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Cadillac Coupe Deville 1959: o American Way of Life sobre rodas

Os EUA ferviam na década de 1950. O rock and roll mudava os conceitos, a moda repensava seu estilo e jovens rebeldes sem causa como James Dean lotavam os cinemas e drive-ins nas noites de sexta-feira. A economia crescia a passos largos e a paz finalmente parecia reinar sobre todo o país.

Nessa época a Guerra Fria também era algo presente e a caça aos comunistas movimentava a América. Nesse contexto a conquista especial era um objetivo real da NASA. E ficou ainda mais evidente quando os russos colocaram o Sputnik no espaço.

A era espacial influenciou os estilistas e designers da indústria automobilística, e os carros abusavam dos rabos-de-peixe e detalhes que remetiam a foguetes e espaçonaves. E pra falar sobre isso nada melhor do que o modelo mais exótico produzido naquela época: o Cadillac 1959.

Quando cheguei pra fazer a matéria fiquei impressionado com o tamanho. Pouco a pouco o clássico de 5,7 metros e 2.295 kg foi sendo revelado assim que saía da garagem. Causamos até um pequeno congestionamento durante as manobras, em parte pela curiosidade dos motoristas.

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O Cadillac Coupe Deville é um símbolo dos áureos tempos de Detroit, quando a cidade era conhecida mundialmente por ser a capital dos automóveis — a Motor Town —, e representa como poucos a visão norte-americana do mundo. Ele tem espaço, muito estilo e uma sede insaciável de gasolina Podium.

O interior conta com bancos inteiriços e conforto de sobra. Conforto, vale dizer, é a melhor palavra pra definir o acabamento, juntamente com a comodidade. Vidros e assentos elétricos, ar-condicionado e o Autronic Eye, que abaixa a luz do carro quando identifica outro veículo na direção contrária.  

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Um dos destaques está bem no cofre do motor. Todos os Caddys dessa época trazem motores grandes pra empurrar todo o peso. Nesse caso um V8 de 6,3 litros e 345 cv a 4.800 rpm. A transmissão faz trocas de modo suave enquanto o gigante “navega” pela rua.

O desempenho, segundo dados de fábrica, é bem interessante: 0 a 100 km/h em 10,5 segundos e velocidade máxima de 190 km/h. Fiquei imaginando rodar a essa velocidade, com o balanço nas curvas de alta, e pensei o quanto seria estranho ter que freá-lo em uma situação de emergência.

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Mas o Cadillac 59 é um ícone e merece ser tratado como tal. Não é à toa que ele aparece em dezenas de filmes, como o “3000 milhas para o inferno”, e séries de TV. Assim como Elvis, hambúrguer e fritas ele se tornou um símbolo norte-americano.

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