tamanho do carro pediam por um sistema de tração dianteira e, embora controversa, a decisão mostrou-se acertada quando a imprensa automotiva elogiou o comportamento dinâmico — a Autocar chegou a dizer que o Elan era o melhor carro de tração dianteira do mercado.

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No total, 3.855 Elan foram fabricados entre 1989 e 1992 (dos quais apenas 129 não eram turbinados), e mais 800 em uma série limitada entre 1994 e 1995, vendida apenas na Europa e com potência reduzida para 155 cv com adoção de um catalisador.

O carro das fotos faz parte desta última leva, tendo sido fabricado em 1994, o que o torna ainda mais raro. É o nº 95 (com direito a plaqueta no painel) e, com apenas 28 mil km rodados (segundo o anúncio no Webmotors) está extremamente bem conservado. O Elan é um carro bem equipado, com direito a airbags, ar-condicionado, direção assistida e freios ABS, e este exemplar ainda traz um belo tom de azul na carroceria de fibra de vidro — material usado para manter o peso o mais baixo possível.

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E quanto pedem por ele? Bem, não é um carro exatamente acessível a todo mundo, custando R$ 65 mil. Por outro lado, é um Lotus do qual só foram produzidas 800 unidades — sendo um carro raro no Brasil e no Mundo. O que você nos diz?

[ Webmotors ]


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de uma reportagem aprofundada e não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.