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Achados meio perdidos

Este Peugeot 106 com swap para 1.6 16v (e outras melhorias) está à venda

Um dos primeiros carros que eu dirigi depois de tirar a carteira de habilitação, quase dez anos atrás, foi um Peugeot 106 Quicksilver – vi o carro por acaso, à venda em uma garagem que já nem existe mais, e pedi para fazer um test drive. Pensei na possibilidade de comprar o carro, pois gostava da ideia de ter uma série especial na garagem. Mas o motor 1.0 de 50 cv não estava em sua melhor forma e, esteticamente, o pequeno hatchback prateado precisava de bastante atenção. Deixei passar.

Acredito que o maior problema do Peugeot 106 vendido no Brasil fosse justamente o motor – embora suficiente para um compacto urbano, ele tinha desempenho um tanto frustrante. Ainda mais sabendo que, na Europa, havia o 106 GTI, pocket rocket equipado com um motor 1.6 16v de 120 cv.

Pois o nosso Achado meio Perdido de hoje, anunciado no GT40, traz este problema resolvido: no lugar do motor original, está justamente um motor 1.6 16v, muito parecido com aquele utilizado pelo 106 GTI, além de outras modificações interessantes.

O Peugeot 106 foi vendido no Brasil entre 1992 e 2001, com uma reestiliazação em 1997. Nos dois primeiros anos, ele estava disponível com motor 1.4 de 75 cv, passando depois a utilizar o motor 1.0 de 50 cv que o acompanhou até sair de linha. É possível encontrar exemplares de duas portas ou quatro portas, em diferentes níveis de acabamento e equipamentos.

O exemplar anunciado no GT40, por exemplo, é um Peugeot 106 Selection fabricado em 2001. Versão de entrada na época, o Selection podia ser encontrado com duas ou quatro portas. O interior podia ter acabamento em cores vivas, como verde ou azul, e a oferta de equipamentos era pequena – não havia sequer um sistema de ar quente. Por outro lado, a qualidade do acabamento interno era boa, e o painel vinha de fábrica com conta-giros (algo que ficaria cada vez mais raro em modelos de entrada com o passar dos anos).

O carro pertence a Bruno Weber, de Joinvile/SC. Bruno comprou o Peugeot em 2012, e é o terceiro proprietário. Nos últimos anos, ele tratou de tornar o 106 um carro mais potente e melhor equipado.

A mais importante delas, sem dúvida, é o motor – um 1.6 16v da família TU, a mesma a qual pertencia o motor do 106 GTI. No entanto, o chamado TU5JP4, usado no Peugeot 207 e no Citroën C3 de primeira geração, é um pouco menos potente, com 113 cv. Ainda assim, é mais que o dobro da potência original do 106 Selection. Bruno diz que o motor, atualmente, tem 96.000 km rodados (56.000 km no carro doador, e mais 40.000 no 106).

Além do swap, o Peugeot 106 de Bruno recebeu outros itens: vidros elétricos, travas elétricas, faróis com projetores e a caixa de direção hidráulica do 106 GTI. Para adequar-se ao desempenho extra, o carro também ganhou novas molas dianteiras, amortecedores retrabalhados, e os freios a disco nas quatro rodas do Peugeot 306.

Bruno também tratou de instalar um sistema de ar-condicionado e bancos de couro natural, e o isolamento termo-acústico foi todo refeito com manta asfáltica nova.

O carro é mantido sempre em dia, com a manutenção em ordem – e Bruno garante que o desempenho é bem mais empolgante do que o visual quase original de um Peugeot 106 quatro-portas sugere.

 

O Peugeot 106 é um carro razoavelmente popular entre os entusiastas pelo seu baixo peso (pouco mais de 800 kg), e o engine swap é justamente um dos meios de preparação mais utilizados. Se você gosta da ideia mas não quer ter o trabalho de encontrar uma boa base, um bom motor e boa mão-de-obra, esta pode ser uma boa oportunidade para começar seu projeto. A parte mais difícil já foi feita.

Ficou a fim? Clique aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos do proprietário.


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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Gustavo Henrique Ruffo