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Achados meio perdidos

Este Fiat Uno S 1.3 com placa preta está à venda


Nossa imagem de carro antigo geralmente envolve carros com linhas clássicas, frisos cromados e para-choques de metal. Mas o carro antigo já tem outra cara – o Fiat Uno, por exemplo, que até 2013 ainda era fabricado, já pode receber a placa preta há alguns anos. E é um Fiat Uno com placa preta nosso Achado meio Perdido de hoje.

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O Fiat Uno foi lançado no Brasil em 1984, um ano depois de sua estreia na Europa. E ele foi muito mais longevo por aqui – sua fabricação na Itália perdurou até 1995 e, depois disto, a versão fabricada em Betim (MG) chegou a ser exportada para lá durante mais alguns anos.

Mesmo que nosso Uno fosse diferente do italiano, com suspensão traseira independente por feixes de molas semi-elípticas em vez do eixo de torção (uma herança do Fiat 147), ele ainda preservava as qualidades que faziam do Uno um excelente carro pequeno – espaço interno adequado, baixo peso e economia de combustível. E ele também era uma boa base para um esportivo – que o digam os fãs dos Uno R e do Uno Turbo.

Era como popular, porém, que o Uno brilhava. Na ocasião do lançamento, seu design e suas características técnicas faziam dele o carro compacto mais moderno à venda no Brasil. Com o passar dos anos, a modernidade deu lugar ao excelente custo-benefício e a uma reputação de pau-para-toda-obra que manteve a popularidade do Uno em alta até o fim de seus dias.

O exemplar anunciado no GT40, pertencente a Ricardo, de São Paulo (SP), é um exemplar da primeira fase, com a desejada frente alta, fabricado em 1988. É um Uno S, versão básica do Uno antes do lançamento do Mille, que só chegou em 1990.

O Uno S estava disponível tanto com o motor Fiasa 1.0 (1.048 cm³, na verdade) de 52 cv quanto com o 1.3 (1.297 cm³) de 58 cv ou 60 cv, dependendo do combustível – gasolina ou álcool, respectivamente. O câmbio era manual de cinco marchas, e o conjunto não fazia milagres: o zero a 100 km/h era cumprido na casa dos 16 segundos, enquanto a velocidade máxima não passava dos 150 km/h. Para um hatchback compacto de entrada, porém, era mais que suficiente, e o bastante para percursos rodoviários em velocidade de cruzeiro, sem excessos.

O Uno de Ricardo é movido a gasolina e, de acordo com ele, tem cerca de 106.000 km registrados no hodômetro – um número razoável considerando a idade do carro. Atualmente, o Uno só é utilizado para frequentar encontros de carros antigos e também para passear aos fins de semana – seus dias de uso intenso já estão em um passado mais distante. Isto posto, Ricardo faz questão de mantê-lo sempre com a manutenção em dia, e sempre enche o tanque com gasolina de boa qualidade.

Por fora e por dentro, o Fiat promove uma agradável viagem ao passado. A pintura original Bege Coríntio está em ótimas condições, tal como faróis, lanternas, emblemas, borrachões e até mesmo as calotinhas das rodas de aço estampado, item raro de se encontrar hoje em dia. O interior está no mesmo nível, com os revestimentos originais com ótimo aspecto e todos os itens de acabamento em seus devidos lugares. O carro possui toca-fitas Alpine de época, funcionando perfeitamente, e equipamentos opcionais raros na versão S – limpador traseiro e desembaçador, além de porta-objetos nas portas. A única concessão à modernidade, aliás, fica oculta sob eles: um par de alto-falantes JBL novos, instalados no local original.

O carro acompanha o certificado de originalidade foi emitido pelo Automóvel Clube do Brasil ainda em setembro 2018, ano em que seu Uno completou 30 anos de fabricação. Considerando tudo isto e a atual situação dos colecionáveis brasileiros, o preço pedido não está ruim – ao contrário: nos parece uma boa chance de adquirir um colecionável a um valor acessível.

Se você ficou interessado, pode clicar aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos do proprietário.


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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