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Zero a 300

O novo Shelby Super Snake | adeus a Hans Hermann | a “volta” da Spyker e mais!

Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nosso resumo com as melhores e mais importantes notícias do dia, para você ficar por dentro de tudo o que importa, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos sem alma gerados por IA alucinadas.

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O Shelby Super Snake está de volta com 840 cv

Não sei se você percebeu, mas nesta atual geração do Mustang ainda não há um modelo Shelby oferecido pela Ford. As versões de alto desempenho agora se chamam Dark Horse e GTD, e são mais voltadas ao refinamento dinâmico do que à força bruta, como sempre foram os Ford-Shelby. A Shelby American, contudo, continua oferecendo seus pacotes para o Mustang, e o mais recente deles é o lendário Super Snake, que oferece a potência do Mustang GTD pela metade de seu preço.

É evidente que não estou comparando o GTD ao Super Snake — são duas propostas completamente diferentes que só se assemelham na potência e na forma do carro —, mas é justamente este o apelo do novo Super Snake: oferecer o nível de potência do Mustang topo de linha para quem procura apenas isso e dispensa todos os refinamentos que fazem o Mustang GTD um carro de GT3 para as ruas.

O pacote tem como peça central o compressor Whipple que eleva a potência do Coyote 5.0 para 840 cv. O motor ainda ganha um sistema de escape especial da Borla, enquanto as semi-árvores são substituídas por um conjunto reforçado e com especificação para até 1.500 cv. A suspensão é recalibrada, os freios são redimensionados e as rodas mantêm as 20 polegadas de diâmetro, mas são feitas de magnésio forjado para reduzir a massa não-suspensa.

Por fora, ele recebe um bodykit composto por um capô de alumínio com respiros de fibra de carbono, para-lamas dianteiros de fibra de carbono com extrator de ar, uma nova dianteira adaptada aos para-lamas mais largos e todo o pacote aerodinâmico — splitter, spoiler “ducktail”, asa traseira e difusor traseiro — todo feito de fibra de carbono. Por dentro, ele tem tapetes da Shelby, a clássica manopla de câmbio da Shelby, soleiras Super Snake e uma plaqueta que identifica sua numeração na série de 300 exemplares.

Como todo Shelby, ele tem garantia de três anos ou 36.000 milhas (~60.000 km) e serviço autorizado em concessionárias Ford selecionadas. O preço é US$175.885, bem no meio do abismo que separa o Dark Horse (US$ 69.000) do GTD (US$ 328.000).


Vai uma Ferrari FF com bancos de tecido aí?

Não sei quanto a vocês, mas ultimamente tenho olhado com outros olhos para os bancos de tecido — ou de fibras têxteis diferentes do couro/couro sintético. Acho que pode ser uma tendência em breve e, pasmem, nos carros mais caros, e não em modelos de entrada — o que me remete aos anos 1980-90, quando carros básicos tinham bancos de vinil e carros luxuosos tinham belos veludos e outros tipos de tecidos mais refinados.

A primeira vez que minha atenção se voltou a eles foi quando a Volvo decidiu abandonar os materiais sintéticos para oferecer interiores “veganos”. Depois, tem a recente onda da nostalgia dos anos 1980, com a Porsche trazendo de volta revestimentos clássicos como o psicodélico Pasha, e a minha não-tão-recente viagem com o Volvo EX30, que tinha um belíssimo interior de fibra têxtil reciclada que deixou saudades sinceras. Agora, vejam só, apareceu uma Ferrari FF prestes a ser leiloada, e ela tem… bancos de tecido!

É claro que ela não está sendo leiloada por causa dos bancos de tecido, mas é curioso ligar os pontos: seu proprietário é ninguém menos que John Elkann — presidente do grupo Fiat SpA, na época da fabricação desta FF e atual presidente da Ferrari desde sua separação da FCA em 2016.

O carro não tem nada de especial além de ter pertencido a Elkann e do interior de tecido azul combinando com a pintura “Nuovo Blu”, mas… considerando quem a encomendou e o fato de ser a única FF com interior de tecido, isso, no universo das Ferrari, é suficiente para torná-la mais especial que as outras FF.

O carro será leiloado no final deste mês pela RM Sotheby’s, que espera o arremate entre €220.000 e €320.000 — uma FF comum de 2013 gira na casa dos US$ 150.000.


Lembra da Spyker? Pois é… parece que ela ainda está viva

Depois de anos de silêncio e sucessivas crises financeiras, a Spyker parece estar respirando por aparelhos, tentando de tudo para se manter viva. Agora, uma parceria firmada entre a encarroçadora luxemburguesa Milan Moraday e a preparadora alemã R Company resultou na conclusão de um exemplar único batizado de C8 Aileron LM85.

O carro é baseado em um projeto que a Spyker anunciou originalmente em 2017 para marcar o fim da produção do Aileron, mas que nunca chegou a ser concretizado pela fábrica original. Este “novo” LM85 foi finalizado com a ajuda de Jasper den Dopper (conhecido como SpykerEnthusiast), especialista em restauração da marca, utilizando o estoque de peças remanescentes e chassis inacabados que ficaram guardados após a última falência.

O C8 Aileron LM85 tem carroceria de alumínio com rebites aparentes — marca registrada do design “steampunk” da Spkyer, inspirada na aviação, que era legal em 2008, mas não sei se ainda tem o mesmo impacto em 2026. O motor ainda é um V8 supercharged de origem não especificada, também uma tecnologia que é a cara de 2008, mas não combina tanto com 2026 fora de um muscle car americano. O motor original era um V8 4,2 da Audi com 525 cv. O único elemento que ainda faz total sentido em 2026 é o câmbio manual com o mecanismo exposto, um dos elementos mais famosos do último revival da marca.

O carro, como disse lá em cima, é um “one-off”, mas ele serve de vitrine para o plano de retomada da Spyker, que inclui a produção limitada do C8 com peças e componentes remanescentes da massa falida da última Spyker. Além disso, a reestruturação forneceria suporte aos 265 Spyker modernos que foram vendidos antes da falência.

Como não poderia faltar a qualquer plano de negócios de uma fabricante nesta década, o grupo também menciona que pode, finalmente, tirar do papel o SUV D8 Peking-to-Paris, apresentado como conceito em 2006 e precursor da tendência dos SUV de alto luxo com carroceria “acupezada” como o Lamborghini Urus ou a própria Ferrari Purosangue.

As intenções parecem legítimas e não parece haver nenhuma atuação sombria nos bastidores. Mas a questão aqui é se o mundo ainda tem lugar para estes Spyker, considerando que eles são conceitos desenvolvidos há 20 anos, prevendo tecnologias e design de 20 anos atrás — ainda que bastante avançados, mas ainda de 20 anos.


O adeus a Hans Hermann

Hans Herrmann, o homem que deu à Porsche sua primeira vitória geral nas 24 Horas de Le Mans e o segundo piloto de Fórmula 1 mais idoso ainda vivo, morreu na última sexta-feira (9) aos 97 anos.

Nascido em Stuttgart e formado como confeiteiro, Herrmann trocou as docerias pelas pistas em 1952 e não demorou a ser notado. Sua trajetória conta boa parte da história da Porsche, mas ele também pilotou pela Mercedes n Fórmula 1 e no Mundial Carros Esporte (WSC) nos anos 1950, correndo ao lado de lendas como Juan Manuel Fangio e Stirling Moss.

Com a promessa feita à esposa de que se aposentaria caso vencesse em Le Mans, Herrmann cumpriu o trato ao conquistar a vitória na edição de 1970 da prova e pendurou o capacete aos 42 anos, no auge de sua carreira. Nas décadas seguintes, permaneceu como um embaixador da Porsche, participando ativamente de eventos históricos e preservando a memória de uma das fases mais românticas e perigosas do esporte.


Renovação automática da CNH já está valendo

O sistema de renovação automática da CNH passou a valer na última sexta-feira (9) para motoristas sem multas. A medida é resultado da medida provisória assinada em dezembro, que isenta o condutor do pagamento de taxas e dispensa as idas presenciais aos postos do Detran para a realização de novos exames médicos e todos os processos burocráticos da emissão da CNH.

Para usufruir do benefício, o motorista precisa obrigatoriamente estar cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), o chamado “Cadastro Positivo” da Senatran. A adesão pode ser feita pelo site oficial da Secretaria Nacional de Trânsito ou pela plataforma CNH do Brasil. O critério fundamental é o bom comportamento: o benefício é exclusivo para quem não cometeu infrações de trânsito durante o período de validade do documento atual.

Existem, porém, algumas travas na nova legislação. Motoristas que têm entre 50 e 69 anos de idade só poderão utilizar este recurso de renovação automática uma única vez. Além disso, o sistema não contempla condutores com 70 anos ou mais, nem aqueles que possuem a validade da CNH reduzida por recomendação médica — casos de doenças progressivas ou condições que exijam acompanhamento de saúde constante.

O processo de renovação será disparado pela Senatran considerando o prazo legal de tolerância de 30 dias que o motorista possui para circular com o documento após o vencimento. Na prática, o sistema valida os dados do condutor e processa a nova via digital sem custo. Segundo o Ministério dos Transportes, a medida visa premiar os bons motoristas e desafogar o atendimento nos órgãos estaduais de trânsito.