A revista semanal dos entusiastas | jorn. resp. MTB 0088750/SP
FlatOut!
Image default
Achados meio perdidos Car Culture

Um Chevrolet Tigra raro e original como este é difícil de encontrar – e ele está à venda

Na década de 1990, quando a reabertura do mercado brasileiro a carros importados ainda era notícia fresca, alguns modelos interessantes desembarcaram em nossos portos – carros modernos, alguns deles de nicho, a fim de satisfazer um público acostumado com projetos antigos, sucessivamente repaginados para manterem-se atuais, na medida do possível.

Um destes carros era o Opel Tigra, vendido no Brasil como Chevrolet Tigra – um cupê 2+2 feito sobre a plataforma do Corsa de segunda geração (ou Corsa B), compartilhando com ele diversos componentes, incluindo até mesmo o painel de instrumentos. No entanto, ele tinha uma pegada mais esportiva, com design arrojado, para-brisa bastante inclinado, e um enorme vidro traseiro que era muito charmoso. Assim, ele oferecia um carro de manutenção relativamente simples, porém com uma carroceria mais exclusiva. Só era preciso torcer para nunca precisar trocar o vigia traseiro – a peça, enorme e curvada, sempre custou (e sempre vai custar, temos certeza) uma pequena fortuna.

Foram importados exatamente 2.652 exemplares do Tigra para o Brasil entre 1998 e 1999 – em versão única, com motor 1.6 16v de 100 cv a 6.000 rpm e 14,7 kgfm de torque a 4.000 rpm. Chamado X16XEL, o motor é um dos mais sofisticados membros da chamada Família I, com comando duplo no cabeçote, quatro válvulas por cilindro e injeção multiponto sequencial. Com câmbio manual de cinco marchas, era o bastante para levar o cupê de pouco mais de uma tonelada de zero a 100 km/h em 10,5 segundos com máxima de 192 km/h.

Sendo um carro relativamente raro e de desempenho interessante, é tarefa árdua encontrar um Tigra inteiro, bem conservado e, principalmente, sem modificações. Não por coincidência, é justamente este o caso do nosso Achado meio Perdido de hoje.

O exemplar preto anunciado no GT40 pertence a Robson Conforte, de São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro. Robson afirma ser o terceiro dono do Tigra, que foi fabricado em 1998 e, segundo ele, o hodômetro marca cerca de 78.000 km – um número que é relativamente baixo para um carro que já completou 21 anos, mas que também sinaliza que o carro foi usado regularmente, e não passou tanto tempo encostado. E todos sabemos que carros não foram feitos para ficar parados.

Robson diz que o Tigra é totalmente original em pintura, revestimentos internos e acabamentos, como faróis, lanternas, emblemas e borrachões. O aspecto geral é bom, mas é fato que existem alguns sinais de desgaste na carroceria e nos bancos – algo natural e esperado com o ano de fabricação e a quilometragem registrada no painel.

O proprietário também diz que, como usa o carro regularmente, toda a manutenção está em dia. Foi feita uma revisão geral recentemente, na qual foram trocado cabos e velas, correias, fluidos e diversos componentes da suspensão.

Ao lado do Mazda MX3, o Tigra acumulou uma fiel base de admiradores nas últimas duas décadas, e muitos deles foram modificados – o visual exótico contribuía para isto, bem como a oferta de receitas de preparação para os motores Família I. No entanto, se você procura um exemplar totalmente stock para curtir aos fins de semana, o nosso Achado pode ser um bom candidato – e o preço não está muito acima do mercado.

Se você ficou interessado, pode acessar este link para clicar o anúncio e entrar em contato com o dono.


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

Matérias relacionadas

À venda: não está fácil encontrar um VW Gol GTS 1989 “frente alta” original como este

Dalmo Hernandes

Os carros italianos mais emblemáticos da história – parte 1

Dalmo Hernandes

Quatro vezes Tamburello: os outros acidentes graves na “reta torta” de Ímola

Leonardo Contesini