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Achados meio perdidos

De Tomaso Pantera: um ícone dos supercarros alternativos à venda no Brasil

Em 1974, o recém-lançado Lamborghini Countach era o supercarro do momento – o futuro sobre rodas, praticamente, com linhas futuristas (para a época), um motor V12 naturalmente aspirado de quatro litros e 375 cv, e capacidade para acelerar de zero a 100 km/h em 5,4 segundos, com máxima de 288 km/h. Embora o Miura tenha sido o primeiro, o Countach foi o superesportivo que colocou a Lamborghini na elite dos supercarros, e nas paredes dos quartos de garotos pelo mundo todo.

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Mas o Lamborghini Countach também era um carro caríssimo e de manutenção dispendiosa – em parte, justamente graças a seu motor V12 complexo e temperamental, com comando duplo nos cabeçotes, seis carburadores Weber ou até mesmo um sistema de injeção mecânica de combustível. Contudo, havia bela alternativa: o De Tomaso Pantera. Ele era projetado e fabricado na Itália, mas tinha um coração norte-americano – um motor V8 Cleveland de 5,8 litros muito parecido com o que era usado pelo Ford Mustang. E é justamente um De Tomaso Pantera 1974 nosso Achado meio Perdido de hoje.

O Pantera foi o modelo mais bem sucedido da De Tomaso, com 7.260 exemplares produzidos entre 1971 e 1992 – mais de duas décadas. E seu sucesso tem mesmo muito a ver com o conjunto mecânico: o Pantera tinha o visual de um exótico italiano, mas o motor fornecido pela Ford permitia que ele custasse menos. Além disso, era mais fácil de manter e, com mais torque em baixa, tornava o Pantera mais amigável ao uso cotidiano – os motores V12 italianos, com seu pedigree de competição, eram mais voltados ao uso intenso, em alto giro.

 

O carro anunciado no GT40 é um De Tomaso Pantera GTS, versão criada em 1973 que tinha como diferencial os para-lamas alargados em fibra de vidro, que lhe davam uma aparência mais imponente e uma postura mais agressiva. Se na época do lançamento o motor entregava 330 cv, o Pantera GTS europeu tinha 335 cv – um pequeno aumento obtido através de modificações no trem de válvulas do motor Cleveland. Estima-se que, em 1974, foram fabricadas 421 unidades do De Tomaso Pantera GTS – e apenas duas rodam no Brasil.

De qualquer forma, este Pantera GTS possui outro motor atrás dos bancos: um crate engine importado dos Estados Unidos, big block, todo de alumínio. Com deslocamento de 427 pol³ (sete litros), carburador quadrijet, comando Crane de maior graduação e componentes internos forjados da Crower, o motor entrega estimados 460 cv. O câmbio é o mesmo transeixo de cinco marchas da ZF com o qual o carro saiu da fábrica da De Tomaso em Modena, na Itália.

É possível verificar que se trata de um exemplar de especificação europeia por uma diferença simples: a ausência dos para-choques de impacto, que começaram a ser exigidos pela legislação de trânsito dos EUA em 1973. Eles eram muito maiores, pois precisavam impedir qualquer dano à carroceria em colisões a até 8 km/h, e pesavam 90 kg. Além disso, o Pantera GTS vendido nos EUA tinha visual mais chamativo, com pintura em dois tons e o nome do carro em letras maiúsculas na parte inferior das laterais.

 

O Pantera em questão também recebeu outras modificações além do motor: um jogo de rodas Kinesis de 17×8,5 polegadas na dianteira e 17×11 polegadas na traseira, com pneus Goodyear novos e a tampa do motor em fibra de carbono. A pintura foi refeita há alguns anos na cor preta (anteriormente era vermelha) e está em boas condições, bem como o interior, que também foi restaurado – porém, nos padrões originais.

Trata-se, afinal, de um carro raríssimo no Brasil – com potencial para ser uma bela adição a qualquer coleção de esportivos dos anos 70. O motor mais potente talvez incomode a quem busca um exemplar em concours condition. Mas, se este não for o seu caso e você ficou interessado, é só clicar aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos do vendedor.

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