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Achados meio perdidos

Um dos poucos Hummer H1 do Brasil está à venda

Quem tinha idade para assistir à Guerra do Golfo certamente se lembrará dos relatos dos utilitários que eram retirados dos helicópteros sem precisar pousar. Eles saíam rodando das aeronaves, de alturas de até cinco metros, sem problemas. Seu vão livre era de absurdos 41 cm e ele era capaz de subir terrenos com inclinação de 60º, de atravessar áreas alagadas, sem snorkel, até 1,5 m de altura e tinha sistemas eletrônicos feitos para suportar a pressão de 75 cm de água. Este era o High Mobility Multipurpose Wheeled Vehicle, ou HMMWV, ou Humvee, que é mais ou menos o som dessa sigla quando lida como uma palavra, e sua versão civil, o Hummer H1, também chamado de HMC. E um dos 12 que foram trazidos ao Brasil está à venda. Coisa para poucos, mas nem por isso menos interessante.

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Com 4,69 m de comprimento, 3,30 m de entre-eixos, 1,96 m de altura e inacreditáveis 2,20 m de largura, devido ao fato de seu cardã correr por dentro da carroceria, entre os bancos, o H1 era equipado com um motor V8 6.2 Detroit Diesel, de 145 cv a 3.600 rpm e torque de 35,5 mkgf a 2.000 rpm, e um câmbio automático de três marchas, mas posteriormente ganhou um V8 6.5, também Detroit Diesel, de 172 cv a 3.600 rpm e torque de 40,1 mkgf a 1.700 rpm. A transmissão, ainda automática, passou a ter quatro marchas.

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Além de o cardã passar por dentro da carroceria, o radiador do H1 ficava em posição alta e inclinada, ficando escondido sob o capô. Aquelas aletas no topo são para refrigeração. O H1 também é o único veículo moderno com freios inboard. Em outras palavras, eles não são instalados nas rodas, mas nos semi-eixos, logo depois do diferencial. E ainda vêm com ABS!

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O modelo voltado a uso civil começou a ser vendido em 1992, justamente depois da Guerra do Golfo. E foi produzido por apenas 14 anos, até 2006, ou sete anos depois que a GM comprou a marca Hummer. A empresa havia começado a fazer veículos menores baseados no H1, chamados de H2 e H3, e desistiu de investir mais dinheiro no modelo pioneiro.

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Em 2008, com a crise financeira, a GM entrou em crise e tentou vender a marca Hummer para a chinesa Tengzhong, mas o governo chinês deu para trás e o negócio não foi para a frente. Com isso, em 24 de fevereiro de 2010, a marca Hummer deixou de existir, o que torna nosso Achado de hoje uma raridade ainda maior.

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Atualmente em Blumenau/SC, este H1 é uma picape com capota de lona. Seu atual proprietário o comprou do primeiro dono, um empresário de Bauru/SP. O carro veio com uma bomba injetora original de reserva que ainda não foi usada — e que acompanhará o carro quando ele for vendido.

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Segundo o anunciante, o H1 está em perfeito estado, já que é usado apenas em passeios de final de semana e para exposição em eventos de veículos off-road. Ele passou por revisão mecânica recente, inclusive do sistema de ar-condicionado, teve o couro dos bancos hidratado e o interior higienizado. Em breve ele fará também um espelhamento de pintura. Nunca bateu, de acordo com o dono atual.

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Com aproximadamente 62 mil km originais, ele está com a documentação em dia. Está com quatro pneus novos e seu estepe nunca rodou. O H1 veio equipado com um sistema de blindagem das rodas, com uma cinta interna sobre a qual a banda de rodagem se apoia caso o pneu se esvazie.

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Não é, de fato, um carro que se encontre fácil para vender por aí. A questão é quanto a raridade pode pesar no preço. Neste caso, Willian está pedindo R$ 699.900 no monstro e, no anúncio, ele já avisa: não aceita imóveis como parte do pagamento. R$ 700.000 é o preço de esportivos de luxo, como Maserati, Ferrari, Lamborghini, Aston Martin e companhia. Se o H1 vale quanto pesa, e lá se vão 3.091 kg (em ordem de marcha), é questão que os interessados e o vendedor devem resolver.

[ OLX ]


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! na qual selecionamos e comentamos anúncios de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de uma reportagem aprofundada e não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios – todos os detalhes devem ser apurados com o anunciante.

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