FlatOut!
Image default
Zero a 300

O novo Bertone-Lotus-Toyota | Jaguar a combustão? | Gymkhana na Bentley e mais!

Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nosso resumo com as melhores e mais importantes notícias do dia, para você ficar por dentro de tudo o que importa, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos sem alma gerados por IA alucinadas.

O Zero a 300 é uma matéria aberta, patrocinada pelos assinantes do FlatOut. Sua assinatura, além de garantir nossa linha independente e a produção do canal do YT, também te garante acesso a todo o nosso acervo de matérias, guias de compra, vídeos exclusivos, descontos de parceiros e acesso ao grupo secreto, com eventos exclusivos. 

FLATOUTER

O plano mais especial. Convite para o nosso grupo secreto no Facebook, com interação direta com todos da equipe FlatOut. Convites para encontros exclusivos em SP. Acesso livre a todas as matérias da revista digital FlatOut, vídeos e podcasts exclusivos a assinantes. Direito a expor ou anunciar até sete carros no GT402 e descontos em oficinas e lojas parceiras*!

R$ 26,90 / mês

ou

Ganhe R$ 53,80 de
desconto no plano anual
(pague só 10 dos 12 meses)

*Benefícios sujeitos ao único e exclusivo critério do FlatOut, bem como a eventual disponibilidade do parceiro. Todo e qualquer benefício poderá ser alterado ou extinto, sem que seja necessário qualquer aviso prévio.

CLÁSSICO

Plano de assinatura básico, voltado somente ao conteúdo1. Com o Clássico, você terá acesso livre a todas as matérias da revista digital FlatOut, incluindo vídeos e podcasts exclusivos a assinantes. Além disso, você poderá expor ou anunciar até três carros no GT402.

R$ 14,90 / mês

ou

Ganhe R$ 29,80 de
desconto no plano anual
(pague só 10 dos 12 meses)

1Não há convite para participar do grupo secreto do FlatOut nem há descontos em oficinas ou lojas parceiras.
2A quantidade de carros veiculados poderá ser alterada a qualquer momento pelo FlatOut, ao seu único e exclusivo critério.

Bertone Runabout: conceito de 1969 finalmente ganha vida com base Lotus

Este aí em cima é o Bertone Runabout, uma interpretação moderna do conceito Autobianch A112 Runabout, feito por Marcello Gandini em 1969, inspirado por lanchas de corrida. O modelo original acabou se tornando o Fiat X1/9 (e, indiretamente, o Dardo Corona), lançado em 1972. Mas agora, depois de 57 anos, a Bertone achou uma forma de (re)produzir o conceito original, em forma de barchetta e com um simples defletor frontal — e também com faróis escamoteáveis.

O modelo usa como base nada menos que um Lotus Exige, o que significa que ele é embalado pelo V6 3.5 da Toyota, sobrealimentado por compressor de polia para chegar a 475 cv e 50 kgfm. Também por ser baseado no Exige — que tem um monocoque de alumínio colado —, ele tem apenas 1.057 kg. A carroceria de fibra de carbono, claro, também colabora para o baixo peso. O carro vai de zero a 100 km/h em 4,1 segundos — mais rápido que o Lotus Emira.

Além da versão original, batizada de Barchetta, a Bertone também irá oferecer a versão Targa, com para-brisa completo e paineis de teto removíveis. Por dentro, a inspiração náutica do conceito original permanece, com acabamento em couro, botões de alumínio usinado e até uma bússola marítima no topo do painel e a trambulação do câmbio manual de seis marchas exposta.

A Bertone produzirá 25 unidades do Runabout, cada uma com um novo número de chassi (VIN) próprio. O preço parte de £ 400.000 (cerca de R$ 2,5 milhões em conversão direta), e a primeira aparição pública do modelo acontece esta semana no salão Rétromobile 2026, em Paris.

Baliza deixa de ser obrigatória para CNH em São Paulo e outros quatro estados

A manobra de baliza deixou de ser obrigatória no exame prático de direção em cinco estados brasileiros. Desde a última segunda-feira (26), os candidatos a motoristas de São Paulo, Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina não precisarão mais provar a habilidade para estacionar o carro em paralelo à calçada.

A mudança é baseada na Resolução 1.020/2025 do Contran, que dá autonomia aos Detrans para definirem seus critérios de exames até a publicação do novo Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular. Com isso, estes cinco estados decidiram simplesmente eliminar a baliza e focar exclusivamente no percurso em via pública.

A manobra de estacionamento, contudo, não foi totalmente extinta: no Mato Grosso do Sul, o candidato ainda deve realizar três estacionamentos paralelos ao meio-fio durante o trajeto, mas sem a baliza demarcada por estacas. Em São Paulo, o exame agora prioriza conversões, uso de seta, paradas em locais permitidos e a condução segura no trânsito real.

Além do fim da baliza, o exame prático de 2026 traz também a opção de uso do câmbio automático para a realização da prova, um novo limite de faltas (de 3 para 10) e uma nova classificação de erros baseada nos pontos das infrações do Código de Trânsito Brasileiro. Além disso, o candidato reprovado poderá agendar uma nova tentativa para o mesmo dia, sem o pagamento de novas taxas.

Preço da gasolina cai nas refinarias, mas…

A Petrobras anunciou uma redução de 5,2% no preço da gasolina vendida às distribuidoras. Na prática, o combustível puro ficou R$ 0,14 mais barato nas refinarias, caindo de R$ 2,71 para R$ 2,57 por litro a partir desta terça-feira (27). Não espere, contudo, uma redução real nas bombas: como o ICMS subiu R$ 0,10 em 1º de janeiro, a redução, na prática, irá apenas cobrir o reajuste do imposto estadual.

Além disso, a gasolina comum agora tem 30% de álcool anidro, e o álcool anidro teve uma alta nos preços no final de 2025 — provocado justamente pela maior demanda agora que a gasolina tem 30% de etanol e não mais 27%. Então aquela vaga possibilidade de ter mais etanol para pagar menos na bomba, por ora, está descartada. Ao menos a octanagem da gasolina comum está mais alta — ao custo do maior consumo, claro.

Atualmente, o valor nas refinarias representa apenas um terço do que é efetivamente cobrado no varejo, sendo o restante composto por impostos fixos, custos logísticos e margens de lucro de distribuidores e revendedores.

Estaria a Jaguar recuando em seus planos?

A Jaguar — vejam só… —, pode estar considerando uma volta estratégica aos motores de combustão interna. Segundo a imprensa britânica, a fabricante está avaliando a implementação de sistemas híbridos do tipo extensor de autonomia (range-extender) em seus futuros modelos, como o GT baseado no conceito Type 00. Nessa configuração, um pequeno motor a gasolina funcionaria exclusivamente como gerador para alimentar as baterias, sem tração direta nas rodas, o que poderia elevar a autonomia total para até 1.100 km.

Essa possível mudança de rota se deve justamente à redução da demanda por carros elétricos de luxo, especialmente em mercados como os EUA e a China, essenciais para qualquer fabricante atualmente. O suposto recuo da Jaguar segue o que a Porsche já fez com o 718, por exemplo. No caso da Jaguar, o uso de um extensor de autonomia deveria ter sido planejado desde o início, afinal, um GT precisa ser capaz de rodar longas distâncias em alta velocidade — é esse seu conceito, não?

Apesar dos rumores detalhados por fontes próximas à engenharia da marca, a Jaguar mantém o discurso oficial de que nada mudou e que o plano de eletrificação total segue inalterado. A gente acredita. A manifestação oficial da empresa classifica as informações como “infundadas” e reafirmaram o lançamento do primeiro modelo da nova era para o final de 2026.

No entanto, o mercado observa com ceticismo, já que a adaptação da nova plataforma JEA para acomodar um motor a combustão, ainda que pequeno, exigiria um investimento considerável e um esforço técnico que a marca, publicamente, jura não estar fazendo — mas deveria. Um “range-extender” para a Jaguar seria o modelo ideal para uma marca que pretende ser de alto luxo. Afinal, não tem nada de “alto luxo” ficar parado na estrada, atrás de uma fila de modelos populares esperando sua vez de carregar.

WRC pode receber preparadoras a partir de 2027

Se você acompanha o Zero a 300, deve lembrar que o Mundial de Rali (WRC) está mudando suas regras drasticamente para atrair novas equipes. A base desta mudança é o fim dos carros das fabricantes e a adoção de um modelo tubular padronizado, com componentes compartilhados com a categoria Rally 2 e potência limitada a 300 cv. Com isso, o teto de orçamento para os carros ficaria em torno de US$ 400.000.

Com a mudança, não será mais necessário homologar um modelo para entrar no Mundial. Qualquer preparadora poderá homologar seu carro e disputar o campeonato de construtores sem o apoio oficial de uma fabricante. Para isso, o interessado precisa cumprir um requisito de produção mínima de apenas 10 unidades de competição ao longo de dois anos.

De acordo com a FIA, o interesse foi intenso, com mais de dez preparadoras já em contato para avaliar a viabilidade técnica de seus projetos. Enquanto a Toyota já reafirmou seu compromisso com as novas regras, o WRC parece caminhar para uma nova era, na qual as preparadoras poderão competir em igualdade com os gigantes da indústria.

O primeiro desses novos construtores, batizado provisoriamente de Project Rally One, já está confirmado para a temporada de 2027. Embora nomes tradicionais como M-Sport (Ford) e Hyundai ainda não tenham confirmado a participação, a FIA espera que o grid se torne mais diverso e acessível, enchendo os grids e aumentando a competitividade.

Travis Pastrana agora faz Gymkhana de Bentley

A Bentley decidiu abandonar a pompa aristocrática britânica e convidou ninguém menos que Travis Pastrana para transformar sua tradicional fábrica em Crewe, na Inglaterra, em um cenário de Gymkhana. No curta batizado de “Full Send”, o piloto troca os Subaru de rali por um novo Continental GT Supersports.

O modelo é evolução radical do Continental GT, com um V8 4.0 biturbo de 657 cv e 81,5 kgfm de torque e, pela primeira vez na linhagem Continental, tração exclusivamente traseira.

Para o curta, o Supersports recebeu apenas uma alteração no software para permitir o uso simultâneo de freio e acelerador (sim… originalmente não dá pra fazer trail braking) e a instalação de um freio de mão hidráulico. A alavanca, inclusive, foi batizada de “Mildred” em homenagem a Mildred Mary Petre, uma lendária pilota recordista dos anos 1920.