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Achados meio perdidos

Um Citroën AX GTi como não se vê todos os dias: bem cuidado e à venda

Existe um grupo bem específicos de entusiastas: os fãs de carros franceses, que acreditam que todas as peculiaridades e dores de cabeça (que nem são tantas assim, oras!) são compensadas pelo prazer ao volante que eles proporcionam. O Achado Meio Perdido de hoje é um carro que lhe ganharia muitos pontos com esta turma: um belo Citroën AX GTi.

O Citroën AX foi lançado em 1986 e substituiu, de uma vez, três modelos da Citroën: o LNA, o Axel e o Visa. Seu visual era quadrado, típico dos carros da época, mas ele tinha o diferencial da aerodinâmica e do baixo peso. Seu coeficiente de arrasto (Cx) era de 0,31 — excelente para um carro popular — e, com motores de de um litro, 1.1 e 1.4 e baixo peso, também era um carro extremamente econômico.  Para se ter uma ideia, a versão mais leve pesava só 640 kg, algo conseguido com o uso de componentes plásticos e painéis de metal com a espessura mínima necessária — variável de acordo com a área do carro.

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Para um entusiasta, um carro leve também significa outra coisa: um carro divertido. A Citroën conhecia o potencial de sua criação, e por esta razão não demorou a lançar uma versão mais apimentada — o AX GT, com motor 1.4 (1.361 cm³) de carburação simples e 86 cv. Pode não parecer muito mas, em um carro tão leve e com suspensão independente nas quatro rodas (McPherson na dianteira, braços arrastados na traseira), era mais do que o suficiente para garantir uma direção bem animada. Quanto? O suficiente para Chris Harris chamar seu Citroën AX GT de “obra prima”.

Em 1991 a Citroën fez um facelift no AX, dando a ele uma nova tampa traseira, grade redesenhada e um interior bem mais moderno e agradável. O GT também mudou — ganhou injeção eletrônica monoponto, uma letra “i” no sobrenome (tornando-se GTi) e um salto de potência — agora, o motor 1.4 com comando bravo tinha 101 cv 6.800 rpm, acompanhados de 12,5 mkgf de torque a 4.200 rpm. Com estes números, o AX GTi era capaz de acelerar até os 100 km/h em 9,4 segundos chegar aos 190 km/h. Mesmo sendo o mais pesado da linha, o AX GTi ainda é muito leve, pesando 795 kg.

Equipado com catalisador — exigência cada vez mais frequente na época —, o AX GTi tem 95 cv. É o caso dos modelos que vieram para o Brasil nos anos 90, e o carro das fotos é um deles.

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O AX GTi 1995 anunciado no OLX é um dos mais bem conservados dos (poucos) que já encontramos à venda. Aparentemente, todos os itens de acabamento externo estão no lugar — as molduras nos para-lamas, aerofólio e emblemas. As rodas de 14 polegadas são originais e estão como novas.

A situação se repete do lado de dentro: a forração dos bancos e das portas está inteira e o painel não traz sinal de desgaste — bem como o volante, que é compartilhado com o Peugeot 205. A alta quilometragem — são 180 mil km — neste caso é um bom sinal, e significa que o carro foi usado e tratado como se deve. O anúncio diz que o carro passou por uma revisão completa recentemente, e que “o primeiro que o ver, leva”.

Sem dúvida o carro está muito bonito e, ao que tudo indica, foi cuidado da melhor forma possível por seu dono. Mas quanto ele quer pelo carro?

A resposta pode ser uma grata surpresa: R$ 12.900 — um valor que pode estar acima do que a maioria das pessoas pagaria por um carro prestes a completar 20 anos de idade. Contudo, existe uma pequena legião de fãs de carros franceses — e de hot hatches no geral — que, nestas condições, tem de tudo para disputar este carro a tapa. O que você acha — é um bom negócio?

[OLX. Sugestão do leitor Rodrigo Losano ]


 

 

“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de uma reportagem aprofundada e não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

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