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Zero a 300

Um Corvette C1 “Z06” | Gasolina em alta | o Aston Vantage S no Brasil e mais !

Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nosso resumo com as melhores e mais importantes notícias do dia, para você ficar por dentro de tudo o que importa, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos sem alma gerados por IA alucinadas.

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Preço da gasolina aumentou em 2026 — mesmo com mais álcool

O preço médio da gasolina subiu no país na primeira semana de 2026, passando dos R$ 6,25 no final de 2025 para R$ 6,29 por litro, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O aumento é um tapa na cara do público, que esperava ao menos a estabilidade dos preços depois do aumento do teor de etanol de 27% para 30%.

A principal causa do aumento é o reajuste do ICMS estadual com base na lei 192/2022 que unificou o imposto em todos os estados. Com isso, o custo passou de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro de combustível. De acordo com o painel de preços da ANP, os estados com os preços mais altos são Acre (R$ 7,24) e Amazonas (R$ 7,02), enquanto Piauí registra o menor valor médio, de R$ 5,91.

Além do aumento do imposto, outro fator que influenciou o preço final foi a mudança na composição da gasolina — a mesma que poderia baixar o preço, quando foi proposta e aprovada pelo Congresso. A intenção inicial era “limpar” o combustível e reduzir a dependência de importações de gasolina. Como efeito colateral, o aumento de 30 ml de álcool por litro de gasolina tinha potencial para reduzir o preço ao consumidor em até R$ 0,20 por litro, mas no fim o efeito foi menor, de aproximadamente R$ 0,13.

Segundo o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), contudo, o aumento da demanda aumentou o preço do álcool anidro, o que acabou anulando o potencial de redução de preços. Com a combinação de ICMS mais alto e custo do etanol, a expectativa é de que o preço da gasolina continue acima da média de 2025 nos próximos meses.

Projeto de lei quer vistoria para carros com mais de cinco anos

Parece que o Brasil é incapaz de desburocratizar seus processos, mesmo quando se propõe a isso. Depois de facilitar a obtenção e renovação da CNH e de reduzir custos de emissão do CRLV, vem um projeto de lei que visa obrigar a vistoria periódica para todos os carros com mais de cinco anos. Ele acaba de ser aprovado pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e segue em tramitação.

O texto, além de impor a inspeção periódica obrigatória, também prevê que a ausência do laudo seja punido como infração grave, contando cinco pontos na CNH, multa de R$ 195,33 e retenção do veículo para regularização. Além da vistoria regular obrigatória, ela também será exigida em casos de transferência de propriedade (o que já ocorre), suspeita de clonagem, recuperação de veículo roubado e outras situações definidas pelo Contran.

Segundo a proposta, o objetivo é unificar as regras de vistoria, que hoje são divididas entre o Contran e o Conama. O artigo 104 do Código de Trânsito Brasileiro já atribuía aos dois órgãos a função de definir quando a vistoria deveria acontecer, mas, na prática, as regras acabaram abandonadas ao longo dos anos. Vale lembrar que o Código de Trânsito completou 28 anos neste ano sem nunca ter implementado a vistoria periódica.

A proposta tramita em caráter conclusivo, então ainda precisa passar pela Comissão de Constituição de Justiça e Cidadania (CCJ), pelo plenário da Câmara e pelas comissões e plenário do Senado antes de ser sancionada pelo presidente da república. Aqui é importante mencionar que a idade média da frota brasileira é de pouco mais de 10 anos, que significa que a maioria dos veículos teria essa inspeção periódica. E claro, que o custo de propriedade de um automóvel ou moto irá aumentar.

Aston Martin Vantage S chega ao Brasil por R$ 2.700.000

A UK Motors, representante oficial da Aston Martin no Brasil, anunciou a chegada do primeiro Vantage S renovado ao país. O modelo desembarca pintado na cor verde “Chilles Green” e traz interior bicolor nas combinações Bison Brown e Ice Mocha. Sob o capô, o esportivo mantém o motor 4.0 V8 biturbo, agora em uma versão atualizada que entrega 680 cv a 6.000 rpm e 81,5 kgfm de torque entre 3.000 e 6.000 rpm. As melhorias de calibração, peso e resposta do acelerador renderam uma redução de 0,1 segundo no 0 a 100 km/h, que agora é feito em 3,4 segundos, enquanto a velocidade máxima permanece em 325 km/h.

As mudanças visuais são discretas e se concentram nas novas lâminas verticais do capô, que aperfeiçoam a refrigeração do conjunto mecânico. O Vantage S mantém também os tradicionais emblemas vermelhos com a letra “S” nas laterais, marca registrada das versões especiais desde 2004, retomadas em séries entre 2011 e 2013 que ofereciam tanto V8 quanto V12.

Segundo a UK Motors, o novo Vantage S parte de R$ 2.700.000 no Brasil, valor que, claro, varia conforme as personalizações do carro — que vão desde as rodas de 21 polegadas e opções de cores para grade e teto, até os acabamentos internos e externos. O Vantage S é posicionado no topo da linha Vantage, que já tem, no Brasil, as versões básicas Coupé e Roadster.

GPS irá evoluir para ficar mais natural

Já faz mais de 30 anos que os sistemas de navegação por GPS apareceram nos carros e uns bons 15 anos que eles se popularizaram, mas eles não tiveram grandes evoluções técnicas e de funcionalidade desde a adição das condições do trânsito em tempo real — algo que também já tem mais de uma década. Enquanto isso, tudo ao redor do GPS evoluiu — os carros já têm assistentes personalizados baseados em IA e comandos de voz naturais —, mas o GPS continua com aquelas instruções que parecem ditadas por robôs de filmes dos anos 1970.

Agora, a TomTom anunciou na CES 2026 que irá finalmente integrar a tecnologia de IA conversacional da SoundHound aos seus sistemas, permitindo comandos que soam como conversas reais, e não mais como a Rose do Jetsons ou o como o mordomo robô do Chapolim Colorado.

A proposta é simples, mas deverá mudar a forma com a qual lidamos com o GPS: em vez de ter que formular frases precisas para o sistema entender o destino, o motorista deverá conseguir pedir uma rota com múltiplos pontos de parada ou localizar um ponto de interesse de forma natural — como já acontece quando se conversa com Siri ou Google Assistant. É curioso — e até um pouco constrangedor para a indústria — que os assistentes de voz de celulares ainda ofereçam uma experiência mais confortável que a dos sistemas embarcados em carros caros.

Algumas marcas premium, como BMW, Audi e Mercedes-Benz, já investem há anos em comandos de voz mais inteligentes, mas isso não resolve o abismo que existe entre o “carro conectado” idealizado pelas fabricantes e a navegação rígida que a maioria dos motoristas realmente usa. A adesão o Android Auto e ao Apple CarPlay é prova disso: se o sistema nativo não funciona direito, o motorista ignora.

Ainda não há acordos assinados entre a TomTom e fabricantes, mas não seria surpresa se muitas marcas embarcassem nessa rapidamente — especialmente agora que a indústria inteira tenta mostrar que está investindo em IA, seja para melhorar o carro, seja para não parecer desatualizada. E seria uma bênção não ter mais que digitar de forma precisa ou repetir como um maluco frases que o Waze ou o Google Maps não entendem.

Vai um Corvette Z06 dos anos 1950?

Pra quem sentia falta dos restomods no Zero a 300, aí está: um Corvette 1954 com motor e acerto dinâmico de Z06. O carro não é o que eu chamaria de sleeper, afinal, estas rodas raiadas enormes destoam e até incomodam a vista em um carro com design limpo como o Corvette C1, mas fora isso, você não suspeitaria que ele é um restomod, certo?

Por baixo da carroceria de fibra original há um chassi moderno, com suspensão ajustável, direção hidráulica, freios maiores e, claro o V8 LS6 5.7 de 405 cv do Z06 C5 combinado ao câmbio Tremec de seis marchas.

As rodas, apesar do diâmetro, não estragam o “stance” do carro, que chega a ser contido. O conjunto cromado restaurado deixa claro que o autor do restomod sabia a hora de parar antes de estragar o visual retrô. Por dentro, a cabine mantém a originalidade, mas com uma ergonomia moderna, em vez da coluna de direção absurtamente vertical e dos bancos “em cima” do volante.

É o tipo de projeto costuma causar alergia em colecionadores de frisinhos e até dá para entender. Mas também é impossível negar o apelo de um clássico com desempenho moderno — especialmente um Corvette C1, que vinha com aquele apático seis-em-linha de 3,9 litros e 150 cv. Eu trocaria as rodas por algo mais coerente com o visual e cairia na estrada.

O carro será leiloado pela Mecum Auctions no próximo final de semana, mas não divulgou um valor estimado pelo carro.