FlatOut!
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Zero a 300

Nissan GT-R ganha versão de 50 anos, um Mustang de 700 cv para Goodwood, primeiro carro da Mercedes está a venda e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas (ou não) do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Italdesign atualiza o Nissan GT-R para seu 50º aniversário

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Em 2018 tanto a Italdesign quanto o Nissan GT-R estão completando 50 anos, e para comemorar o aniversário duplo, a Nissan encomendou um conceito de 720 cv à casa italiana de design.

Batizado GT-R50, o supercarro foi desenvolvido e construído pela Italdesign, mas estilizado pela equipe de design da Nissan na Europa e nos EUA. Para chegar aos 720 cv a Nissan trocou os turbos originais pelos turbos usados no modelo GT3, instalou intercoolers maiores, um conjunto rotativo reforçado, sistema de lubrificação e combustível redimensionados, novos comandos de válvulas, injeção e ignição remapeadas e novos coletores de admissão e escape.

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Como o torque também aumentou para 79,35 kgfm, o câmbio de embreagem dupla também teve que ser revisado para lidar com os upgrades. A suspensão também foi modificada, e agora usa amortecedores ajustáveis Damptronic da Bilstein, enquanto os freios usam pinças de seis pistões e discos de 390 mm na dianteira e são fornecidos pela Brembo.

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O visual do carro foi completamente atualizado, e poderia muito bem ser a nova geração que a Nissan quer lançar somente em 2020 (ou mais adiante ainda). O elemento mais marcante é a faixa dourada que se estende da junção do teto com o para-brisa traseiro até o difusor traseiro, porém sem invadir as laterais do carro, nem a asa. Se o carro parece mais baixo, é porque o teto foi rebaixado em 54 mm. A dianteira ganhou um capô mais volumoso, um elemento dourado nos dutos Naca, e faróis de LED mais finos e longos. Nas laterais, o carro tem novos respiros nos para-lamas dianteiros, também com detalhes dourados.

Por dentro o carro manteve o visual, porém com um quadro de instrumentos mais futurista, uma profusão de fibra de carbono e Alcantara e saídas de ar vazadas, como nos modelos de corrida.

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A pior parte desse conceito é que ele é apenas um conceito comemorativo, que não tem a menor chance de ser produzido em série.

Mustang ganhará versão de 700 cv em Goodwood

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O Festival of Speed de Goodwood está se aproximando e, como de costume, trará diversos lançamentos e modelos exclusivos. Sendo a mais importante celebração entusiasta do planeta, o evento é o lugar certo para apresentar as versões mais radicais e com apelo gearhead. Neste ano, por exemplo, a Porsche deverá apresentar seu novo Speedster, enquanto a McLaren levará o novíssimo 600LT. Agora, a Ford anunciou que também terá seu especial para o Festival: uma edição de 700 cv do Mustang.

O modelo foi inspirado em uma antiga e vitoriosa parceria entre britânicos e americanos: os pilotos de caça americanos voluntários que serviram à Royal Air Force durante a Segunda Guerra Mundial em 1940, antes da entrada dos EUA no conflito. Eles ficaram conhecidos como os Eagle Squadrons (em referência à águia que simboliza os EUA) e tinham entre suas bases o aeródromo de Goodwood.

O carro foi apropriadamente batizado de Eagle Squadron Mustang, e foi baseado no Mustang GT, porém modificado com uma pintura em referência aos aviões do esquadrão e, claro com um compressor de polia sobre o V8 de cinco litros para aumentar a potência para 700 cv. A preparação foi feita em parceria entre a Ford e a RTR Vehicles, a preparadora de Vaughn Gittin Jr, que também será o piloto do carro na subida de montanha. O carro ainda ganhou um kit “widebody” e uma nova suspensão recalibrada, parte do pacote Tactical Performance.

Infelizmente a única imagem divulgada até agora foi feita de cima do carro, mostrando apenas os para-lamas alargados, um spoiler tipo longtail e a pintura típica dos aviões da RAF na época.

 

Mercedes-Benz está vendendo um Patent Motorwagen

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Encontrar um Benz Patent-Motorwagen original é uma tarefa praticamente impossível. Entre 1886 e 1893, Karl Benz construiu apenas 25 unidades do primeiro automóvel, e boa parte deles se perdeu ou acabou preservada no acervo de museus mundo afora. A própria Mercedes-Benz não tinha uma cópia do carro até não muito tempo atrás.

Mas graças à Mercedes, não é impossível adquirir um Patent Motorwagen feito pela própria fabricante. Nos anos 1980, para comemorar o centenário do carro, a Mercedes construiu uma réplica baseada nas anotações originais de Karl Benz e uma série limitada de modelos feitos exatamente como o original. Depois, em 2002, a marca voltou a fabricar uma outra série limitada oferecida em todo o mundo por cerca de US$ 60.000. Agora, 16 anos depois, uma destas réplicas está sendo vendida pela Mercedes-Benz Classic.

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O modelo é impulsionado por um motor monocilíndrico de 954 cm³, de quatro tempos, que produz 2 cv a 400 rpm e pode levar o carro aos 16 km/h. A quilometragem do carro não foi divulgada, até mesmo porque isso pouco importa: quem andou mais de alguns metros por vez com um Patent Motorwagen clonado do original? Além disso, seu valor está em sua própria existência.

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Como o original, esta réplica tem três rodas raiadas, transmissão por corrente e direção por uma alavanca conectada diretamente a um garfo que suporta a roda dianteira. O banco de couro fica sobre o motor, e acomoda duas pessoas com aperto, e o acelerador e freios são operados manualmente.

O preço não foi divulgado, mas considerando a produção limitadíssima destes clones e também que ele custou US$ 85.000 em valores atualizados, não espere que esta réplica saia por menos de US$ 200.000.

 

Renault não terá mais modelos Dacia

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Uma das críticas recorrentes dos fãs da Renault à operação brasileira da marca é que os modelos não são mais legítimos Renault, mas carros da Dacia rebatizados. A crítica não faz muito sentido, uma vez que a Dacia é uma subsidiária da Renault da mesma forma que a Chevrolet e a Opel faziam parte da GM no passado, e o compartilhamento de tecnologias, componentes e plataformas é algo cada vez mais recorrente na indústria.

Mas se o problema é o visual dos franco-romenos, isso pode mudar em breve: como apontou o pessoal da Quatro Rodas, uma representante da Renault disse em entrevista ao jornal Le Figaro que a fabricante francesa não irá mais vender modelos Dacia rebatizados.

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Apesar da mudança na estratégia, a Renault continuará usando plataformas e componentes da Dacia, porém com visual próprio para os modelos que serão vendidos com o nome da marca francesa. Como também observou a Quatro Rodas, isso já acontece com o Captur nacional, que tem o visual semelhante ao do Captur europeu, porém com a plataforma do Duster em vez do Clio.

A Renault não deu detalhes sobre quando essa estratégia começará a ser adotada, porém o novo Captur cupê, que será lançado em breve na Europa, já usa como base o Kaptur russo, feito sobre base Dacia.

 

Fuelture: um canal brasileiro sobre carros elétricos e novas tecnologias

Os carros elétricos ainda devem levar algum tempo para fazer parte da realidade do mercado brasileiro, mas isso não significa que você não vai encontrar um conteúdo bacana sobre eles em português. O jornalista Ricardo Sant’Anna está lançando seu novo canal Fuelture, no qual aborda tecnologias promissoras e carros híbridos, elétricos e autônomos em uma série de vídeos semanais.

Na primeira temporada do Fuelture, Ricardo para San Francisco e Los Angeles, onde conhece o Tesla Model 3, BMW i3, Toyota Mirai movido a hidrogênio, uma Kombi 1967 elétrica e vários outros híbridos e elétricos que já estão circulando por lá. Para conhecer os vídeos, basta clicar aqui. Se curtiu, deixe seu recado para o Ricardo em sua página no Instagram.