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RC 100: quando a Honda construiu um carro de Fórmula 1 só por diversão

No início da década de 1990, a Honda estava em uma fase excelente. Seus carros de rua, como o Civic, o Prelude, o Integra e o NSX, eram um sucesso (especialmente em suas versões mais nervosas, como o Civic VTi e o NSX Type R). Nas pistas, a situação era ainda melhor: a parceria com a Wiliams e com McLaren resultou em um domínio na Fórmula 1, com seis títulos consecutivos entre 1986 e 1991 — os dois primeiros com a Williams e os quatro últimos com a McLaren. Ou seja, dá para dizer com segurança que, em 1991, a fabricante japonesa estava no topo do mundo — era só continuar assim e continuar vencendo na Fórmula 1. Só que a Honda fez exatamente o oposto disso. Em 1992 veio o anúncio: a Honda deixaria a Fórmula 1. O motivo? A categoria não era desafiadora o suficiente e, por isso, não interessava mais aos japoneses. O próximo passo foi, então, concentrar seus esforços na Fórmula Indy, desenvolvendo um V8 turbo de 2,6 litros e mais de 800 cv a 15.000 rpm. Com este motor, a equip

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