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Achados meio perdidos Zero a 300

Este raro Volkswagen Santana GLSi duas-portas com câmbio automático está à venda

O Volkswagen Santana foi o primeiro Volkswagen “de luxo” vendido no Brasil. “De luxo” entre aspas porque, apesar de não pertencer de fato ao segmento dos carros de luxo, o sedã que a Volks lançou em abril de 1984 era maior, melhor acabado e mais generoso nos equipamentos que qualquer outro carro da marca na época. Mais tarde, ele também foi pioneiro na adoção de diversos itens de conforto, conveniência e segurança na linha da Volkswagen, como o câmbio automático, a injeção eletrônica e ABS. Se você é fã do Santana, vai curtir nosso Achado meio Perdido de hoje, anunciado no GT40: um Santana GLSi duas-portas com câmbio automático, configuração bastante incomum.

Como boa parte dos leitores deve saber, o Santana lançado em 1984 por aqui era, na verdade, a segunda geração do Volkswagen Passat. No entanto, a Volks achou por bem manter o Passat como o dois-volumes médio da linha, enquanto o Santana seria vendido como sedã e perua (VW Quantum). O sucesso foi tanto que o Santana acabou adquirindo identidade própria aqui no Brasil, passando por três reestilizações e produzido até 2006, quando ainda era extremamente popular entre taxistas e frotistas.

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A primeira reestilização do Santana aconteceu em 1991. A VW do Brasil se inspirou no Passat de terceira geração, que foi lançado na Europa em 1988, dando ao sedã uma traseira mais alta com lanternas maiores, e uma dianteira mais baixa e aerodinâmica. Do lado de fora, apenas o contorno das portas foi mantido. Em 1994 o Passat que inspirou o facelift do Santana começou a ser vendido no Brasil, porém era um carro importado e mais caro, o que permitiu que o Santana continuasse forte em nosso mercado.

O nosso Achado meio Perdido de hoje é um Santana pós-reestilização, ainda com carroceria de duas portas e a grade dianteira sem pintura. O visual é bastante harmônico e elegante, com para-choques parcialmente pintados e rodas BBS de 14 polegadas que eram onipresentes nos Volks da época e combinam com as formas da carroceria. As janelas laterais traseiras basculantes completam o pacote estético.

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O proprietário, que vive em São Paulo/SP, diz que comprou o Santana GLSi há cerca de dois anos e que o mesmo jamais foi restaurado. Segundo ele, cerca de 65% da pintura são originais, assim como todo o conjunto óptico e as rodas. Por dentro a situação se repete: revestimentos de veludo dos bancos e todos os acabamentos são originais e estão muito bem preservados.

Sendo um Santana GLSi, este exemplar tem motor AP 2.0 com injeção eletrônica multiponto Bosch LE-Jetronic. São 112 cv a 5.600 rpm e 17,6 mkgf de torque a 3.000 rpm, que no caso desta unidade são moderados por um câmbio automático de três marchas, opcional raro na época. O dono do carro diz que o câmbio foi todo refeito recentemente, com trocas de todas as vedações e peças de desgaste, e que seu funcionamento é perfeito.

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Entre os serviços de manutenção realizados recentemente estão a troca do óleo do motor, a substituição do compressor do ar-condicionado e a instalação de um novo sistema de escape, incluindo o catalisador. Além disso, todo o sistema de arrefecimento foi limpo, com troca do fluido, da válvula termostática, do reservatório e dos sensores de temperatura.

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Trata-se de um carro bem interessante, com boa apresentação, uma combinação rara de versão, carroceria, motor e câmbio e preço acessível.

Ficou interessado? Basta clicar aqui e acessar o anúncio para pegar os dados do proprietário, que pode fornecer mais detalhes.

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“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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