FlatOut!
Image default
Zero a 300

O interior da Ferrari Luce | polêmica com o supercarro Hyundai | mais um game retrô relançado e mais!

Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo (até mesmo quando isso significa “terno do Enzo Ferrari a venda”) para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas

O Zero a 300 é uma matéria aberta, patrocinada pelos assinantes do FlatOut. Sua assinatura, além de garantir nossa linha independente e a produção do canal do YT, também te garante acesso a todo o nosso acervo de matérias, guias de compra, vídeos exclusivos, descontos de parceiros e acesso ao grupo secreto, com eventos exclusivos. 

FLATOUTER

O plano mais especial. Convite para o nosso grupo secreto no Facebook, com interação direta com todos da equipe FlatOut. Convites para encontros exclusivos em SP. Acesso livre a todas as matérias da revista digital FlatOut, vídeos e podcasts exclusivos a assinantes. Direito a expor ou anunciar até sete carros no GT402 e descontos em oficinas e lojas parceiras*!

R$ 26,90 / mês

ou

Ganhe R$ 53,80 de
desconto no plano anual
(pague só 10 dos 12 meses)

*Benefícios sujeitos ao único e exclusivo critério do FlatOut, bem como a eventual disponibilidade do parceiro. Todo e qualquer benefício poderá ser alterado ou extinto, sem que seja necessário qualquer aviso prévio.

CLÁSSICO

Plano de assinatura básico, voltado somente ao conteúdo1. Com o Clássico, você terá acesso livre a todas as matérias da revista digital FlatOut, incluindo vídeos e podcasts exclusivos a assinantes. Além disso, você poderá expor ou anunciar até três carros no GT402.

R$ 14,90 / mês

ou

Ganhe R$ 29,80 de
desconto no plano anual
(pague só 10 dos 12 meses)

1Não há convite para participar do grupo secreto do FlatOut nem há descontos em oficinas ou lojas parceiras.
2A quantidade de carros veiculados poderá ser alterada a qualquer momento pelo FlatOut, ao seu único e exclusivo critério.

Este é o interior da Ferrari Luce – a Ferrari elétrica que ninguém pediu

A Ferrari confirmou o nome do seu primeiro modelo 100% elétrico: Luce. E a confirmação veio acompanhada dos primeiros detalhes do carro: um pedaço do interior, projetado por Jony Ive, famoso por seu período na Apple, quando estabeleceu a atual identidade visual dos produtos da empresa.

Há pouco mais de um ano, uma fonte ligada à Ferrari, disse que a Luce seria “diferente de tudo o que a Ferrari já fez” em termos de design. E considerando as imagens divulgadas agora, realmente parece diferente de tudo o que já vimos em uma Ferrari, mas de um jeito não totalmente positivo — nota-se claramente a influência do design de eletrônicos combinada a elementos clássicos.

Segundo a Ferrari, a proposta de Ive e de seu estúdio LoveFrom foi reduzir ao máximo a complexidade visual e cognitiva, combinando controles físicos e mecânicos com uma interface digital minimalista. O conjunto de instrumentos, com tela de 12,86 polegadas, usa tecnologia OLED e traz grafismo inspirado nos mostradores Veglia e Jaeger das Ferrari clássicas, mas com um detalhe autêntico: o ponteiro é físico, feito de alumínio e iluminado por LED, e não uma projeção em tela.

O volante segue o mesmo caminho: apesar de ser uma projeção realista, a parte que parece alumínio é mesmo alumínio, como nos volantes dos anos 1960. Nele estão os comandos mecânicos para os modos de condução e gerenciamento de energia, além de duas aletas – uma para ajustar a regeneração e outra para o chamado Torque Shift Engagement, que simula uma mudança perceptível na entrega de aceleração — uma tentativa clara de dar caráter mecânico a um carro elétrico.

Quase tudo é feito em alumínio anodizado usinado em CNC, com tolerâncias normalmente vistas em alta relojoaria. Não há plásticos aparentes. A partir daqui, começa a parte de “nem sempre positiva” que eu mencionei mais acima: a tela central de 10,12 polegadas é montada em um suporte articulado tipo esfera, podendo girar em direção ao motorista ou passageiro, e conta com apoio para a mão — uma solução pensada para evitar toques imprecisos em movimento. Parece um iPad — no hardware e no software.

O console central usa vidro especial desenvolvido pela Corning (a mesma que faz os vidros dos iPhone), com acabamento fosco e gráficos gravados a laser. Até a chave tem um efeito “teatral”: ao ser colocada em um dock magnético, muda de cor usando tecnologia de tinta eletrônica, enquanto os sistemas do carro se ativam.

A Ferrari ainda não divulgou preço nem especificações completas, mas já confirmou que o Luce terá mais de 1.000 cv. O modelo é tratado internamente como um projeto de ruptura, não apenas por ser elétrico, mas por tentar criar uma identidade duradoura em um segmento associado à obsolescência rápida. Segundo o presidente John Elkann, a escolha do nome Luce evita a abordagem óbvia de algo como “Elettrica”, porque o objetivo é posicionar o carro como mais do que apenas um Ferrari movido a bateria.

Mais um fantasma dos fliperamas volta à vida

Nos últimos anos, a indústria dos games vem recuperando jogos de corrida que ficaram presos no passado. Daytona USA 2 voltou, versões originais de Ridge Racer também, e até projetos considerados perdidos começaram a reaparecer. Agora, é a vez de mais um “fantasma” dos anos 1990: Rave Racer.

Lançado originalmente em 1995 apenas para arcades, o jogo da Namco foi o único capítulo da família Ridge Racer que nunca recebeu versão para consoles domésticos. Até agora. No próximo dia 26 de fevereiro, o título será relançado pela Hamster dentro da linha Arcade Archives, com versões previstas para Switch, PS5 e Xbox, além de outras plataformas compatíveis.

A ausência de Rave Racer para os consoles sempre foi uma anomalia da franquia. Enquanto o PlayStation recebia Ridge Racer, Ridge Racer Revolution e Rage Racer, a Namco desenvolveu um jogo paralelo para os fliperamas, com gráficos mais avançados, física de condução mais refinada e pistas exclusivas. Houve até um plano de conversão para PC usando placas PowerVR — tecnologia que mais tarde daria origem ao hardware do Dreamcast —, mas o projeto nunca saiu do papel. O resultado foi um clássico que muita gente ouviu falar, mas pouca gente realmente jogou.

Em termos de identidade, Rave Racer segue a linha dos primeiros Ridge Racer, mas com uma personalidade própria. A trilha sonora eletrônica pesada — daí o “rave” do título — é parte essencial da experiência, trazendo aquele exagerado e caótico que marcou a era de ouro dos arcades. Quem torrava fichas nos anos 1990 certamente lembra do caos sonoro-luminoso.

O lançamento de mais um game do passado em formatos atuais diz muito sobre o momento atual, não só dos games, mas da cultura como um todo: enquanto a indústria corre atrás de gráficos cada vez mais realistas, cresce o interesse por experiências diretas, rápidas e descompromissadas — como eram os games que tornaram os games um sucesso comercial.

GM registra patente de aerodinâmica ativa para drift

A General Motors decidiu explorar uma forma diferente da aerodinâmica ativa. Uma forma menos científica e mais… divertida, digamos. Eles registraram um sistema de controle de downforce específico para drifting.

O documento, publicado no fim de janeiro pelo escritório de patentes dos EUA (com pedido original de 2024), descreve um sistema capaz de identificar quando o motorista quer andar de lado propositalmente, e não apenas quando está perdendo o controle.

Pelos desenhos e informações, sensores analisam inputs como ângulo do volante e posição do acelerador — o mesmo tipo de input usado pelos programas de estabilidade. Se o sistema entender que o motorista está iniciando uma manobra de drift, ele ajusta automaticamente o equilíbrio aerodinâmico entre os eixos dianteiro e traseiro para um ponto que favoreça o destracionamento.

O hardware não teria nada além do que os sistemas ativos já usam: asas e spoilers móveis e aletas/difusores ajustáveis por atuadores eletromecânicos. A única diferença é a lógica da programação, que otimizaria a aerodinâmica para manter o carro com pouca tração/aderência. Ainda não há detalhes sobre um possível lançamento — ou mesmo se ele será adotado comercialmente. Mas considerando os usos “entusiastas” da eletrônica nos últimos anos, não seria surpresa se a linha 2027 tivesse esse recurso.

Este McLaren F1 GTR Longtail pode se tornar o F1 mais caro de todos

Sempre que um McLaren F1 aparece à venda, o mercado presta atenção. Já faz mais de 10 anos que eles começaram a escalar em preços e, recentemente, um deles quebrou o recorde de preços chegando a US$ 25.000.000. A questão agora é que o carro a venda é um F1 GTR Longtail, o penúltimo dos 10 produzidos.

O Longtail foi a resposta da McLaren à escalada da guerra dos protótipos GT do fim dos anos 1990. Depois da vitória em Le Mans em 1995, o F1 GTR começou a perder terreno para rivais mais radicais como Porsche 911 GT1 e Mercedes-Benz CLK GTR — que eram, na prática, protótipos fingindo ser supercarros de rua. Para 1997, a McLaren transformou o carro em um “protótipo”, ao menos dinamicamente, com a carroceria mais longa, mais downforce e 135 kg a menos.

O exemplar do leilão é o chassi 27R, penúltimo Longtail produzido e, curiosamente, o primeiro a correr. Estreou no campeonato britânico de GT em Silverstone, onde venceu logo na primeira participação, com Gary Ayles e Chris Goodwin. Depois disso, foi inscrito nas 24 Horas de Le Mans com o Team Lark, no Japão, mas não completou a prova. Seguiu competindo por um curto período antes de entrar definitivamente no circuito de colecionadores.

Ao longo dos anos, o carro passou por diversos proprietários e chegou a ser convertido para uso em rua pela especialista Lanzante. Em 2025, a própria Lanzante realizou uma revisão completa, incluindo tanque, sistema de combustível, proteção térmica do cofre — feita em ouro —, sistema de supressão de incêndio e motor de partida. Hoje, o carro está com a pintura de Le Mans de 1997, embora a decoração original da equipe Parabolica Motorsport ainda exista sob o envelopamento.

A estimativa da RM Sotheby’s é que ele seja vendido por entre US$ 18.000.000 e US$ 21.000.000 — o que deve colocá-lo no top 5 dos carros mais caros leiloados neste ano. Agora, considere que ele é um dos mais raros McLaren F1 e que o modelo está cada vez mais valorizado — e que o mercado destes carros já chegou ao mesmo nível de especulação do mercado de arte, como ativo financeiro. Não seria surpresa vê-lo chegando perto dos US$ 25.000.000 pagos pelo McLaren F1 014 de 1994, vendido no final do ano passado.

Supercarro da Hyundai pode ser um Corvette C8 modificado

Quando a Genesis apresentou o conceito Magma GT no ano passado, todos nós ficamos surpresos com o conceito: em cerca de 15 anos a Hyundai saiu dos Genesis Coupé para uma potência do WRC e agora chega aos supercarros de motor central-traseiro. Melhor ainda: não era apenas um conceito, e sim um protótipo funcional, que entrou rodando no palco e teria um V8 biturbo. Parecia bom demais para ser verdade. E talvez fosse mesmo.

O pessoal da edição americana do Motor1.com trouxe uma investigação que mostra que, na verdade, o Magma GT pode ser um Corvette C8 com outra carroceria. Segundo uma fonte anônima citada pela publicação, há várias semelhanças técnicas difíceis de ignorar. Entre elas, o uso das mesmas medidas de pneus Michelin homologados pela GM (275/30 ZR20 na dianteira e 345/25 ZR21 na traseira), posicionamento semelhante dos radiadores frontais e, principalmente, pontos de fixação do subchassi traseiro.

O túnel central alto — característico do C8 por causa da arquitetura e do espaço reservado para sistemas eletrificados nas versões híbridas — parece estar presente no interior do conceito da Genesis, embora a marca não tenha divulgado imagens detalhadas da cabine. O som do motor também levantou suspeitas: a Genesis afirmou apenas que o Magma GT usa um V8 biturbo, algo que não existe hoje no portfólio da marca. Comparações informais entre o áudio da apresentação e o V8 LT2 do Corvette deixaram tudo ainda mais suspeito.

Procurada, a Genesis respondeu apenas que não tem detalhes a compartilhar sobre plataforma ou trem de força neste momento. A GM, por sua vez, disse de forma direta: “não é algo em que trabalhamos”.

Se for verdade, a situação é delicada — não tanto pelo uso de uma base existente, algo relativamente comum em carros-conceito funcionais, mas pelo contexto. Diferentemente de muitos estudos estáticos feitos apenas para exposição, o Magma GT foi apresentado como um protótipo operacional, sugerindo um nível de desenvolvimento próprio que pode não existir. Estariam eles simplesmente tentando impressionar e depois desenvolver a solução real, ou haveria algo com a GM?