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Zero a 300

Acordo com UE pressiona indústria brasileira, Recalls estarão no documento do veículo, facelift e câmbio do Sandero 2020 é revelado e mais!

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Acordo com União Europeia pressiona indústria brasileira

O recém-celebrado acordo entre o Mercosul e a União Europeia para reduzir ou isentar as tarifas de importação entre os dois blocos econômicos (saiba mais aqui) trouxe pressão para a indústria brasileira ser mais competitiva – e a reação do presidente da FCA Argentina, Cristiano Rattazi (foto), deixa claro que isso envolve também o mercado de exportação do Brasil. Ele declarou ao jornal La Nación: “Hoje temos uma invasão de veículos brasileiros. Portanto, é melhor ter uma invasão de carros europeus, que são melhores, têm maior qualidade e podem até ser mais baratos (…) Eu acho que o que está por vir é muito saudável para a Argentina. Pode ser que o acordo com a União Européia não seja tão bom para o Brasil em alguns aspectos, mas para a Argentina é muito saudável”.

Com “não seja tão bom para o Brasil em alguns aspectos”, Rattazi se refere ao fato de o mercado argentino ser a principal via de escoamento de produção para exportação do Brasil – a maior parte dos 630 mil veículos exportados ao longo de 2018 foram para a Argentina. Para o bloco europeu, a título de comparação, nosso País exportou apenas dois mil veículos.

Recentemente, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou um estudo que mostra que o custo de fabricação de automóveis no Brasil é 18% mais caro que o da indústria mexicana, que é uma das maiores exportadoras. O novo presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, declarou em coletiva que “O ‘gap’ (diferença) em relação à União Europeia certamente é muito maior”. Além de buscar reduzir este custo para ser competitivo em um mercado mais aberto, Moraes afirmou que acordos com outros blocos estão a caminho, como Japão, Canadá e Coréia do Sul. (JB)

 

Presidente da Argentina afirma que discute com Brasil acordo de livre comércio com os EUA

Para adicionar ainda mais tempero ao molho, ontem (4), Mauricio Macri, presidente da Argentina, declarou à imprensa local que há uma negociação em curso com o Brasil para um possível acordo de livre comércio com os Estados Unidos: “O ministro de Relações Exteriores me disse que estamos falando com o Brasil para termos um acordo de livre comércio com os Estados Unidos. O mundo se interessa por se relacionar conosco”, afirmou. A declaração dá a entender que tudo ainda está em uma fase bastante preliminar.

É verdade que a maior força do mercado norte-americano está no segmentos das picapes full-size, como a Ford F-150 (foto acima), Chevrolet Silverado e a família RAM – os três veículos mais vendidos nos EUA em 2018 -, que não possuem grande entrada no Brasil. Mas também é um fato que imediatamente abaixo disso, os Estados Unidos possuem um mercado fortíssimo nos SUVs compactos e médios e sedãs médios: Toyota RAV4, Honda CR-V, Toyota Camry e Honda Accord, Honda Civic e Toyota Corolla, Chevrolet Equinox, Ford Escape, Ford Explorer, Jeep Wrangler e Cherokee estão todos entre os 18 veículos mais vendidos nos EUA no ano passado – circunstância que adiciona ainda mais pressão à indústria nacional para buscar competitividade técnica e econômica em âmbito mundial. (JB)

 

Renault divulga imagens oficiais do facelift do Sandero; câmbio CVT “vaza” em legenda

Após o vazamento das fotografias do Sandero RS 2020, a Renault decidiu divulgar ontem as primeiras imagens oficiais da linha 2020 do Sandero comum – projeções computadorizadas, não fotografias. Contudo, algo mais acabou escapando: o nome dos arquivos “cvt-frente” e “cvt-traseira” deixa clara a referência à transmissão esperada para os motores 1.6 de Sandero e Logan nesta nova fase.

 

A transmissão continuamente variável CVT é mais eficaz e mais confortável ao motorista que o câmbio automatizado de embreagem simples Easy-R, oferecida na linha entre 2014 e o começo deste ano – lembrando que desde 2017, ela estava restrita como opção somente â versão Stepway do Sandero.

As imagens mostram que o facelift 2020 dos Sandero não-esportivos será mais abrangente: os faróis, apesar de manterem a silhueta, são novos e possuem assinatura de LED, e toda a área de grade e para-choque é apresenta novo design. A traseira segue lógica parecida: na porção instalada na carroceria, as lanternas apresentam a mesma silhueta, mas agora elas apresentam uma extensão mais estreita na tampa ao estilo da linha Clio e Megane europeias – causando uma pequena quebra de continuidade entre os dois elementos. A tampa também mudou: além de receber as extensões do conjunto ótico, foi eliminada a fechadura e a logomarca da Renault foi deslocada para cima, interagindo com o vinco da linha de cintura. O para-choque traseiro mudou especialmente na porção inferior, contando com um acabamento negro.

Para este modelo 2020, haverá a adoção do sistema ISOFIX para fixação de cadeirinhas infantis e reforços estruturais para melhorar a qualidade de absorção de impactos: no crash test do Latin NCAP, Sandero e Logan apresentam nada menos do que uma estrela. (JB)

 

Recalls pendentes passarão a ser mostrados nos documentos do veículo

Apesar da frequência com a qual as fabricantes de automóveis anunciam recalls de seus carros, apenas 40% dos atendimentos em concessionária são realizados, de acordo com a Anfavea. É um número baixo que representa um potencial risco à segurança, visto que, em diversos casos, os recalls envolvem componentes cruciais para o funcionamento adequado dos automóveis em seus sistemas ativos e passivos.

Para tentar resolver esta questão, o Governo Federal, através do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Ministério da Infraestrutura, publicou duas portarias que definem novas regras para divulgação de recalls, com o objetivo de aumentar a adesão de 40% para 90%.

Segundo as novas regras, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) passará a notificar os proprietários dos recalls por SMS, mensagens nas redes sociais e correspondência impressa, usando informações do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Além disso, recalls pendentes também serão comunicados durante a renovação do licenciamento, com uma notificação no documento do veículo.

Além disso, as fabricantes deverão deixar disponíveis as informações sobre recalls já realizados por no mínimo dez anos, e este prazo poderá ser prorrogado conforme a necessidade. Elas também deverão emitir um comprovante de recall com a identificação do serviço, local, data e horário do atendimento.

As medidas entram em vigor em setembro, 90 dias após a publicação. (DH)

 

Honda Sports EV poderá ter motor central-traseiro

Em linha com a sua nova investida nos carros elétricos, a Honda pode estar preparando um novo modelo – desta vez, um esportivo de motor central-traseiro. O site holandês Auto Week descobriu estas imagens do projeto registradas junto às autoridades das indústrias japonesas, processo similar ao registro feito no INPI no Brasil.

A Honda já havia mostrado um conceito chamado Sports EV em 2017, no Salão de Tóquio. No entanto, aquele carro estava mais para um GT em miniatura, com motor dianteiro, capô longo e traseira curta. Agora, ao que parece, a fabricante quer algo mais arrojado, com proporções de supercarro, que melhor represente a ideia de um carro esportivo elétrico. Algo como um “mini-NSX”.

Embora sejam apenas três imagens e nenhuma informação adicional, podemos esperar que o carro tenha uma distribuição de massas mais equilibrada (levando em conta o propulsor elétrico e as baterias) e, com isto, dinâmica superior – mesmo que ele seja movido pelo motor elétrico de 150 cv do recém revelado hatchback Honda e. (DH)

 

Lister apresenta novo LFT-C, seu F-Type roadster com 666 hp

Embora seja famosa entre a geração anos 90 por causa do Storm, a Lister tem ainda mais tradição com modelos modificados da Jaguar – começando pelo clássico Knobbly da década de 1950. Mais recentemente, a aposta têm sido no Jaguar F-Type, e o mais recente fruto disso é o novo Lister LFT-C. Trata-se de uma versão ainda mais potente do Jag F-Type SVR.

O carro é movido por um V8 de cinco litros com supercharger, assim como o F-Type SVR normal. Contudo, no Lister o motor entrega 670 cv (ou 666 hp, número intencionalmente escolhido pela Lister) – 90 cv a mais que os 580 cv do F-Type SVR original.

Além do motor mais potente, o Lister LFT-C também traz modificações na carroceira, que recebe painéis de fibra de carbono nos para-lamas, capô e tampa do porta-malas, mais uma cobertura plana para o assoalho, feita no mesmo material. Os para-choques, splitter e difusores também são novos e, segundo a Lister, garantem mais eficiência aerodinâmica.

O interior recebeu bancos revestidos em couro amarelo e verde escuro (quase preto, como a carroceria). No console central e painel, a forração verde escuro é contrastada com as costuras amarelas.

A Lister vai produzir apenas 10 exemplares do LFT-C, fazendo dele um carro ainda mais raro do que a versão cupê, que teve 99 unidades produzidas. Cada exemplar vai custar £ 139.000 – o equivalente a cerca de R$ 665.000 em conversão direta. (DH)

 

Aston Martin e Cadillac prometem não acabar com o câmbio manual em seus esportivos

Cada nova geração que chega de um esportivo e especialmente de um superesportivo, traz consigo uma enorme chance do fim da oferta de câmbio manual. É um velho debate sobre experiência versus performance, mas mais do que isso, sobre mercado: as novas transmissões de dupla embreagem e mesmo as automáticas são mais rápidas que qualquer humano e, não bastando isso, os números de vendas não conseguem sustentar o bom e velho stick shift. Mas a experiência e a conexão mecânica que ela permite é incomparável. Se tudo dependesse da Aston Martin e da Cadillac, os três pedais estariam salvos.

Andy Palmer, o chefe executivo da Aston Martin, disse em entrevista ao site australiano Carsales que o fabricante está comprometido a ser o último a fazer esportivos de câmbio manual. O Vantage já foi anunciado com uma nova transmissão manual de sete marchas. Durante a entrevista Palmer declarou que o futuro supercarro Vanquish também trará a opção de cambio manual. Contudo, segundo o executivo, carros mais extremos como o Valhalla virão apenas com câmbio sequencial.

O Vanquish (imagem acima) foi apresentado apenas como conceito até o momento. Será um esportivo de motor central-traseiro feito para competir com o McLaren 720S e a Ferrari F8 Tributo, utilizando uma versão mais mansa do V6 de três litros, biturbo e híbrido do Valhalla. Diferentemente do Mclaren, o Vanquish usará um monocoque de alumínio. Segundo Andy Palmer, essa escolha foi feita para diminuir o tamanho da soleira e manter a praticidade tradicional da marca.

Quanto à Cadillac, o fabricante de luxo americano quer manter o cambio manual em seus sedãs esportivos da linha de performance intermediária V. Com o lançamento dos novos CT4-V e CT5-V (foto abaixo), a Cadillac trouxe a letra para um andar abaixo na cadeia alimentar na marca – os modelos de alta performance agora serão chamados de Blackwing, em alusão ao novo motor V8 da marca. Pensem nos V como os 43 AMG da Mercedes e o Blackwing como os 63 AMG.

O cambio manual estará presente apenas na série V, segundo Mark Reuss, presidente da General Motors. Não foi dito se os modelo Blackwing trarão essa opção. O executivo declarou que a linha V anterior estava intimidando os consumidores com sua potência alta – bem, é também uma forma de se aumentar a receita da empresa, oferecendo uma gama intermediária ao estilo das alemãs.

O CT4-V virá com o novo motor 2.7 turbo de quatro cilindros que produz 324 cv e tem diferencial de deslizamento limitado mecânico, outro item que fará a alegria dos entusiastas junto ao câmbio manual. O CT5-V contará com um V6 de três litros biturbo de 360 cv. A GM ainda não divulgou oficialmente as versões manuais desses carros e não disse se as versões mais comuns do CT4 e CT5 terão cambio manual também. (ER)

 

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