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Achados meio perdidos

Este Monza SL/E 1985 é um verdadeiro diamante bruto à espera de seu segundo dono

É fácil entender o apelo de um clássico perfeitamente preservado ao longo dos anos, ou mesmo de um recém-restaurado: a sensação de olhar e, principalmente, dirigir um carro capaz de te transportar para alguns anos ou décadas no passado é única, e só quem já passou por isto já sabe.

No entanto, o tempo e o desgaste são forças impossíveis de conter e, às vezes, deixam marcas. É o caso deste Chevrolet Monza que, fabricado em 1985, acabou de completar 30 anos de idade com menos de 30 mil km rodados — ou, mais precisamente, 28.382 km rodados (olha só, um palíndromo numérico!). Apesar de ter sido pouco usado, rodando menos de 1.000 km por ano, em média, o carro apresenta algumas marcas do tempo mas, no geral, é um exemplar bem conservado para sua idade, e não deve precisar de tanto esforço e dinheiro para voltar à sua antiga forma. Assim, sem dúvida estamos falando de um carro que merece ser nosso Achado Meio Perdido de hoje!

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O Monza é um dos modelos da favoritos dos gravateiros. No ano lançamento, 1982, o Monza veio como hatchback, equipado com um quatro-cilindros de 1,6 litro e 72 cv. No entanto, o desempenho do motor não era exatamente empolgante (ainda mais considerando que, na época, o motor produzido no Brasil era exportado para a Europa em versões de 75 cv e 90 cv) e a configuração da carroceria, hatch de três portas, não era muito bem aceita por aqui.

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Assim, em 1983 passou  a ser oferecido um motor 1.8 de 86 cv, dando ao Monza um novo nível de desempenho. No entanto, o carro médio só deslanchou de verdade quando a GMB decidiu nacionalizar a versão sedã, com duas ou quatro portas, em setembro do mesmo ano. Foi ali que o Monza se tornou o carro que todo mundo conhece e admira — elegante, confortável e de bom desempenho. E o sucesso não foi pouco: entre 1984 e 1986, o Monza foi o carro mais vendido do Brasil, feito impressionante para um modelo médio que conviveu com diversos populares, muito mais baratos e básicos.

 

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O Achado de hoje pertence exatamente a esta era. Na verdade, trata-se de um carro fabricado no segundo semestre de 1985 — conhecido também como “1985 e meio” ou “1985 Fase II”. Nele que significa que estão presentes algumas alterações estéticas em relação aos modelos anteriores: um spoiler na dianteira, nova grade, novos retrovisores e novas lanternas traseiras (com setas âmbar em vez de vermelhas). Por dentro, o acabamento ficou mais caprichado e o painel finalmente ganhou um conta-giros, ausência criticada até então. O volante de quatro raios também era novo, bem como os bancos, que ganhavam encostos de cabeça separados na dianteira e apoio de braço, opcional, na traseira.

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É possível conferir as mudanças no nosso Achado de Hoje, encontrado pelo colega Mário Cezar Buzian, do Rio Grande do Sul. Como já dissemos, o carro não está impecável — trata-se, realmente, de um diamante bruto: estrutura íntegra, mecânica em dia (recentemente revisada) e aspecto original, a não ser por alguns itens de acabamento danificados ou ausentes.

O carro foi comprado zero-quilômetro na antiga concessionária Bavesa, e sua única dona ficou com ele até recentemente, quando faleceu. O carro, portanto, só precisa de um segundo dono para levantá-lo.

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O estado geral é bom — a pintura é toda original e não sofreu retoques, as rodas de liga leve originais estão muito bonitas (e calçadas com pneus Pirelli P44), com exceção de uma das calotinhas centrais, que está faltando. Também há pequenos pontos de corrosão, todos visíveis, em especial na parte inferior da porta do motorista — aparentemente, nada muito grave.

O interior também traz alguns detalhes, como a ausência de um ou dois botões e alguns danos pequenos no acabamento, mas este tipo de coisa costuma exigir muito mais contatos do que recursos financeiros para ser resolvida.

Dizemos isto porque, considerando a baixíssima quilometragem (supondo que o hodômetro não tenha dado uma volta completa, o que é bem plausível dado o estado de conservação), o preço é bem convidativo: R$ 14,9 por um Monza que, se tudo correr bem, não demandará um investimento muito maior para ficar inteiraço novamente.

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Um detalhe bacana é o adesivo do Victoria Pub, uma casa noturna localizada na capital Paulista que foi muito popular nos anos 1980 e era palco de diversos show e bailes, onde bandas famosas na época revezavam com DJs especializados em New Wave, pop e rock alternativo. Filas quilométricas formavam-se para entrar, e muita gente aproveitava para conhecer seu par para a noite ali mesmo, na fila de espera.

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Se você acredita no potencial deste Monza e está disposto a explorá-lo, pode mandar um e-mail para [email protected] ou ligar para (51) 9258-7332. O carro está em Caxias do Sul/RS.

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“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de uma reportagem aprofundada e não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

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