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Car Culture Zero a 300

Alonso fará teste para jovens pilotos na F1, Mini confirma JCW elétrico, VW encerra programa de automobilismo e mais

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco!

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Fernando Alonso participará de teste para jovens pilotos na F1

Após dois anos fora da Fórmula 1, Fernando Alonso retornará à maior categoria do automobilismo com a Renault – ou melhor, com a Alpine F1, novo nome da equipe francesa para o ano que vem. E, para se preparar, ele participará dos testes para jovens pilotos que a Fórmula 1 promove todos os anos. Mesmo que, aos 39 anos de idade, ele não seja exatamente um jovem piloto.

O teste é realizado uma vez por ano para permitir que candidatos à Fórmula 1 tenham a oportunidade de experimentar um monoposto atual – e, para muitos, é a primeira vez. A FIA especifica claramente que o teste, marcado para após o GP de Abu-Dhabi, é exclusivo para os membros das academias de cada equipe, e não admite pilotos que tenham corrido em mais que dois Grandes Prêmios. O que, evidentemente, não é o caso de Alonso: o homem já participou de 311 corridas na Fórmula 1, tem 22 pole position, 32 vitórias, marcou 1.899 pontos e conquistou dois títulos em 2005 e 2006.

Acontece que a FIA decidiu abrir uma exceção – e circulam informações de que o próprio Jean Todt autorizou. Isto porque, apesar de ter participado de uma variedade absurda de corridas nos dois anos em que ficou fora da F1 (incluindo duas vitórias em Le Mans, uma vitória em Daytona, uma vitória no WEC, e uma participação no Dakar Rally do começo ao fim e duas participações na Indy 500), nada disto se compara à Fórmula 1. Então, a Alpine e a FIA entraram em um acordo para permitir a exceção.

O retorno de Fernando Alonso acontecerá no vigésimo aniversário de sua primeira corrida na Fórmula 1, quando participou do GP da Austrália pela Minardi em 2001.

 

Mini confirma John Cooper Works elétrico

Sim, é isto mesmo que você leu. Após algumas semanas de boatos, a Mini confirmou em transmissão online que está “preparando o próximo passo no desenvolvimento dos modelos John Cooper Works elétricos”. Ou seja: teremos um hot hatch sem motor a combustão nos próximos anos.

Embora não tenha dado detalhes, a Mini divulgou uma série de fotos de um protótipo camuflado na pista, sugerindo que o veículo já está em estágio avançado de desenvolvimento. O carro parece um Mini Cooper GP, com os mesmos alargadores exagerados nos para-lamas e a mesma asa traseira dupla, com a grade e outros detalhes similares ao Mini Cooper SE elétrico.

 

A Mini também esclareceu que o Mini JCW elétrico não substituirá a versão tradicional, pois acredita que as versões a gasolina também terão um papel de destaque no futuro – palavras da própria Mini. Com tecnologia híbrida, claro.

Ainda não foram divulgadas informações sobre o carro em si, mas certamente ele terá consideravelmente mais potência que o Mini Cooper SE, que dispõe de 184 cv. A Mini pode até adotar um segundo motor elétrico para obter tração integral – e dar um jeito de compensar o peso extra dos motores e baterias, claro.

Por baixo da camuflagem o protótipo parece bem próximo da versão final, que vai para as ruas. Não nos surpreenderemos tanto se o real deal der as caras ainda na primeira metade de 2021.

 

Volkswagen encerra seu departamento de competição

A Volkswagen anunciou na última terça-feira (1º) que encerrará as atividades de sua divisão de competições – na prática, abandonando o automobilismo. O foco agora, segundo a fabricante, será a mobilidade elétrica.

Assim, direto e reto, sem floreios. É uma notícia um tanto melancólica, claro, mas não surpreende tanto. Há pouco mais de um ano, em novembro de 2020, a VW já havia encerrado todos os seus programas de competição – exceto o VW ID.R, seu protótipo elétrico que correu em Pikes Peak e também é o carro elétrico mais rápido em Nürburgring Nordschleife. Era questão de tempo até que o ID.R também se aposentasse.

Em 2016, após o escândalo do Dieselgate, a Volkswagen encerrou a maior parte de suas atividades em competições – incluindo o programa do WRC, que estava em um excelente momento com quatro títulos consecutivos, todos conquistados por Sébastien Ogier. Em 2018 falou-se em um possível retorno ao WRC com um novo Polo R, mas isto nunca veio a se concretizar.

De lá para cá, a Volkswagen tem se esforçado para alavancar a popularização dos carros elétricos – e conseguiu, pois a indústria toda está se voltando cada vez mais para eles. Faz sentido, então, que a fabricante decida tornar pública esta mudança de foco, realizando o gesto simbólico de encerrar as atividades de uma divisão que, na prática, já estava desativada.

O Volkswagen ID.R deverá tornar-se, agora, peça de museu. Ao menos outras marcas do grupo seguirão no automobilismo – você deve, por um momento, ter imaginado um mundo sem o Porsche 911 GT3. Por ora isto não vai acontecer.

 

Zagato revela série especial Heritage Twins para V12 Vantage

A Zagato revelou sua mais recente série especial para o Aston Martin V12 Vantage S: a Zagato Heritage Twins. Para quem é fã dos classudos esportivos britânicos, não dá para ficar melhor – serão 19 pares de carros, um conversível e um cupê, com carroceria de fibra de carbono, aerodinâmica com mais de 500 modificações em relação à original, e um V12 aspirado com mais de 600 cv.

Cada par de carros custa £ 1,75 milhão (mais de R$ 12 milhões em conversão direta) – eles não serão vendidos separadamente. Segundo a Zagato, os carros receberam um novo conjunto aerodinâmico com elementos ativos para “transformar completamente a dinâmica do carro”. Eles também tem suspensão 10 mm mais baixa, bitolas 20 mm maiores e novas rodas de 19 polegadas.

Além disso, dispõem de 608 cv contra os 532 cv do V12 Zagato comum – obtidos com retrabalho de admissão, reprogramação na ECU e um novo sistema de escape feito de titânio. Também haverá uma infinidade de opções de personalização no interior, com diversos materiais e cores para acabamento.

Os carros serão feitos em parceria com a coachbuilder R-Reforged. Cada carro leva 16 anos para ficar pronto, em um processo que inclui desmontar a carroceria original isolar todos os componentes e construir a carroceria nova sobre o monocoque. O que torna fácil entender o preço camarada…

 

BMW diz que não vê problema em donos modificando o Série 4

Está no mínimo interessante assistir à BMW lidando com a controvérsia gerada pelo novo Série 4 – o cupê do Série 3 que, em sua mais recente geração, ganhou uma nova grade vertical e gigantesca. Depois de prometer que a grade não se tornaria onipresente na linha e defender suas escolhas estilísticas, a marca agora diz que tudo bem se um dono não gostar do visual de seu BMW e resolver modificá-lo.

Na verdade não foi a BMW como um todo quem deu esta declaração, mas sim Christopher Weil, diretor do departamento de design exterior da fabricante. Em entrevista ao site australiano Cars Guide, ele falou sobre a recepção do público ao Série 4 e continuou reforçando que a ideia era separar o Série 4 do Série 3, dando a ele um estilo mais ousado e elegante. Por outro lado, ele também disse não se incomodar caso alguém queira modificar o estilo de seu Série 4 ou de qualquer outro BMW.

“Oferecemos algumas peças na própria BMW – são componentes muito caros – ou você pode até colocar peças aftermarket, como belas rodas e coisas assim. Mesmo se as pessoas decidirem levar seu carro a outro lugar e customizá-lo, tudo bem por mim, acho legal”, disse Weil.

Por outro lado, ele também acredita que fotos não fazem justiça ao design do Série 4, e que o carro fica muito melhor visto de perto. É quase como se ele assumisse que o carro não é exatamente fotogênico.

Já dissemos algumas vezes, tanto no site quanto no podcast, que a nosso ver a grade do Série 4 não é seu maior problema, mas sim a forma como ela se destaca em uma carroceria que, em proporções e formas, é um tanto inexpressiva. Ainda assim, é inusitado ver o representante de uma fabricante dar o sinal verde para a instalação de peças aftermarket. 

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