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Achados meio perdidos

V8 e câmbio manual: este Mustang GT 1995 está à venda no Brasil

Um dos motivos para que os entusiastas brasileiros sintam “inveja” dos gearheads dos Estados Unidos é a ampla disponibilidade de motores V8 acessíveis – e de carros equipados com eles, igualmente acessíveis. Por lá, exagerando um pouco, uma solução simples para qualquer dilema automotivo é: just shove a damn V8 in it! Eles têm potência suficiente, são fáceis de manter e não é difícil encontrar mão de obra especializada. Ou mesmo, dependendo da sua dedicação, fazer tudo sozinho.

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Sendo assim, quando encontramos um carro com motor V8 bem conservado, bastante original e a um bom preço, é natural que fiquemos tentados. É o caso deste Ford Mustang GT V8 fabricado em 1995, nosso Achado meio Perdido de hoje. Não é a fase mais idolatrada do Mustang, mas é um carro interessante e cheio de potencial – seja como highway cruiser aos fins de semana, seja como projeto de restauração e preparação.

A quarta geração trouxe uma revolução no Mustang, adotando linhas mais arredondadas e modernas, praticamente desprovidas de elementos retrô – em seu lugar, pequenas saudações ao clássico da década de 1960, como as lanternas traseiras divididas em três seções verticais ou o painel de instrumentos simétrico, seguindo a linha “duplo cockpit” vista desde a década de 1960.

A plataforma do Mustang de quarta geração, codinome SN-95, era uma evolução da plataforma Fox da terceira geração, e finalmente trouxe uma atualização de verdade depois de 15 anos. A ideia da Ford era melhorar substancialmente não apenas o desempenho do ‘Stang, mas também a qualidade de construção e acabamento, os níveis de vibração e ruido. A suspensão manteve-se do tipo MacPherson na dianteira, porém adotou novos braços de controle, barras estabilizadoras maiores e novas mangas de eixo; já a traseira trouxe um novo eixo rígido do tipo four-link. Na quarta geração, todos os Mustang passaram a vir com freios a disco nas quatro rodas.

A Ford optou por introduzir primeiro o Mustang básico, equipado com o V6 Essex de 3,8 litros e 147 cv, em novembro de 1993. Meses depois, em janeiro de 1994, chegou a vez do aguardado Mustang GT, que vinha com o motor V8 Windsor de 302 pol³ (de 4,94 litros, embora fosse divulgado como “5.0”), 218 cv a 4.300 rpm e 39,4 kgfm de torque a 3.400 rpm – seu ponto forte, diga-se. De acordo com a Ford, era o bastante para ir de zero a 100 km/h em menos de sete segundos e cumprir o quarto de milha em por volta de 15 segundos – bons números há 26 anos. O Mustang GT era vendido com rodas de 16 polegadas, suspensão mais firme e relação final de diferencial 3,08:1.

A quarta geração do Mustang foi vendida por uma década, dando lugar à quinta geração – o primeiro Mustang verdadeiramente retrô, que revolucionou o segmento – em 2004. E, durante a década de 1990, uma quantidade razoável de exemplares foi importada de forma independente, aproveitando a reabertura do mercado brasileiro – não é um carro exatamente incomum de encontrar à venda no Brasil. Difícil é achar um exemplar em estado de conservação aceitável, com bom nível de originalidade.

É o caso do Mustang anunciado no GT40. Seu proprietário conta que está com ele há cerca de 15 anos, e sempre fez questão de cuidar muito bem do cupê.

Segundo ele, o Mustang possui estrutura muito íntegra e boa parte da pintura verde “Dark Forest Green” original – e o mesmo vale para o acabamento interno de couro. Todos os equipamentos, que incluem ar-condicionado, ajustes elétricos para os bancos, cruise control, retrovisores elétricos e controle eletrônico de tração, funcionam bem. A mecânica também está em ordem e, com 50.000 milhas marcadas no hodômetro, não estamos diante de um carro que passou a vida parado – o que, considerando sua idade, pode ser encarado como um ponto positivo.

 

Existem algumas alterações, como a instalação de um sistema de ignição MSD e de faróis de policarbonato com lentes lisa (na época, o Mustang vinha com lentes de vidro), mas o dono diz que todos os componentes de fábrica estão guardados e acompanham o carro.

Naturalmente, ao adquirir um carro relativamente raro e com esta pegada entusiasta, é interessante procurar uma oficina especializada, com um bom mecânico, para identificar possíveis problemas. Ainda assim, considerando o preço do Mustang GT, o negócio esteja promissor.

Se você ficou interessado, pode clicar aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos do vendedor.


“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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