Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas — mesmo quando o dia tem poucas notícias como hoje.
Mercedes agora quer massagear sua cabeça

Como se não tivesse problemas maiores para resolver (né, C63 AMG?), a Mercedes decidiu que massagear as costas, lombar, ombros e pernas dos ocupantes de seus carros não era suficiente. Eles olharam para o encosto de cabeça e se perguntaram: “e se a gente fizesse um massageador aqui também?”
Não é piada — ainda faltam 55 para o 1º de abril. A Mercedes desenvolveu e patenteou um sistema de massagem para o encosto de cabeça dos bancos de automóveis. E ele é exatamente como qualquer coisa que se espera da Mercedes: o encosto tem um módulo central com braços mecânicos capazes de vibrar, girar e se mover suavemente, envolvendo toda a parte posterior da cabeça. Os sensores do banco detectam a altura do ocupante e a posição da cabeça, ajustando automaticamente a intensidade e o alcance do sistema.



Como o espaço físico do encosto é limitado, a ideia não é aplicar força, mas movimentos leves e contínuos. Um carinho tecnológico, não uma sessão de liberação miofascial. Só de imaginar, fiquei relaxado a ponto de querer um desse no meu sofá da sala — onde eu posso dormir com um pouco mais de segurança do que ao volante de um Mercedes-Maybach em uma autobahn.
Claro, é importante lembrar que o registro de propriedade industrial não é garantia de produção. As fabricantes registram milhares de ideias por ano, e a maioria sequer chega perto da produção. Mas é, no mínimo, curioso ver a Mercedes desenvolvendo e protegendo esse conceito. Além disso, a Maybach tem “semi-leitos” e almofadas, mas apenas nos bancos traseiros. Esse sistema pode ser exclusivo para os conduzidos, e não para os condutores.
Nova CNH faz número de pedidos quadruplicar em janeiro

Quem diria que reduzir os preços de um serviço faria a demanda explodir, não é mesmo? O Brasil parece finalmente estar descobrindo esse conceito revolucionário que é a desoneração. E os pedidos de CNH em janeiro são uma evidência robusta disso: antes podendo passar de R$ 4.000, o processo de habilitação agora pode chegar a menos de R$ 500 — o que fez os pedidos de habilitação dispararem em janeiro deste ano, comparados ao ano passado.
Segundo os dados do Senatran, os pedidos quadruplicaram: em janeiro de 2025 foram feitos cerca de 369.200 pedidos de habilitação, enquanto em janeiro deste ano o número saltou para cerca de 1.700.000. Ainda segundo o Senatran, mais de 24.700 cursos práticos foram realizados já com instrutores autônomos.
Os exames também aumentaram em relação a janeiro passado: as provas práticas aumentaram 11%, passando de 291.000 para 323.000 exames. O curso teórico é onde se nota o efeito prático da desoneração e desburocratização: em janeiro de 2025 ele foi concluído por 196.707 pessoas, mas em janeiro deste ano foram nada menos que 824.494 candidatos a conclui-lo. Os exames teóricos foram feitos por 225.462 pessoas em janeiro deste ano, ante 171.232 pessoas em janeiro de 2025.
Dario Franchitti volta a correr nos EUA após 13 anos

Treze anos depois de encerrar a carreira por motivos médicos, Dario Franchitti está de volta às pistas. Não em um carro da Indy, nem em um protótipo de Le Mans/Daytona, muito menos em um GT3. Não, senhores. Depois de colaborar com Gordon Murray no projeto do GMA T.50, ele volta às pistas em uma picape da Nascar.
Não é exatamente um retorno às pistas — afinal, seria estranho vê-lo voltar depois de ter sido aposentado pelos seus médicos devido a uma lesão na coluna causada por um acidente na Indy em Houston, em 2013. Ele fará uma participação especial na etapa da Truck Series em St. Petersburg, onde venceu pela Indy em 2011. A prova será parte dos eventos de apoio ao GP de St. Petersburg da Indy — daí o convite ao escocês.
Franchitti já havia disputado as 24 Horas de Dubai com um Mercedes-AMG GT3 Evo em janeiro, e agora confirmou esta participação na Truck Series — sua segunda corrida “de verdade” desde a aposentadoria. O retorno acontece no mesmo ano em que Tony Stewart também resolveu reaparecer na categoria, o que transforma a Truck Series em um curioso ponto de encontro de lendas fora de contexto.
Vale lembrar que, embora soe estranho, Franchitti não é completamente alheio à Nascar: em 2007, após o título da Indy, ele tentou migrar para a NASCAR, disputando provas tanto da Cup quanto da então Busch Series. A experiência foi curta e pouco marcante, e ele logo retornou aos monopostos — caminho que o levaria a mais três títulos da Indy e duas vitórias adicionais em Indianápolis. Apesar da volta às pistas, Franchitti não fala em retorno em tempo integral, nem em projetos mais ambiciosos.
O show da Bugatti na neve suíça
Não é sempre que se vê um Bugatti sendo usado como se eles não fossem alguns dos carros mais caros do planeta. Muito menos quando esse tipo de uso significa “drifting na neve”. Mas foi exatamente o que a Bugatti preparou para o The ICE, o concurso de elegância realizado anualmente desde 2022 em St. Moritz, na Suíça.
O desfile sobre a neve foi a apresentação de toda a linha do tempo da Bugatti materializada em seus carros. Havia desde um Type 35 em escala e um elegante Type 51, até os modelos contemporâneos como o Veyron e três Bolide.
O que mais impressiona não é apenas o cenário digno de um filme de James Bond, mas o nível de controle dos carros. Sim, Veyron e Bolide têm tração integral, mas isso não muda o fato de que estamos falando de mais de 1.000 cv tentando encontrar aderência em gelo e neve — o que nos faz perguntar quem faz pneus de neve para um Bugatti?
Em meio a tantos carros vistosos e imponentes como são os Bugatti modernos, um deles roubou a cena justamente por não ser mais “low-profile”: o EB110, o ancestral comum entre a Bugatti clássica e a Bugatti moderna, um tanto deslocado entre os primos mais novos, que distorceram nossa percepção, fazendo parecer que seus 550 cv sejam “quase nada” nesse encontro.
Ford agora aparece ligada à Geely

Depois de rumores sobre uma parceria com a Xiaomi — seguida de um flagra de um SUV Xiaomi com os “marcadores” exigidos pela lei americana rodando nos EUA —, agora a agência Reuters em uma parceria da Ford com a Geely. Segundo a Reuters, as duas fabricantes estão em conversas avançadas sobre um acordo de manufatura e compartilhamento de tecnologia.
De acordo com oito fontes ouvidas pela agência, a negociação ainda está em andamento, mas já inclui cenários concretos. Um deles envolve o uso de fábricas da Ford na Europa para a produção de veículos da Geely destinados ao mercado europeu.Além disso, também pode haver compartilhamento de tecnologias, incluindo sistemas de condução automatizada. Nesse ponto, as fontes indicam que a metade industrial do acordo está mais avançado que a tecnológica.
Ainda segundo a Reuters, as reuniões entre os executivos das duas empresas vêm acontecendo há meses. Na semana passada, representantes da Geely estiveram em Michigan; nesta semana, foi a vez de a Ford enviar uma delegação à China. O que tudo isso significa para os mercados fora da Europa, especialmente os EUA, ainda é uma incógnita. Tarifas elevadas e restrições a softwares chineses praticamente inviabilizam o uso desse tipo de tecnologia chinesa nos modelos Ford, mas nada impediria a Ford de usá-las em outros mercados.


