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Achados meio perdidos

Este Volkswagen Santana Sport está à venda – e pode ser seu próximo project car

Quando se fala nos clássicos da Volkswagen nas décadas de 1990 e 1990, as versões mais apimentadas do Gol são as primeiras a serem lembradas – o que não é nem um pouco estranho, tamanha o o culto que se formou ao redor das siglas GT, GTS e GTI ao longo dos anos.

Mas eles não foram os únicos modelos diferenciados que a Volks teve naquela época – a versão Sport do Santana, por exemplo. Não estamos falando isto por acaso: é justamente um Santana Sport nosso Achado meio Perdido de hoje – naturalmente, anunciado no GT40.

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O Volkswagen Santana, como muitos devem saber, foi lançado no Brasil em há 35 anos, em abril de 1984 (ou seja, 35 anos e dois meses, na verdade), com uma proposta diferente para um Volks nacional: ser um carro maior, mais potente e mais requintado – um VW de luxo, por assim dizer. E muitos também devem saber que o Santana era a segunda geração do VW Passat.

O Santana era oferecido como sedã de duas portas (preferência nacional na época, e exclusividade do nosso mercados) ou quatro portas. E possuía bons atributos para encarar a concorrência na época, formada principalmente pelo Chevrolet Monza e pelo Ford Del Rey: mecânica eficiente e consagrada, com o motor 1.8 8v emprestado do Gol GT, com carburador de corpo duplo e acertado para entegar 85 cv com gasolina, ou 92 cv com álcool. Além disso, ele tinha câmbio de cinco marchas, novidade na linha VW, para garantir menor consumo e produzir menos ruído em rodovias. Pouco tempo depois, em agosto de 1985, foi lançada a perua Quantum.

 

Ao longo dos anos a VW, como de costume, foi incorporando pequenas alterações ao projeto para torná-lo mais atraente. Em 1987 veio a primeira reestilização, com para-choques envolventes de plástico e faróis de neblina ao lado dos principais (antes eles ficavam no para-choque). Em 1988, equipamentos como vidros elétricos one-touch e teto solar de aço foram introduzidos, bem como o inédito motor de dois litros e 112 cv. E, dois anos depois, foi lançado o Santana Sport.

Inspirado, presume-se, no sucesso das versões esportivas do Gol, o Santana Sport trazia decoração típica dos modelos GTI e GTS, com friso vermelhos nos para-choques e borrachões laterais, rodas de 14 polegadas “Avus” (mais conhecidas no Brasil como “Snowflakes”, devido a seu formato) iguais às do Gol GT, ausência de elementos cromados na carroceria, faixas nas laterais inferiores, alusivas à versão, e lanternas fumê. Para reafirmar a esportividade da versão, a Volks ofereceu o Santana Sport apenas com carroceria de duas portas, que podia ser pintada de vermelho, preto ou branco.

O interior era interessante, com travas e vidros elétricos, retrovisores com ajuste interno, volante de quatro raios e – seu maior atrativo – bancos Recaro com detalhes em vermelho, incluindo o nome da versão bordado nos encostos. Frisos vermelhos no painel e nos revestimentos de porta completavam a caracterização. Ar-condicionado era opcional.

Já a mecânica do Santana Sport era exatamente a mesma das outras – o motor 2.0 carburado de 112 cv, que oferecia desempenho apenas suficiente para o porte do carro: zero a 100 km/h em pouco mais de dez segundos e máxima de 165 km/h com o câmbio de cinco marchas.

Na prática, o Santana Sport funcionou como outra série especial de despedida para a primeira geração do Santana – bem como o Executivo, modelo bem mais luxuoso luxo, que foi o primeiro da linha com injeção eletrônica.

O exemplar anunciado no GT40 pertence a Jackson Danilo, de Paulínia/SP.  Jackson diz ser o terceiro dono do carro: segundo ele, o primeiro proprietário ficou com o Santana por cerca de seis meses antes de vendê-lo ao segundo proprietário, de Belo Horizonte, que o manteve por 27 anos. Jackson adquiriu o Santana no ano passado.

Após a compra, Jackson fez uma revisão completa no motor, trocando fluidos, mangueiras e demais periféricos, além de trocar os amortecedores e as molas – que são um pouco mais curtas e deixaram o Santana ligeiramente mais próximo do chão.

A quilometragem do carro não é das mais baixas – são cerca de 131.000 km marcados no hodômetro, segundo o anunciante. No entanto, Jackson diz que o carro jamais foi restaurado e que conta com diversos componentes originais, incluindo faróis e lanternas Cibié, frisos, borrachões e emblemas. Por dentro a situação é semelhante: itens como volante, manopla e coifa de câmbio e revestimentos de porta são de fábrica. Os bancos Recaro dianteiros foram parcialmente refeitos – apenas as laterais e encostos de cabeça, com o miolo original. Jackson afirma que o banco traseiro está com o revestimento de fábrica.

Jackson diz que, salvo modificações como as rodas de 15 polegadas e o rádio com CD Player, e ausência de itens como o porta fitas cassette no console central, estará apto a receber a placa preta daqui a alguns meses, quando completar 30 anos de fabricação.

Há poucos exemplares do Santana Sport de primeira geração anunciados no momento. E, embora não seja barato para um nacional desta idade, este carro pode ser um bom ponto de partida para um projeto de restauração – ou mesmo uma preparação para melhor justificar o sobrenome “Sport”, conhecendo o potencial do motor. Ele só precisa de uma boa dose de carinho e cuidado para ficar em perfeito estado. Talvez seja uma boa pedida para fãs do modelo.

Em qualquer caso, repetimos o conselho de sempre: na compra de um antigo, é sempre bom realizar uma revisão geral logo após a compra. Caso você se interesse, pode clicar aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos do proprietário.


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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