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Achados meio perdidos Zero a 300

À venda: um Fiat Coupé todo original e bem cuidado para chamar de seu

Nos anos 90 as fabricantes europeias aderiram a uma tendência bem interessante: pegar a plataforma de um carro comum e colocar sobre ela uma carroceria cupê de visual muito mais instigante – geralmente acompanhada de um conjunto mecânico à altura. A Opel/Vauxhall teve o Calibra e o Tigra; a Volkswagen teve o Corrado; a Ford tinha o Cougar e o Puma. E todos tinham em comum a missão de encarar os invasores japoneses, como o Toyota Celica e o Honda Integra, que eram extremamente populares.

A Fiat também tinha o seu representante neste segmento: o Coupé, feito sobre a plataforma do Fiat Tipo, que trocava as linhas retas do hatch por algo bem mais ousado e até controverso – o dono tinha a certeza de que seria o centro das atenções nas ruas quando comprava um Fiat Coupé. Especialmente se fosse amarelo, como o exemplar anunciado no GT40, que é nosso Achado meio Perdido de hoje. Vamos ver alguns detalhes sobre o carro logo após falar um pouco a respeito do que é o Fiat Coupé.

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O conceito de um cupê esportivo de tração dianteira feito sobre a plataforma de um modelo mais comum foi amplamente explorado por cerca de dez anos, entre o fim da década de 80 e o fim da década de 90. O Fiat Coupé veio alguns anos mais tarde, em 1993, sendo que os primeiros flagrantes de protótipos em teste pintaram em 1992.

O Coupé tinha suspensão dianteira semelhante à do Tipo, McPherson com braços triangulares inferiores, mas adotava um layout distinto na traseira, com braços arrastados e um subchassi. Na dianteira o Coupé adotava um diferencial de deslizamento limitado com acoplamento viscoso, em um esforço para mitigar o subesterço característico dos tração-dianteira. O entre-eixos de 2,54 m era o mesmo do Tipo, mas o Coupé era bem mais longo, com 4,25 m de comprimento, enquanto o Tipo media 3,95 m.

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A carroceria do Coupé foi projetada por Chris Bangle, o que ajuda a explicar suas formas completamente distintas de qualquer outro carro vendido pela Fiat, na época ou hoje. Os faróis, que ficavam em cima do capô envolvente, eram projetores cobertos por lentes de acrílico quase horizontais; havia vincos diagonais nos para-lamas, cortes abruptos e lanternas circulares. O design do carro, considerado futurista, divide opiniões até hoje e é considerado um presságio do que o projetista viria a fazer na BMW durante a primeira metade dos anos 2000.

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Era no interior que estava um dos maiores atrativos do Fiat Coupé. Ou melhor, era o próprio interior, cujo desenho ficou por conta do estúdio Pininfarina e trazia uma abordagem mais clássica, com uma seção na cor da carroceria percorrendo todo o perímetro do carro, relógios individuais e volante de três raios. O Coupé é um 2+2, com bancos traseiros mais apropriados para crianças.

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O bocal de abastecimento de alumínio polido é um dos destaques do visual do Coupé

O carro anunciado no GT40 é um Fiat Coupé 1995, um dos cerca de 1.500 exemplares importados para o Brasil entre 1995 e 1996. Se na Europa havia versões bem picantes, incluindo um cinco-cilindros com 20 válvulas e 220 cv, no Brasil o conjunto mecânico era o mesmo do Fiat Tipo Sedicivalvole, um 2.0 16v com comando duplo no cabeçote e 137 cv. Seu desempenho era satisfatório: 0-100 km/h em 9,3 segundos e velocidade máxima de 206 km/h.

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Rafa, o proprietário, diz que está com o carro há seis meses, e que o mesmo veio como parte de uma negociação. Ele diz que o carro está totalmente original: pintura, mecânica e interior. Não houve qualquer modificação aos padrões de fábrica, o que felizmente inclui os emblemas originais Fiat – há quem coloque o cavallino rampante da Ferrari no Coupé, provavelmente por causa do interior by Pininfarina, mas não é uma associação muito apropriada.

 

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Segundo Rafa, o carro está com todas as revisões em dia e recebeu pneus novos. O hodômetro marca 115.000 km rodados, número que pode ser alto para um seminovo mas, se tratando de um esportivo dos anos 90, é relativamente baixo e, ao mesmo tempo, pode ser encarada como um sinal de saúde – ficar muito tempo parado não faz bem para nenhum carro, especialmente se o objetivo for não deixá-lo trancafiado em uma garagem climatizada.

Se você ficou interessado, pode clicar aqui para acessar o anúncio e pegar os contatos do dono.

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“Achados Meio Perdidos” é o quadro do FlatOut! no qual selecionamos e comentamos anúncios do GT40.com.br de carros interessantes ao público gearhead, como veículos antigos, preparados, exclusivos e excêntricos. Não se trata de publieditorial. Não nos responsabilizamos pelas informações publicadas nos anúncios nem pelas negociações decorrentes – todos os detalhes devem ser apurados atenciosamente com o anunciante!

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