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Zero a 300

A nova Ford F-150 Raptor, Mercedes-Benz se separa da Daimler, o futuro incerto do Fiat Uno e mais

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco!

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Ford apresenta nova F-150 Raptor

A Ford apresentou, enfim, a linha 2022 da Ford F-150 Raptor, a versão esportiva de sua mais bem sucedida picape, que ganhou uma nova geração no ano passado. A fabricante, pelo visto, quer aumentar o hype em torno da Raptor, e por isso não divulgou muita coisa a respeito de sua mecânica.

Sabemos que ela tem um V6 de 3,5 litros turbinado debaixo do capô, provavelmente derivado do modelo antigo, que tinha 456 cv – a nova geração certamente será mais potente, mas a Ford ainda não deu números. De todo modo, a maior rival da Raptor, a Ram 1500 Rebel, tem um V8 Hemi de 400 cv.

Quem sente falta do motor V8, porém, pode ficar tranquilo: já é dada como certa a chegada da Raptor R, com o mesmo motor supercharged de 5,2 litros usado pelo Shelby GT500. Se tiver os mesmos 770 cv do pony car, a Raptor R tomará de volta o posto de picape mais potente do planeta, atualmente ocupado pela Ram 1500 Rebel TRX com motor Hellcat de 712 cv.

Por outro lado, a Ford mencionou alguns recursos inéditos da nova Raptor, como os quatro ajustes para o escape (Quiet, Normal, Sport e Baja) e os sete modos de condução – Slippery (baixa aderência), Tow/Haul (reboque ou carga), Sport, Normall, Off-Road, Baja e Rock Crawl (para trilhas). Os modos de condução alteram os mapeamentos do acelerador e do câmbio, a geometria da suspensão e o bloqueio dos diferenciais para diferentes situações.

A suspensão, aliás, foi toda refeita na traseira, e agora conta com um eixo multilink com barra Panhard. Os amortecedores são da Fox e a suspensão tem curso de 35,5 cm na dianteira e 38,1 cm na traseira quando a picape é equipada com pneus de 35 polegadas. Com pneus de 37 polegadas, o curso é cerca de 3 cm menor.

Visualmente, a nova Raptor não revoluciona, valendo-se dos mesmos elementos usados no modelo anterior: grade com o nome “FORD” escrito por extenso, para-choques exclusivos, capô com scoop e lanternas traseiras com novos elementos internos, além das molduras nos para-lamas. Por dentro, apenas alguns detalhes em laranja e superfícies revestidas de fibra de carbono diferenciam o ambiente da Raptor – além das mesmas aletas para trocas de marcha que o GT500 utiliza.

 

Mercedes-Benz não será mais Daimler

Você deve saber que a Mercedes-Benz pertence à Daimler, empresa alemã que também é dona de uma das maiores fabricantes de caminhões pesados do planeta – que também usam, entre outras, a marca Mercedes-Benz. Pois isto deve acabar em breve: a fabricante de automóveis e a fabricante de caminhões seguirão caminhos separados. A Mercedes será apenas Mercedes, com seu próprio círculo de marcas (Mercedes-AMG, Mercedes-Maybach e a própria Mercedes-Benz), e a Daimler seguirá como Daimler Trucks.

O registro da Daimler Trucks no mercado de ações de Frankfurt acontecerá ainda em 2021. A empresa diz que vai aproveitar a independência para conseguir mais visibilidade e transparência neste momento importante, e confia em seu modelo de negócios, a que se referiu como “robusto”, para manter-se. Também diz que, no momento, não pretende vender nenhuma de suas marcas individuais.

A Mercedes-Benz, por outro lado, seguirá investindo na eletrificação de seus modelos, e agora poderá ter mais liberdade para definir suas estratégias para o futuro.

A mudança também faz sentido se levarmos em conta o legado da Daimler-Benz – que só era lembrado por quem conhece a história, enquanto não era feita nenhuma associação para os olhos do público em geral.

 

Projeto de Lei quer incentivar empresas a financiar competições de rali

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 5604/20, que propõe descontos Imposto de Renda para empresas que fizerem doações e patrocínios destinados a competições de rali. O PL foi apresentado no ano passado pelo deputado Efraim Filho (DEM-PB)

Caso o PL seja aprovado, as deduções podem chegar a 4% para empresas, e a até 6% para pessoas físicas, . E só serão concedidas a competições que tenham sido aprovadas pela Secretaria Especial do Esporte, que é ligada ao Ministério da Cidadania.

O deputado autor da proposta diz que a ideia é incentivar as competições de rali como forma de obter receita extra, através do turismo, aos municípios brasileiros, e também de ajudar a divulgar a biodiversidade do País ao realizar eventos em todas as regiões do Brasil.

 

Fiat estuda possibilidades para o futuro do Uno

Lançado em 2010, o Fiat Uno de segunda nunca obteve a mesma popularidade que o original – lhe faltava o mesmo carisma, apesar de ser um projeto competente e bem resolvido. Agora, prestes a completar 11 anos, o hatchback que já foi chamado “Novo Uno” tem seu futuro ainda incerto.

A Fiat reconhece que o Uno perdeu muito espaço no mercado, e mesmo a própria fabricante não fez muita questão de mantê-lo atualizado frente aos mais recentes Mobi e Argo. Mas agora, o diretor da Fiat no Brasil, Herlander Zola, abordou as possibilidades para o Uno em uma reunião com a imprensa.

Segundo o executivo, o Uno ainda é um carro importante para a Fiat em volume de vendas – o detalhe é que, assim como o VW Gol, a maior parte se concentra em vendas diretas a locadoras e frotistas, que procuram o carro por sua robustez, sua mecânica conhecida e bom espaço interno. Uma possibilidade é manter as coisas como estão, por enquanto, até que se encontre um substituto para o Uno neste segmento.

Outra possibilidade, porém, é tirar o Uno de linha no Brasil e substituí-lo, deixando apenas Mobi e Argo como hatchbacks compactos

. Isto não significaria, porém, o fim de sua produção. Ao contrário: o Uno é exportado para vários países da América do Sul, incluindo na versão Sporting, que nem existe mais no Brasil.

 

Pete Brock e Ian Callum se juntam para criar Corvette C2 elétrico

Ava Hyperclassic. É este o nome do novo esportivo elétrico que os lendários designers Pete Brock e Ian Callum estão criando neste momento. Mas “novo” não é exatamente a palavra, pois trata-se de uma releitura do Corvette C2, o clássico projetado por Brock nos anos 1960, feita com a assistência de Callum – que foi por muito tempo o designer-chefe da Jaguar e atualmente tem sua própria firma.

A engenharia do projeto ficará por conta da irlandesa Ava, que afirma que o esportivo retrô terá um powertrain elétrico com algo entre 1.000 e 2.000 cv – o que, a esta altura, é a parte menos chocante do anúncio, já que existem dezenas de outros superesportivos elétricos com algo entre 1.000 e 2.000 cv.

E isto é tudo o que se sabe a respeito do Hyperclassic: a Ava não deu uma data de lançamento, não falou quantas unidades pretende fazer e nem mencionou preços, ainda que especule-se algo na casa dos £ 2 milhões.

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