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Achados meio perdidos

Este Chevrolet Opala quatro-cilindros impecável à venda

O Achado meio Perdido da semana passada foi uma Chevrolet Caravan com estrutura íntegra, carroceria em bom estado e mecânica em dia – além preço acessível para quem busca um projeto e, de cara, não quer investir muito. No quadro de hoje, teremos outro representante da família. Desta vez, porém, é um Opala – mais precisamente, um exemplar de 1979 muitíssimo bem conservado, excelente para quem quer um clássico já pronto, só para curtir e cuidar como se deve.

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Em 1979, o Opala já tinha seus 11 anos, e fazia algum tempo que seu visual estava defasado. Afinal, com base no Opel Rekord C, ele era um projeto da década de 1960, com silhueta suave e formas mais arredondadas. Pelas mãos da Chevrolet brasileira, recebeu um novo estilo inspirado nos cupês americanos) como o Chevrolet Nova, por exemplo) – bonito, mas antiquado para a década que estava prestes a começar.

Assim, em 1980 o Opala passou por sua reestilização mais radical. A dianteira perdeu os faróis redondos  e a grade rebuscada, enquanto a traseira trocou as quatro pequenas lanternas redondas por duas peças maiores e retangulares. Era uma época diferente, sem carros importados, e assim a renovação foi suficiente para garantir um fôlego ao Opala por mais alguns anos – como você sabe certamente já sabe, Opala e Caravan só saíram de cena em 1992, para a chegada do Omega e da perua Suprema.

O carro anunciado no GT40 pertence a Estevan Braga, de Santa Cruz do Sul (RS). Sendo um Opala 1979, ele faz parte da última leva com o visual clássico, antes da “frente quadrada”. Vale lembrar, porém, que o interior antigo ainda foi utilizado em 1980 – só no ano seguinte a Chevrolet deu ao carro um painel mais moderno, dotado de linhas retas que combinavam mais com o novo visual externo.

O carro é um Opala Standard com motor de quatro cilindros e 2,5 litros. Com carburador de corpo duplo, chegava aos 98 cv e 15,8 kgfm de torque, moderados por um câmbio manual de quatro marchas. A versão Standard era a mais simples em acabamento, sem o excesso de cromados característico das variantes mais caras – repare, por exemplo, que a grade e a moldura dos faróis têm acabamento preto.

Hoje em dia, versões deste tipo têm seu apelo particular entre alguns entusiastas, e de fato elas têm seu charme – no caso do Opala Standard, o resultado era uma cara mais invocada e esportiva.

Da mesma forma, o interior tinha visual simples mas elegante, com revestimentos de porta em curvim costurado e veludo cotelê nos bancos. Os equipamentos, contudo, eram mínimos – rádio e sistema de ventilação natural, apenas. Fruto da época, na verdade – travas e vidros elétricos ainda eram itens razoavelmente incomuns nos carros brasileiros, por exemplo.

Estevan diz que tem o Opala há cerca de nove ou dez anos, e que o carro está impecável. A carroceria foi repintada na cor original para corrigir imperfeições, mas o Opala jamais foi restaurado, desmontado ou aberto. De acordo com Estevan, o carro tem por volta de 94.000 km rodados – pouco para um Opala, e um bom sinal em carros antigos, cujos componentes mecânicos podem sofrer bastante caso levem uma vida sedentária demais.

A única modificação estética do carro são as rodas do Opala SS, calçadas com pneus Hankook RA03 com letras brancas – um conjunto bem harmônico ao lado do visual mais simples no restante do carro. Estevan diz que a mecânica está completamente em dia, e diz que estuda ofertas de troca.

Se você ficou interessado, pode clicar aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos do dono.


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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