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Achados meio perdidos Zero a 300

Renault 21 Nevada: uma perua rara, bem conservada, pouco rodada e à venda

Até meados dos anos 90, boa parte dos carros da Renault era batizada com números. Havia o compacto Renault 5 (e sua versão sedã, o menos conhecido Renault 7); o médio Renault 19 e o luxuoso Renault 25, desenhado por Robert Opron – famoso por seu trabalho no Citroën SM. No segmento dos carros de família grandes, havia o Renault 21, lançado em 1986. Nosso Achado Meio Perdido de hoje é um exemplar da perua do Renault 21, a Nevada. O carro anunciado no GT40 é o primeiro que vemos à venda desde o início do FlatOut.

O Renault 21 foi projetado por Giorgetto Giugiaro, e trazia o visual retilíneo que era marca do projetista italiano. Ele foi desenvolvido para substituir o Renault 18, que havia sido lançado em 1978 e já sentia os efeitos da idade – as vendas caíram muito em seus últimos anos, com rivais mais modernos, com o Ford Sierra e o Opel Ascona/Vauxhall Cavalier se destacando no mercado europeu.

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A versão sedã do Renault 21 foi lançada no início de 1986, e a perua, chamada Renault 21 Nevada (exceto no Reino Unido, onde foi batizada Renault 21 Savanna) veio alguns meses depois. Com entre-eixos de 2.750 mm (o sedã tinha entre-eixos de 2.600 mm), a perua tinha sete lugares – havia dois bancos dobráveis no porta-malas, um de frente para o outro, para crianças de até 10 anos de idade. O motor podia ser 1.4, 1.7, 1.9, 2.0 ou 2.2, sempre com quatro cilindros. Mas havia uma particularidade: os motores de 1,4 e 1,7 litro eram instalados em posição transversal, enquanto os outros eram longitudinais. Isto era necessário porque a Renault não tinha uma transmissão transversal capaz de lidar com motores mais potentes.

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Esta disparidade de layouts mecânicos foi o calcanhar de Aquiles do Renault 21: com as adaptações da plataforma necessárias para acomodar motores transversais ou longitudinais, o custo de produção do modelo era elevado e, por conta disto, o Renault 21 não foi um carro muito lucrativo para a companhia. Apesar disso, continuou sendo fabricado na França até 1994.

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Os exemplares encontrados no Brasil, contudo, vêm da Argentina. Por lá o Renault 21 foi fabricado de 1988 a 1996. A importação oficial foi feita pela Caoa entre 1992 e 1995, e o nosso Achado meio Perdido veio em 1994. O proprietário, Elias, conta que tem o carro já há alguns anos e que é o segundo dono. O número marcado no hodômetro é bem baixo para um automóvel de 24 anos: 37.500 km.

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Trata-se de uma Renault 21 Nevada GTX, equipado com motor de 2,2 litros com injeção eletrônica multiponto e 110 cv – o modelo com carburador tinha 116 cv, mas a leve perda de potência foi compensada com maior confiabilidade e menor consumo de combustível. O câmbio é manual de cinco marchas, e o desempenho é interessante para uma perua de família dos anos 90: 0-100 km/h em 12 segundos e velocidade máxima de 189 km/h. Para viajar com a família e muita bagagem é mais que o bastante.

Elias diz que é bastante rígido nos cuidados com o carro, que é mantido sempre em ordem para passeios aos fins de semana. O motor de 2,2 litros é o mesmo utilizado pela van Renault Trafic vendida no Brasil na época – que também é encontrada como Chevrolet Trafic e, assim como a Nevada, era fabricada em Córdoba, na Argentina.

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A perua é toda original, incluindo toda a pintura, detalhes de acabamento, revestimentos internos, maçanetas, rack de teto e até mesmo as calotas. O lado de dentro chama a atenção pelos bancos e forrações das portas em veludo cinza-esverdeado, com tapetes verdes combinando. A única modificação foi a instalação de uma película 3M nos vidros.

Elias é admirador e colecionador de carros franceses e garante que este carro está em perfeitas condições de funcionamento, sem detalhes a resolver. Se você ficou interessado, clique aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos do proprietário.

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“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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