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Mercado e Indústria

Alemanha no comando: Porsche AG irá assumir operação da marca no Brasil

A Porsche está no Brasil desde que o mercado foi reaberto aos importados no começo da década de 1990. Mas como muitos fabricantes que entraram no país naquela época, a marca não veio com uma subsidiária operada pela própria fábrica, e sim trazida por representantes/importadores locais.

Nos primeiros anos os Porsche eram importados e comercializados pela famosa concessionária paulistana Dacon — que já importava os modelos da marca desde os anos 1960, antes mesmo da proibição das importações. Depois, a Dacon fechou as portas e, em 1997, quem assumiu a operação da marca no Brasil foi a Stuttgart Sportcar, atual representante da Porsche no País.

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Agora, depois de 18 anos, a Porsche anunciou que irá assumir as operações no Brasil — e ainda neste ano. A fabricante alemã criou uma subsidiária batizada “Porsche Brasil” com sede em São Paulo. Será a primeira operação da fábrica na América Latina, e a 19ª em todo o mundo. Isso significa que a partir de meados deste ano, a importação de veículos e a estrutura de concessionárias e pós-vendas serão operados pela própria fabricante, sem intermediários terceirizados. O Diretor Executivo da Porsche Brasil será Matthias Brück, ex-presidente da Porsche Latin America, que está há 13 anos na marca.

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A Stuttgart, contudo, não foi jogada para o fundo da oficina. A atual representante será parceira da Porsche no processo de instalação e também na operação da subsidiária. Hoje a Stuttgart Sportcar é proprietária de cinco das sete concessionárias da marca no Brasil — as lojas de São Paulo/SP, Rio de Janeiro/RJ, Porto Alegre/RS e Curitiba/PR. As outras três ficam em Brasília, Ribeirão Preto/SP e São José do Rio Preto/SP, e são operadas pela Eurobike.

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Segundo Bernhard Maier, o diretor executivo de vendas e marketing da Porsche AG, a parceria será importante no estabelecimento da subsidiária devido ao “conhecimento do mercado e à rede de concessionárias existente”, e também à solidez da marca Porsche no Brasil.

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Com a operação da própria fábrica, a marca vislumbra um grande potencial de crescimento no Brasil, e pretende “continuar o desenvolvimento comercial positivo e contribuir com a estratégia mundial da Porsche” — em outras palavras, vender mais carros e reforçar sua presença no país. Também está nos planos um aumento gradual do número de concessionárias.

 

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