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Achados meio perdidos

Esta Honda CB450 Nelson Piquet foi autografada pelo tricampeão – e pode ser sua!

Por alguma razão, as pessoas costumam lembrar de Nelson Piquet primeiro por sua personalidade irreverente, e só depois por seus três títulos mundiais de Fórmula 1 conquistados em 1981, 1983 e 1987 — todos eles antes de Ayrton Senna, diga-se. Isto é um tanto injusto, pois a carreira de Piquet na Fórmula 1 foi nada menos que brilhante.

Os dois primeiros títulos de Nelson Piquet foram conquistados pela Brabham. Em 1987, Piquet estava na Williams e pilotava o FW11B, equipado com um motor V6 Honda de 1,5 litro que, turbinado, era capaz de entregar mais de 700 cv nas corridas e quase 1.000 cv nos treinos de classificação — e ainda girava a 12.000 rpm. Naquela temporada, a Williams dominou a competição com nove vitórias em 16 corridas, sendo que quatro delas foram dobradinhas de Nelson Piquet e Nigel Mansell — que ficou com o vice-campeonato. Senna, em seu último ano com a Lotus, foi o terceiro colocado.

Foi um ano e tanto, e o ponto alto de Piquet na Williams. O brasileiro havia estreado na equipe no ano anterior e já era um dos melhores do mundo — tanto que a Honda decidiu aproveitar sua associação com a equipe para lançar uma edição especial da CB450, com as cores do carro de Piquet e sua assinatura na carenagem lateral. Era a CB450 Nelson Piquet, que teve cerca de 200 unidades vendidas em maio e junho de 1986 — fato que faz dela uma das motos mais raras do Brasil.

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A CB450, lançada em 1983, era uma evolução da icônica CB400, apresentada em 1980. O motor bicilíndrico deslocava 447 cm³ e era capaz de entregar 43,3 cv a 9.500 rpm, com 4,3 mkgf de torque a 6.500 rpm — suficientes para chegar aos 100 km/h em sete segundos, com máxima de 160 km/h. Com isto, a CB450 era a moto pequena mais potente e mais veloz vendida no Brasil.

 

A verdade é que, para os fãs de motocicletas brasileiros, qualquer CB450 é uma moto para lá de desejável. O que dizer, então, de um exemplar completamente original e pouquíssimo rodado da CB450 Nelson Piquet? Pois é exatamente este nosso Achado Meio Perdido de hoje.

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A moto pertence a Tânia Pereira, de Jundiaí, interior de São Paulo. Ela conta que comprou a moto em fevereiro de 2014, durante a corrida de calhambeques Pé na Tábua, em Franca. A CB450 pertencia a um dos organizadores, Tiago Songa, e estava muito nova.

O detalhe é que o próprio Nelson Piquet estava lá (dizem que desde 2012 ele não perde uma edição) e, de acordo com Tânia, foi bastante simpático e acessível — e ela aproveitou para ter a moto autografada pelo tricampeão.

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Quer dizer, a CB450 Nelson Piquet já vinha com um “autógrafo” de fábrica na carenagem lateral, ao lado da bola de tênis estilizada que estampava o capacete do piloto (para quem não lembra, ele teve uma curta carreira no tênis antes de tornar-se piloto). Além disso, a moto vinha nas mesmas cores do Williams FW11 e acompanhava um capacete, que também era pintado com as cores do carro. Piquet, claro, também autografou o capacete.

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Tânia diz que, em quase dois anos e meio, rodou apenas 500 km com a moto que, segundo ela, está simplesmente impecável mecanicamente. E jamais deixou que ela tomasse chuva — para não apagar os autógrafos, claro. Visualmente, a CB450 apresenta algumas marcas do tempo, mas está extremamente íntegra e a dona garante que é 100% original.

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Ela também alerta que as CB450 Nelson Piquet trazem “CB450BR” no número do quadro — e apenas elas. Não é difícil encontrar CB450 normais caracterizadas como a edição especial, mas ela garante que a sua é o real deal, com foto do quadro para comprovar. O valor pedido é de R$ 25.000 — mais cara do que a média para o modelo, mas não podemos esquecer que se trata de um exemplar muito original e conservado de uma edição especial bastante rara.

A moto está anunciada no Mercado Livre. Se você se interessou, pode entrar em contato com Tânia pelo celular (11) 97628-6262, com WhatsApp.


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial, tampouco de uma reportagem aprofundada. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

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