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Car Culture Técnica

A velha arte do câmbio Hewland

Não há nada místico ou artístico em um câmbio Hewland. Ao menos não sob o senso-comum. Uma caixa de câmbio não é nada além de metal trabalhando contra metal. Um punhado de engrenagens de dentes retos e eixos, mergulhado em um fluido viscoso, transmitindo força com a menor perda possível. Agora... se você considerar o que esse punhado de metal proporciona — uma reação direta, seca e honesta — aí sim, podemos começar a discutir sua arte. Não a arte etérea de um óleo-sobre-tela, mas a arte brutalista de uma ferramenta de precisão. Aquela que nasce da beleza da função pura. Nesse caso, o Hewland é sim uma forma de arte. Uma arte perdida, sobrepujada pela tecnologia da automação e das tarefas múltiplas. O Hewland vem de outro tempo, ele é a essência do purpose-built. Ele não tenta ser confortável, não tenta ser silencioso e certamente não tenta ser fácil de usar. Ele existe com um único propósito: conectar o virabrequim à roda da forma mais rápida e robusta possível