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Achados meio perdidos

Esta Chevrolet Caravan Comodoro 1992 está à venda

Como já comentamos várias vezes, não apenas no site e no FlatOut Podcast, estamos em um momento de transição no mercado de carros antigos. Alguns modelos mais desejáveis estão valorizando muito rapidamente, e está na hora de procurar alternativas – carros que ainda não valorizaram tanto e podem ser bons negócios, sabendo procurar.

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Não apenas modelos, mas versões menos procuradas também se encaixam neste raciocínio. Um exemplo é nosso Achado meio Perdido de hoje – uma Chevroler Caravan fabricada em 1992, último ano da família Opala. Ela está anunciada no GT40 por um preço bem acessível se comparado a exemplares mais antigos e precisa de algum carinho para ficar impecável, mas pode ser um bom ponto de partida para um projeto de restauração – ou mesmo um restomod.

 

Antes de qualquer coisa, é interessante entender o contexto do Opala (e da Caravan) em 1991. Lançado em 1968, o Opala tinha seus 23 anos; a Caravan, de 1974, tinha 17. Ambos eram derivados de um projeto de 1966, o Opel Rekord C, e os sinais da idade já eram evidentes. Assim, por mais que em sua última reestilização eles tenham ganhado para-choques envolventes e faróis maiores, com desenho mais moderno, ainda eram visivelmente antiquados. Além disso, a Chevrolet já preparava o lançamento do Omega, o sucessor do Opala, que chegou em 1992 e era um carro tecnicamente superior em todos os aspectos – motor com comando no cabeçote, suspensão independente nas quatro rodas e um monobloco com célula de segurança que estava entre os mais seguros do mundo.

Assim sendo, os últimos Opala e Caravan não são cobiçados no mesmo nível que os exemplares dos anos 1960 e 1970 – ou mesmo da década de 1980. Mas não deixam de ser representantes da família, que podem proporcionar a mesma experiência ao volante e têm basicamente a mesma mecânica. Mas por um valor geralmente mais acessível.

A Caravan Comodoro 1992 anunciada no GT40 pertence a Bruno, de São José dos Campos (SP). De acordo com ele, o carro tem 91.000 km rodados originais. Caso seja a quilometragem legítima, é um número aceitável para um automóvel de quase 30 anos – pouco mais de 3.000 km rodados por ano, em média.

O carro é equipado com o motor quatro-cilindros de 2,5 litros da Chevrolet, a gasolina, com 86 cv e 17,1 kgfm de torque, acoplado a um câmbio de cinco marchas. O proprietário diz que o carburador foi revisado recentemente, e que toda a manutenção de rotina está em dia.

Bruno diz que a pintura foi refeita assim que ele comprou o carro, na tonalidade vinho original – incluindo os para-choques envolventes adotados na reestilização de 1991.  O interior teve parte do estofamento dos bancos refeita no padrão original, e a tapeçaria do porta-malas também está em boas condições. Equipamentos como direção hidráulica, ar quente, retrovisores elétricos e vidros elétricos funcionam.

O proprietário diz que, pelo nível de originalidade, acredita que não seja difícil obter a placa preta, mas observa que existem detalhes estéticos a acertar – retoques na pintura dos para-choques e a troca das lanternas dianteiras e traseiras, que estão desbotadas e trincadas.

Uma inspeção criteriosa é indispensável antes da compra de qualquer carro antigo, claro. Mas, com preço acessível, estrutura íntegra e mecânica em dia, esta Caravan parece ter bastante potencial. Se ficou interessado, você pode clicar aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos do vendedor – que diz estudar trocas.


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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