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Zero a 300

O novo Audi RS5 | China proíbe carros “baratos demais” | o novo Singer Cabriolet e mais!

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Você modificaria uma Ferrari Daytona SP3?

Eu não consigo imaginar alguém que olhe para a Ferrari Daytona SP3 e diga: “legal, mas falta alguma coisa…” mesmo sabendo que a Novitec faz isso com toda e qualquer Ferrari moderna. O alvo da vez é a Daytona SP3, que ganhou um “tapa” de potência com um novo sistema de escape e novas rodas Vossen por fora, além de uma série de opções de personalização para a cabine.

Surpreendentemente a Novitec foi contida: além do escape que leva a potência de 840 cv para 868 cv — e, claro, tem uma válvula de bypass para dar um boost no ronco do V12, a carroceria permanece intocada, sem nenhum elemento aerodinâmico em fibra de carbono exposta, ou alargadores de para-lamas ou qualquer coisa exagerada. Nem mesmo as saídas de escape foram alteradas.

A principal modificação, contudo, está escondida entre o carro e o escape: o isolamento térmico que pode ser revestido com ouro 24k (999) para otimizar a dissipação de calor. Os preços não foram divulgados, mas imagine quanto custa um revestimento de ouro 24k por si.

Apesar disso, ainda é incerto o que acontece com o valor da Daytona SP3 quando ela ganha um “kit tuning” como este. Afinal, em 2021, quando foi lançada, ela custava US$ 2.300.000, mas um exemplar comum já está custando entre US$ 3.500.000 e US$ 4.500.000. Será que alguma das 599 unidades de série acabará recebendo esse pacote? Ou ele é mais um “show-off” da preparadora?

Audi divulga teaser do novo RS5 – redes sociais revelam o carro todo

A Audi tentou criar suspense, mas você sabe como são os lançamentos hoje em dia (e nos últimos 10 anos…): sempre tem alguém para “vazar” tudo antes da hora. A nova geração do RS5 apareceu por completo nas redes sociais, revelando o carro todo antes da apresentação oficial.

As fotos confirmam que o sucessor do RS4 será oferecido nas versões sedã e Avant, e mostram a carroceria mais larga, mais baixa e mais volumosa, que fazem do modelo um “mini-RS6”. Na dianteira, o para-choques tem tomadas de ar maiores, enquanto a traseira traz um difusor pronunciado, com uma luz de freio centralizada como nos Fórmula 1, além das tradicionais saídas de escape ovaladas. O sedã ganha o clássico spoiler tipo “lip”, enquanto a perua vai com um “roof spoiler”, mais pronunciado, para orientar a saída do fluxo aerodinâmico sobre o teto.

Um detalhe interessante é que a Audi não só alargou os para-lamas: na traseira as portas também foram redesenhadas para ganhar volume — o que significa que o esportivo tem portas traseiras exclusivas. Por dentro, a fórmula será a mesma dos demais RS: revestimento de Alcantara, seletor de modos de condução no volante, elementos decorativos esportivos, além do conjunto de três telas formado pelo quadro de instrumentos digital de 11,9 polegadas, pelo sistema multimídia de 14,5 polegadas e pelo mostrador auxiliar do passageiro, de 10,9 polegadas.

Sob o capô, a Audi já confirmou que o RS5 será um híbrido plug-in. A configuração mais provável combina o V6 biturbo de 2,9 litros com um sistema elétrico, levando a potência para um patamar bem acima dos 450 cv do último RS5. Suspensão mais rígida e freios maiores completam o pacote para lidar com o ganho de peso e desempenho.

Singer 911 Carrera Cabriolet também terá faróis escamoteáveis

Menos de uma semana depois de falarmos dos reforços que a Singer passou a adotar para as versões abertas de seus 964 modernizados, a preparadora/fabricante agora traz outra novidade para eles: os faróis escamoteáveis, anunciados no final do ano passado.

A base é a mesma receita apresentada em 2025 para o Carrera Coupe. Um Porsche 964 desmontado inteiro, reforçado com fibra de carbono e reconstruído como se fosse um 911 G Series Turbo Look criado no século 21. A diferença aqui é que, em vez de faróis auxiliares fixos, como nos clássicos, ele tem dois faróis de neblina escamoteáveis no capô. Os paineis da carroceria são substítuídos por fibra de carbono e ele ainda recebe um splitter dianteiro. Na traseira, é possível escolher entre um spoiler retrátil ou o clássico Whale Tail.

O motor é o já tradicional seis-cilindros boxer aspirado de 4,0 litros com 420 cv usado nos demais Singer aspirados, capaz de girar até 8.000 rpm e equipado com sistema de arrefecimento líquido para os cabeçotes, além de comando variável de válvulas. A preparação também recebe o pacote padrão da Singer, com amortecedores ajustáveis, modos de condução, freios de carbono cerâmica, “nose-lift”e rodas de 18 polegadas com cubo rápido e pneus Michelin Pilot Sport. Por dentro, a abordagem é a mesma de sempre: aparência clássica de 911, acabamento artesanal e tecnologia escondida.

A produção será limitada a 75 unidades. O preço não foi divulgado, mas isso nunca foi problema para os clientes Singer.

China proíbe venda de carros abaixo do custo

O governo chinês proibiu a venda de carros abaixo do custo real de produção, numa tentativa de impedir que a competição predatória entre fabricantes acabe provocando uma crise em cadeia no setor. A nova regulamentação entrou em vigor em 12 de fevereiro e tem como objetivo conter o dumping.

Nos últimos anos, as fabricantes chinesas de elétricos reduziram preços de forma agressiva, muitas vezes operando no prejuízo para ganhar participação de mercado. A estratégia ajudou a inflar os volumes, mas começou a mostrar efeitos colaterais perigosos.

Em 2025, a China vendeu 34,4 milhões de veículos, o equivalente a um carro por segundo. O país mantém a liderança global há 17 anos. Por trás desse crescimento, porém, a rentabilidade despencou, startups quebraram e fornecedores passaram a enfrentar atrasos extremos de pagamento — em alguns casos superiores a 300 dias. Algumas empresas simplesmente não resistiram e desapareceram, caso da WM Motor e HiPhi, por exemplo. Outras acumularam dívidas bilionárias com fornecedores de componentes e baterias, pressionando toda a cadeia produtiva.

As novas regras atacam exatamente esse ponto. As fabricantes agora são obrigadas a refletir todos os custos no preço final do veículo. Também fica proibido forçar concessionárias a vender abaixo do valor de mercado ou manipular preços de componentes para mascarar perdas. O governo ainda criou uma plataforma digital para monitorar transações em tempo real. Na prática, é uma intervenção para evitar que a competição destrua a própria indústria.

O movimento mostra o tamanho da distorção que se formou e reforça a ideia de que o governo chinês está fazendo uma “seleção natural” das empresas que ele próprio financiou — depois de abalar o mercado internacional.

Lamborghini Revuelto também é “Mansoryzado”

Não, não é um dejavan. O Mansory que vimos há algumas semanas era a Ferrari 12Cilindri. Mas a preparação é muito semelhante, incluindo a combinação de cores da Petronas/AMG. Este é o Carbonado X, um projeto especial feito por um cliente de Dubai, que não estava satisfeito com o visual original de seu Lamborghini Revuelto.

A carroceria original praticamente desapareceu. Quase todos os painéis foram substituídos por peças em fibra de carbono forjada com acabamento fosco, ganhando um novo capô ventilado, splitter dianteiro, tomadas de ar laterais enormes, para-lamas alargados e um conjunto traseiro completamente redesenhado. Atrás, o destaque é o escapamento triplo em formato triangular, acompanhado por uma asa fixa de dar inveja aos Countach dos anos 1980 e um difusor que ocupa toda a parte inferior.

Segundo a Mansory, as alterações melhoram o fluxo de ar e aumentam a carga aerodinâmica sobre o eixo traseiro. Não que esse carro vá ser usado num circuito para baixar tempos…

As rodas de fibra de carbono medem 21 polegadas na dianteira e 22 na traseira. Suspensão e freios permanecem os originais. Por dentro, o excesso continua. O interior combina couro e Alcantara com detalhes em turquesa, iluminação ambiente personalizada e uma quantidade generosa de logotipos Mansory.

O conjunto híbrido também foi modificado: o V12 6.5 aspirado passou de 814 para 917 cv, e o sistema combinado agora entrega 1.104 cv — cerca de 100 cv a mais que o Revuelto padrão. O resultado é 0-100 km/h em 2,3 segundos e velocidade máxima de 355 km/h, uma melhora modesta de dois décimos e 5 km/h sobre o carro original.

O Carbonado X é oficialmente um one-off, mas a Mansory dificilmente recusará pedidos semelhantes. Afinal, não há limites para o dinheiro — especialmente em termos de senso estético.