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Achados meio perdidos

Este Astra “belga” com o bodykit do Opel GSi 16v alemão está à venda!

Em 1991, ao colocar no mercado o sucessor do Kadett de quinta geração, a Opel resolveu adotar o nome que sua irmã britânica, a Vauxhall, já utilizava havia alguns anos: Astra. Ele foi um dos primeiros modelos importados para o Brasil no início da década de 1990, com emblemas Chevrolet na grade e na traseira – mas não nos volantes com airbag, que conservava o logo da Opel em sua almofada. Fabricado na Bélgica, ele logo foi apelidado Astra “belga” mas, curiosamente, seu motor 2.0 8v, o emblemático Família II, era produzido no Brasil. O motor era enviado para a Europa, instalado no carro, e voltava para cá no cofre do hatch.

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O bom acabamento, a oferta de equipamentos generosa para a época e a robustez mecânica fazem do Astra “belga” uma boa opção acessível no mercado de usados. Isto vale para nosso nosso Achado meio Perdido de hoje, que ainda oferece o belo visual da melhor versão do Astra F: o Astra GSi 16v – que não tivemos por aqui, infelizmente.

Lançado já em meados de 1991, o Astra GSi 16v seguia a mesma receita do Kadett GSi: visual diferenciado, mais equipamentos, melhor acabamento e potência extra. O motor, no caso, era nada menos que o 2.0 C20XE, variante do motor Família II com diversas modificações – entre elas, um cabeçote projetado pela renomada Cosworth, com comando duplo e injeção multiponto sequencial.

Já usado no Kadett GSi 16v, outro europeu que jamais aportou no Brasil, e também no Chevrolet Calibra vendido aqui, o motor entregava 150 cv a 6.000 rpm e 20 mkgf de torque. Acoplado a uma transmissão manual de cinco marchas, o Astra GSi era capaz de ir de zero a 100 km/h em oito segundos cravados, com máxima de 216 km/h (dados de fábrica).

 

Pesando 1.100 kg – pouco para um hot hatch de seu porte fabricado em 1990 – o Astra GSi 16v também gozava de muita agilidade, e também tinha direção muito comunicativa. A Opel sabia perfeitamente do que a plataforma de tração dianteira usada no Astra era capaz.

O proprietário do nosso Achado meio Perdido de hoje, Peterson, de São Paulo/SP, inspirou-se no Astra GSi 16v alemão para modificar seu carro. Segundo ele, o exemplar fabricado em 1995 passou 16 anos com seu primeiro dono, sempre bem cuidado e mantido em ordem. Peterson diz que comprou o carro e, pouco depois, decidiu levar a diante a ideia de customizá-lo com todos os componentes estéticos do Astra GSi 16v.

Isto quer dizer que o carro recebeu os para-choques, spoilers, saias laterais, todos os emblemas, rodas, faróis (com lavadores!) e lanternas do GSi 16v. Peterson conta que importou todos os componentes da Alemanha ao longo de um ano e meio. Ele destaca que o painel digital, vindo de um Opel Vectra 4×4, foi um dos componentes mais difíceis de conseguir – ele é raríssimo de se encontrar mesmo na Europa, mas é o único da linha que cabe no painel do Astra “belga” sem qualquer adaptação física. O interior também recebeu um par de bancos Recaro e o volante do Opel Kadett GSi alemão – que, apesar do desenho mais retilíneo, harmoniza bem com o desenho noventista do painel do Astra. O carro também recebeu um teto solar adaptado do Chevrolet Omega nacional.

.Peterson diz que a mecânica do carro está quase completamente original, exceto pelos discos de freio traseiros, que vieram do Vectra A. O motor, portanto, é o mesmo 2.0 8v de 116 cv encontrado em qualquer outro Astra “belga”, que é conhecido por sua durabilidade e pela manutenção descomplicada. Já o câmbio original foi substituído pela transmissão do Calibra, que tem relações mais curtas.

Peterson ressalta que o carro tem a manutenção toda em dia, porém observa que as molas, ainda originais do carro, já estão meio cansadas – é por isso que o Astra apresenta uma postura mais agressiva.

No geral, este Astra pode ser uma boa oportunidade para quer um hatchback dos anos 1990 com visual exclusivo – Peterson acredita que seu carro é o único do País com o bodykit do GSi 16v. Mais do que isto: é uma ótima base para uma conversão completa – o motor C20XE pode ser encontrado com relativa facilidade no Brasil, e é a peça que falta no quebra-cabeça.

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