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Achados meio perdidos

Se você sempre quis uma perua de tração traseira, esta Chevrolet Marajó pode ser sua chance

Muita gente vê no Chevrolet Chevette o melhor exemplo de carro barato para um entusiasta: motor dianteiro, tração traseira, 99,9% deles equipados com câmbio manual e manutenção relativamente simples — um verdadeiro paraíso para fuçadores e curiosos com preços ainda acessíveis no meio deste mercado de antigos com preços cada vez mais altos.

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Se você quer tudo isto em uma perua, sem problemas: a Chevrolet também fez a Marajó, a versão station wagon do Chevette. Ela é razoavelmente mais rara, ainda mais em bom estado. E é por isso que a Chevrolet Marajó SE 1987 que encontramos à venda em São Paulo, SP, nos parece bastante atraente.

A Marajó foi lançada em 1980, dois anos depois da primeira reestilização do modelo apresentada em 1978 — foi quando o Chevette perdeu a cara do Opel Kadett C alemão, que lhe deu origem, e recebeu uma nova dianteira, inspirada no Pontiac Firebird da década de 1970.

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Uma nova identidade visual foi lançada em 1983, e a família Chevette ficou com a cara do Monza, que havia sido lançado no ano anterior — tanto que recebeu o apelido popular de “Monzinha”. A Marajó, naturalmente, acompanhou as mudanças, recebendo a nova frente e um painel atualizado, de desenho mais moderno.

 

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A partir daquele ano a Chevrolet começou, gradualmente, a incorporar ao pequeno Chevette equipamentos e detalhes para lhe aproximar do Monza, culminando com uma nova atualização em 1987, que deu ao carro nova grade e para-choques envolventes.

A Marajó das fotos pertence ao paulistano Maurício Trommer, e está em condições cada vez mais raras de se ver. Ele conhece todo o histórico do carro, e conta que o carro foi comprado novo por uma mulher que sempre realizou todos os serviços de manutenção em dia.

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Passados alguns anos, o carro ficou aos cuidados da filha da mulher, que também a usava diariamente e cuidava da manutenção, mas deixava o carro fora da garagem. Assim, a pintura ficou meio gasta e com marcas, mas a mecânica permaneceu em dia.

Maurício e seu pai compraram o carro há cerca de quatro anos e trataram de fazer uma revisão completa, trocando fluidos, filtros e mangueiras, além de refazer a pintura na cor original (Dourado Real) e revitalizar e higienizar o interior. Fora isto, a única modificação estética foi a compra de um novo jogo de calotas originais do ano e modelo, que deixou o visual do carro praticamente o mesmo de quando saiu da loja em 1987.

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Sendo uma Chevrolet Marajó SE — uma das versões mais caras e bem equipadas —, o carro tem interior marrom, ar quente, vidros verdes, desembaçador no vigia traseiro e cluster de instrumentos com relógio digital e rádio Bosch, além da faixa preta entre as lanternas traseiras que, na época, tinha um ar mais sofisticado.

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O motor é um quatro-cilindros de 1,6 litro movido a etanol. Alimentado por um carburador de corpo simples e com taxa de compressão de 12:1, o motor entrega 72 cv a 5.600 rpm e 12,3 mkgf de torque a 3.200 rpm. Não foram realizadas modificações de performance, o que significa que a potência deve ser bastante próxima da original. O câmbio é manual, de cinco marchas.

O carro foi usado por cerca de um ano pela irmã de Maurício e, segundo ele, só prestou bons serviços. Agora sob seus cuidados o carro é usado regularmente e continua sendo bem cuidado. De fato, o aspecto da perua é dos melhores, por dentro e por fora.

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E quando Maurício quer por ela? Um preço bastante razoável, dado seu estado: R$ 15 mil. É claro que é possível encontrar um bom Chevette por metade deste valor ou até menos, mas uma Marajó, que por si só já é mais rara, e ainda bem cuidada como esta, pode ter seu valor para fãs do modelo que estejam procurando um carro que não dê maiores preocupações com restauração. Além disso, é uma perua nacional clássica, com câmbio manual e tração traseira — o apelo entusiasta é alto.

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Se você curtiu e se interessou, pode entrar em contato com Maurício pelo telefone (11) 3628 7980 ou pelo email [email protected].


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de uma reportagem aprofundada e não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

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