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Car Culture

A Parati Quattro de rali do multiverso – que existe de verdade

Entre 1976 e 1990 nós, brasileiro, fomos absolutamente proibidos de importar automóveis. Foi um golpe de mestre dos milicos, pois foi graças a esse protecionismo que desenvolvemos fabricantes locais que estão por aí até hoje — vide a Puma e a Santa Matilde. É claro que estou sendo irônico. Foi um período sombrio em nossa história, que nos isolou do mundo e derrubou a qualidade de praticamente tudo o que se fazia aqui dentro — sem contar que atrasou demais a adoção de tecnologias eletrônicas que começavam a se tornar o padrão da indústria. E mais: para atender a demanda pelos importados, tínhamos caricaturas destes modelos. Por exemplo: a Lafer fazia uma cópia do MG TC sobre um chassi de Fusca, com motor traseiro e estepe falso. Interessante? Sem dúvida. Mas da experiência do roadster clássico inglês, só havia a estética e o teto conversível. Havia também o Verona disfarçado de BMW M3 — um negócio tão constrangedor quanto um tênis falsificado. Me desculpem os ofendidos