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Achados meio perdidos

Você compraria este Corcel 1976 para rodar todos os dias?

Entre os carros mais antigos, com 40 anos de idade ou mais, existem os favoritos dos entusiastas. O VW Fusca, por exemplo, com seu desenho simpático e motor boxer na traseira – um carro cheio de personalidade. Outro é o Chevrolet Chevette, com tração traseira, baixo peso, suspensão bem acertada e imenso potencial como project car.

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O Ford Corcel, por outro lado, não tem o mesmo prestígio. A despeito de ter sido o primeiro carro compacto da marca no Brasil – um projeto importantíssimo e cheio de história, tendo sido desenvolvido em parceria com a Renault, mas com visual inspirado pelos Ford americanos – o Corcel não tem o mesmo apelo entre os antigomobilistas.

Uma das razões pode ter sido justamente a popularidade que ele conquistou ao longo dos anos. O Corcel nunca foi um expoente em força: no lançamento, seu motor 1.3 entregava 68 cv brutos (ou pouco menos de 60 cv líquidos), e mesmo a versão esportiva GT apostava mais na decoração esportiva, com um motor 1.4 de apenas 85 cv. Apesar disto, todo Corcel tinha rodar confortável, espaço interno condizente com seu porte e mecânica muito robusta. E o projeto tinha suas inovações em nosso mercado, como os freios a disco na dianteira (ainda que fossem opcionais, é verdade), circuito de arrefecimento selado e coluna de direção articulada.

Não por acaso, o Corcel tornou-se uma opção interessante para famílias – e mais ainda com a Belina, sua versão perua, lançada em 1970 – e vendeu muito bem: só no primeiro ano de produção foram comercializados mais de 50.000 exemplares, e em 1971 já havia quase 150.000 unidades do Corcel rodando pelo País.

 

Muitos deles tornaram-se tesouros de família, enquanto outros viraram veículo de trabalho. Quem mora no interior do Brasil ainda vê Corcel, Belina e membros mais novos da família, como o Corcel II e o Del Rey, no batente, carregando escadas, latas de tinta e carrinhos de mão, ou puxando carretinhas com material de construção e entulho. O Corcel é um carro guerreiro. Isto tudo, mais o fato de ter tração dianteira, não colaboram para que o Corcel receba a mesma atenção que Fusca, Chevette ou mesmo o Fiat 147 no mercado de colecionáveis.

Melhor para quem procura um antigo e não quer gastar tanto – ainda dá para achar exemplares íntegros e com bom nível de originalidade por um preço acessível. Anunciado no GT40, o Corcel LDO 1976 pertence a João Dinarte, de São Paulo (SP). Ele conta que encontrou o carro à venda em uma chácara no interior do Paraná, e que seu proprietário era um senhor de idade que já tinha o Corcel há anos, mas não dirigia mais. Seu genro fora incumbido de encontrar um comprador, e este comprador foi João.

Ele diz que o Corcel há estava íntegro e com a mecânica muito bem cuidada para sua idade – afinal, é um carro de 44 anos. Todos os itens de acabamento originais estavam em seus devidos lugares, a estrutura estava em bom estado, e era evidente que se tratava de um veículo de uso regular, que não havia passado anos deteriorando no tempo.

João conta que o Corcel já passou por um banho de tinta, na tonalidade original Marrom Madeira. Todos os itens de acabamento externo – faróis, lanternas, frisos, emblemas – estão em seus devidos lugares. As rodas são do Corcel II, mas combinam com o visual clássico da primeira geração. O interior monocromático, com revestimento em couro marrom e bege (característica da versão LDO, de “Luxuosa Decoração Opcional”), está em bom estado. Há alguns itens que destoam do visual interno, como os alto-falantes das portas, mas nada irreversível.

João diz que dirige este carro diariamente há dois anos e nunca teve problemas. Ele recomenda o carro para aqueles que procuram um antigo para uso frequente, com economia de combustível e manutenção barata. Evidentemente que, se tratando de um veículo com décadas de uso, não se pode esperar a mesma confiabilidade de um automóvel moderno, com injeção eletrônica e muito menos tempo de estrada. Para quem está ciente disto, porém, tem tudo para ser uma aventura interessante. Mesmo que seja para curtir aos fins de semana. Este Corcel também pode ser, ao que tudo indica, uma boa base para um projeto de restauração.

Se você gostou da ideia, pode clicar aqui para acessar o anúncio no GT40 e pegar os contatos do proprietário. Você também pode acessar a página do carro no FlatOuters, a rede social para entusiastas do FlatOut.

 

 

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