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Car Culture

Cutaways: desvendando os segredos mecânicos dos clássicos das ruas e pistas


Quando criança eu não tinha muitos carrinhos. Não que meus pais não pudessem comprá-los para mim; o problema é que eu desmontava os brinquedos para descobrir como ele eram por dentro e, é claro, que eu não conseguia montá-los de novo. Já adulto aprendi a desmontar muitas partes do meu carro de verdade, mas algumas eu não arrisco mexer. O que não significa que eu não sabia como elas são por dentro. Afinal, sempre podemos recorrer à arte quase extinta dos cutaways, ou "vista em corte". São aqueles desenhos bacanas que revelam as entranhas de máquinas, construções e objetos que você não pode simplesmente cortar ao meio como uma maçã. O nome cutaway (que expressa o sentido de acesso por corte) vem da técnica de simular o corte de um pedaço do objeto na ilustração. Os cutaways surgiram no início do século XV, durante o período renascentista, mas se popularizaram pelo livro "De Re Metallica", um tratado sobre mineração e metalurgia escrito e ilustrado em 1556 por Georgius Ag