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Achados meio perdidos GT40 Classificados Zero a 300

Um raro e luxuoso BMW 750iL E32, com entre-eixos longo, motor V12 e à venda

Quem curtiu a sequência de carrões americanos que tivemos nos últimos “Achados Meio Perdidos”? Todos aqui somos fãs do american muscle, e gostamos de ver tantas opções interessantes no GT40. Dito isto, o parceiro do FlatOut tem na variedade seu forte, e por isso vamos com algo diferente hoje. Algo mais germânico, sóbrio e requintado mas ao mesmo tempo, 100% entusiasta, com motor V12 naturalmente aspirado e tração traseira. Trata-se de um BMW 750iL da geração E32, responsável por introduzir diversos recursos inéditos nos modelos da marca.

A geração E32 foi a segunda da história do BMW Série 7, que foi produzida entre 1986 e 1994. Quando lançado, o modelo foi o primeiro BMW a empregar um motor V12 além dos usuais seis-em-linha, o primeiro a trazer amortecedores ajustáveis eletronicamente, controle de tração e ar-condicionado de duas zonas. Em 1992, o modelo também foi o primeiro BMW a usar um motor V8 desde 1975.

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O estilo do BMW Série 7 E32 era uma evolução da geração anterior, a E23. As linhas gerais eram parecidas, com os quatro faróis redondos sem lentes plásticas, formas retilínas, Hofmeister Kink bastante evidente e lanternas traseiras largas, em formato de “L” na horizontal. Foi a última geração do Série 7 a contar com esta identidade visual.

O E32 também foi o primeiro Bimmer a oferecer uma versão com entre-eixos longo, identificadas pela letra L. No caso do Achado Meio Perdido de hoje, temos um 750iL — ou seja, um Série 7 com motor V12 M70 e entre-eixos 11,4 cm mais longo (2.947 mm em vez de 2.833 mm). O carro anunciado no GT40 pertence a Bruno Guerra e foi produzido para o mercado norte-americano — algo identificável pelos repetidores das luzes de direção nos para-choques, visto que os mesmos já não eram mais longos que no modelo europeu. No total, o sedã mede 5.029 mm de comprimento.

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O motor V12 M70 era, em essência, o resultado da fusão de dois seis-em-linha M20 de 2,5 litros com bancadas separadas por 60°. Sendo assim, seu delocamento era de cinco litros (curso x diâmetro de 75×84 mm), os comandos eram simples no cabeçote e a taxa de compressão era de 8,8:1. De diferente, tinha o bloco de alumínio (no M20, o material usado era o ferro fundido), o acelerador era eletrônico (drive-by-wire) em vez de usar um cabo, e o comando de válvulas era acionado por uma corrente em vez de uma correia dentada por questões de durabilidade. Além disso, os tuchos do comando eram hidráulicos em vez de mecânicos, pela mesma razão). Ou seja, estamos diante de um dos BMW mais avançados, luxuosos e potentes de seu tempo. Eram 300 cv a 5.200 rpm e 45,8 mkgf de torque a 4.100 rpm, suficientes para levar as quase duas toneladas do 750iL até os 100 km/h em menos de oito segundos, com máxima limitada eletrônicamente em 250 km/h.

Ainda não ficou convencido? Olha só: o Série 7 E32 foi o primeiro a ter faróis de xenon; trazia um sistema que aumentava automaticamente a carga nas molas dos limpadores de para-brisa, a fim de mantê-los firmes quando o carro estava em alta velocidade nas Autobahnen; tinha um telefone e uma máquina de fax no console central, controles do rádio para os ocupantes do banco traseiro e até um cooler para vinhos. Está bom para você?

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Bruno diz que é o terceiro dono deste 750iL, que comprou o veículo há cerca de um ano. Ele conta que conhece o dono anterior e diz que o mesmo ficou era extremamente cuidadoso com o sedã, com o qual ficou por dez anos. O carro, que tem cerca de 55.000 milhas (88.000 km) marcadas no hodômetro, teve toda a sua manutenção realizada desde então na oficina Warehouse, no bairro do Itaim Bibi em São Paulo, especializada em BMW. Bruno afirma que possui todo o histórico de manutenção do Série 7 nos últimos cinco ou seis anos.

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O carro tem um belo pacote de equipamentos, como era de se esperar: airbags, disqueteira no porta-malas, kit de ferramentas, bancos com ajustes elétricos e aquecimento na dianteira e na traseira, sendo que o banco do motorista possui memória de posição, volante com ajuste elétrico, cortinas nos vidros traseiros, computador de bordo com comandos no volante e teto solar. O telefone já não faz ligações, mas as teclas acendem e o toca-fitas/cd-player original de fábrica funciona perfeitamente.

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De acordo com Bruno, o carro está todo em ordem em termos de manutenção, com revisões realizadas no tempo certo e sem detalhes a acertar atualmente. Os quatro pneus são novos e calçam as rodas originais BBS de 15 polegadas. Hoje em dia podem ser consideradas pequenas para um carro desse tamanho, mas ficam muito bem com os pneus de perfil mais alto que eram usados na época. São originais e nunca foram restauradas.

Bruno adianta que estuda trocas. Se você ficou interessado e quer saber mais, é só clicar aqui para acessar o anúncio e pegar todos os contatos e detalhes com o dono.

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“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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