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Zero a 300

O novo Lotus Eletre | Renault Oroch chega em duas semanas | Alpina B4 Gran Coupe e mais!

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Nova Renault Oroch chega em duas semanas

Os flagras da nova Renault Duster Oroch embarcando em Paranaguá/PR já deixavam claro que o lançamento da picape estava próximo — só não achávamos que ele estava tão próximo. A Renault confirmou nesta última terça-feira (29) que a picape será lançada no Brasil no dia 12 de abril — daqui a menos de duas semanas. E ela deixará de se chamar Duster mesmo, passando a ser apenas “Renault Oroch”.

O anúncio da Renault incluiu duas imagens daquelas que mostram o carro sem mostrar o que realmente interessa e que sempre tentamos clarear no photoshop, mas o pessoal do tratamento de imagem já se ligou disso e, por isso, cobre tudo com uma camada escura mesmo. No fim das contas, como já vimos a picape nos flagras do porto, não há muito o que ser revelado…

… exceto sobre a parte que não aparece nas imagens, que é o interior da Oroch e o que está por baixo do capô. Considerando que as mudanças na picape foram mais para atualizá-la esteticamente do que para trazer uma nova funcionalidade/praticidade como no caso do Duster, que teve até o ângulo do para-brisa modificado, não espere uma revolução interna da picape. A menos que ela tenha adotado o painel do Duster, o que é improvável porque a Renault está justamente separando os dois carros, não parece viável o investimento em novos moldes e um novo processo de montagem para um carro que ficará mais dois ou três anos no mercado.

Sob o capô, esperamos ver o motor 1.3 turbo da marca, com 170 cv, que estreou no Captur e recentemente chegou ao Duster. O texto da Renault no anúncio é um tanto tímido, e passa a sensação de que o modelo terá apenas o motor 1.6 SCe de 120 cv, usado atualmente nas versões de entrada do Duster. Veja só:

‘Vem aí a Renault Oroch 2023. O revolucionário modelo, que estabeleceu um novo segmento dentro do universo de picapes chegará ao mercado no dia 12 de abril trazendo design renovado que reforça a sua robustez”. Nada de “design renovado e mais capacidade” ou “design renovado e mais desempenho e economia”. Só “design renovado”.

Será que o turbo vem mesmo? Esperamos que sim. Atualmente a Fiat Toro é a única opção de picape médio-compacta com mais de 150 cv, o que significa que ela não tem um concorrente direto, algo que só a Renault pode fazer nesse momento.

Por outro lado, a Oroch ocupa uma posição no mercado que a Toro deixou de atender ao adotar o motor 1.3 GSE turbo, que é a oferta de uma picape médio-compacta mais acessível. A Renault está disposta a brigar diretamente ou irá manter a Oroch um pouco abaixo da Toro, brigando, na prática, com a Fiat Strada cabine dupla? É o que descobriremos no próximo dia 12 de abril. (Leo Contesini)

 

Alpina B4 é o M4 Gran Coupé que a BMW não vai fazer… ou vai?

Este carro aí das fotos é o novo Alpina B4 Gran Coupé. Seguindo sua receita tradicional, a Alpina pegou um Série 4 Gran Coupé, e deu a ele mais potência e mais refinamento no acabamento interno e, com isso, produziu uma versão de 495 cv do Série 4 Gran Coupé, o que o coloca no mesmo patamar de desempenho do BMW M4.

A BMW já disse que não pretende fazer um M4 Gran Coupé — afinal, há um BMW M3 Touring a caminho… —, mas lembre-se que agora a Alpina é controlada pela BMW, que a comprou recentemente. Então, na prática, a BMW já está fazendo o M4 Gran Coupé, não?

A resposta a esta pergunta também é a resposta do questionamento sobre o papel da Alpina na estrutura atual da BMW: fazer os carros que a BMW não vai fazer. Ao menos por enquanto. O B4, evidentemente, foi um desenvolvimento anterior à aquisição da Alpina pela BMW, mas certamente desenvolvido já sob o clima de mudança, uma vez que esse tipo de aquisição não acontece tão rapidamente quanto pareceu.

O fato de a BMW ter adquirido a Alpina não significa necessariamente que eles vão incorporar a produção dos modelos da preparadora. O controle da marca, por exemplo, unifica o direcionamento de branding e marketing, e pode reduzir os custos de operação da Alpina, permitindo a criação de modelos de nicho de menor volume, com maior valor percebido — que é algo que a BMW já mencionou publicamente, essa intenção de ter produtos de menor volume com margens maiores.

Agora, voltando ao carro, o B4 Gran Coupé traz o tradicional bodykit da Alpina, que é uma combinação muito bem resolvida de esportividade e elegância, rodas de 20 polegadas de alumínio forjado — o que reduziu o peso do conjunto em 12 kg, comparativamente às rodas do Série 4 Gran Coupé —, o motor S58 3.0 biturbo em uma configuração de 495 cv e 74,4 kgfm, moderados pela caixa ZF 8HP de oito marchas e distribuídas de forma controlada pelo sistema xDrive para as quatro rodas.

Isso colocou o modelo precisamente entre o M3 sedã de entrada, que tem 480 cv, e o M3 Competition, que chega aos 510 cv, porém com muito menos torque que o Alpina B4 — são 66,1 kgfm no BMW “oficial”.  O conjunto leva o B4 Gran Coupé do zero aos 100 km/h em 3,7 segundos (0,2 mais lento que o M3 sedã), e aos 301 km/h — 51 km/h a mais que o M3 sedã, que é limitado a 250 km/h.

Por dentro, mais tradição alpina: couro Lavalina nos bancos e volante, e uma plaqueta no console central numerando o carro em sua série. Em contraponto, fazendo essa dualidade entre luxo e desempenho, o B4 ainda teve sua suspensão recalibrada, adotando amortecedores adaptativos, e pneus Pirelli P Zero de compostos específicos para a Alpina.

A pergunta que resta diante disso tudo é: você levaria o M3 Competition ou o Alpina B4 Gran Coupé? (Leo Contesini)

 

Ford F-150 Rattler: um Raptor mais barato?

Desde seu lançamento em 2009, o Ford F-150 Rapotor se mostrou ser um produto acertadíssimo; um carro esporte do novo milênio, onde carros esportas ficam cada vez mais raros, e tamanho e altura é o que todos desejam. Mas o Raptor, um mamute capaz de acelerar como um 911 da era de ouro, pular obstáculos feito um competidor do Rali Dakar, e ainda por cima levar a geladeira antiga de sua mãe para seu novo dono, tem um problema: é caro pacas.

Esate carro existe para resolver este problema: é o F-150 Rattler. Ao contrário do Raptor ou do Tremor, o novo F-150 Rattler é verdadeiramente básico: é baseado no acabamento XL básico da Ford.

O Rattler começa naturalmente com tração nas quatro rodas, e o pacote FX4, com placas de proteção, um diferencial de travamento eletrônico traseiro e amortecedores especiais. Rodas maiores de 18 polegadas também estão incluídas e vêm envoltas com pneus maiores. Um escape duplo garantirá que seus ouvidos possam diferenciar o Rattler de outros modelos F-150 XL.

A picape tem um visual exclusivo, inspirado na cobra cascavel, de onde vem seu nome; o chocalho na ponta da serpente do deserto se chama “rattler” em ingês, e Rattlesnake” é o nome americano para a cascavel.  O tema réptil continua no interior, onde os assentos com detalhes em bronze fazem sua melhor impressão de pele de cobra. É bem, discreto; pode ser facilmente ignorado por um observador desavisado.

O pacote Rattler poderá ser encomendado com todas as opções de motor da XL, exceto o V-6 de 3,3 litros. Isto significa que você pode finalmente ter um “Raptor” com o V8 aspirado de cinco litros da Ford.  Os clientes também podem escolher entre cabine estendida ou dupla. Os preços ainda não foram revelados, mas devem ficar abaixo dos U$ 50.000 nos EUA. (MAO)

 

Este é o SUV Lotus: Eletre

Entre os entusiastas, não tenho dúvida de que a palavra “sacrilégio” está sendo repetida ad infinitum. Um SUV do tamanho da Cayenne, e elétrico ainda por cima, com desempenho de carro esporte. Leveza, característica básica dos Lotus desde sempre, não fará parte do menu, com certeza.

Mas eu digo uma coisa em sua defesa: se Colin Chapman estivesse vivo (e não estivesse curtindo um tempo de férias no sistema carcerário de Sua Majestade) e ainda na direção da empresa, algo assim teria aparecido antes. Provavelmente melhor engenheirado e revolucionário de alguma forma que só ele conseguiu fazer, mas ainda assim… só existia uma coisa que Chapman amava mais que carros rápidos e engenharia inteligente: dinheiro.

Mas chega se “se” e outras conjecturas inúteis: o Lotus tipo 132, que de agora em diante chamaremos de “Eletre”, está aqui.

O desempenho será brilhante: a arquitetura de 800V vai começar com 600 hp, 0-100 km/h em menos de 3,0 segundos e 260 km/h. Virá com uma bateria de 100 + kWh e uma autonomia de 600 km. Conecte-o a um carregador de 350kW e você terá 400 km de carga em 20 minutos. Também funcionará com um carregador CA de 22kW. Sendo um Lotus, a promessa é de um comportamento em curvas único e inédito.

É um enorme SUV moderno de alto desempenho, com todos os mimos tecnológicos possíveis, e bonito. Mas o Eletre é uma mudança ousada para a Lotus. Um novo segmento de mercado, um novo trem de força e uma nova fábrica na China produzindo-os. Isso mesmo: feito na China, apesar da engenharia ser inglesa.

Nada é para sempre, e a Lotus não pretende dar murro em ponta de faca; o sucesso do Eletre será a base para continuidade da empresa, que assim poderá continuar a fazer carros esporte no futuro. E nesse espírito, damos as boas-vindas a ele. (MAO)

 

M3 Touring nasceu do time de desenvolvimento da M

Uma das melhores notícias dos últimos tempos é a que, finalmente, a BMW vai lançar um M3 Touring. A mecânica de alta performance na prática carroceria perua é algo que os amantes da marca sempre sonharam, mas nunca receberam: agora finalmente vai acontecer.

E seguindo uma longa tradição na indústria, só vai existir pelo esforço de um grupo seleto de pessoas que, por pura vontade apenas de fazer algo legal (e não só dinheiro), empurrou o projeto dentro da empresa, mesmo sem nunca ninguém pedir que eles fizessem algo. Um trabalho voluntário.

De acordo com o executivo da BMW M, Christian Karg, ele e alguns colegas só decidiram colocar seus esforços em projetar um M3 Touring quando a BMW começou a testar o sedã M3 no inverno sueco. “À noite, no debriefing, a ideia surgiu novamente, a de aproveitar muito mais o potencial do M3 e M4.” – disse herr Karg. Assim o M3 Touring nasceu, na Suécia, no inverno de 2019.

Com aquele motor e transmissão e o acesso à tração nas quatro rodas, uma perua seria sensacional, pensaram eles. Pegaram uma perua Série 3 e nela montaram um M3 por baixo, o que é mais fácil falar do que fazer: vários reforços e modificações foram necessários. Mas o carro físico, real, abriu portas para a realização do sonho, e a aprovação do projeto.

Disse Karg à Carscoops: “Era um sonho se tornando realidade. Se você se lembrar das fases iniciais e depois ver o resultado ao vivo, e lembrar das discussões, da reunião com Hubert, das reuniões com os tomadores de decisão, com todos os colegas que você precisa para um projeto desse certeza de que todos estão convencidos, você fica muito emocionado. Eu certamente fiquei.” Parabéns, herr Karg; nós agradecemos seu trabalho. (MAO)

 


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