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Zero a 300

Boxster e Cayman serão rebatizados como Porsche 718, Brasil e Uruguai fecham acordo automotivo, Salão de SP terá novo endereço e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Porsche Boxster e Cayman serão rebatizados como 718

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No começo do ano passado a imprensa europeia revelou que a Porsche estava trabalhando em um roadster esportivo menor que o Boxster. Ele usaria novos motores flat-4 e ressuscitaria o nome 718, que batizava um roadster de corridas produzido entre 1957 e 1962. Depois, descobriu-se que os motores de quatro cilindros seriam usados no Boxster e no Cayman mesmo, e o projeto de roadster de entrada fora engavetado.

Agora, quase dois anos depois, a Porsche colocou um fim a toda a confusão de boatos: a partir de 2016 os irmãos Cayman e Boxster passarão a se chamar Porsche 718 Cayman e Porsche 718 Boxster. Os novos nomes serão adotados junto com a gama de motores de quatro cilindros — que deverá incluir variações de motores 2.0 e 2, ambos turbo — com potência variando entre 240 e 370 cv.

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Quanto às versões mais radicais do modelo, elas deverão continuar com o flat-6, mas deverão abandonar os nomes Cayman e Boxster. Em vez de se chamar 718 Boxster Spyder e 718 Cayman GT4, é mais provável que elas sejam batizadas apenas como 718 Spyder e 718 GT4.

 

Brasil e Uruguai firmam acordo automotivo

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Nesta última quarta-feira (9) Brasil e Uruguai firmaram um acordo de livre comércio automotivo que prevê a comercialização de veículos e peças sem imposto de importação nem cotas. Os veículos precisarão ter apenas um índice mínimo de nacionalização — os brasileiros precisam ter pelo menos 55% dos componentes fabricados no Mercosul, enquanto os uruguaios precisam ter ao menos 50% dos componentes locais.

Em 2014 21% dos veículos importados pelo Uruguai foram fabricados no Brasil — cerca de 12.000 unidades de 25 modelos. Do Uruguai para o Brasil vêm somente três modelos de marcas chinesas — o Lifan X60, o Geely GC2 e o Geely EC7. Juntos eles venderam pouco mais de 3.000 unidades desde o começo deste ano.

Apesar dos números minúsculos, o governo brasileiro espera que esse acordo abra precedentes para novos acordos com os demais países vizinhos — apesar da existência do Mercosul, não há acordos de livre comércio automotivo entre os países membros.

 

Salão do Automóvel será realizado em novo local a partir de 2016

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dois meses noticiamos aqui no Zero a 300 que o Salão do Automóvel de São Paulo ganharia um novo endereço a partir da edição de 2016. Agora, segundo o pessoal do portal G1, a Anfavea confirmou que a próxima edição do evento já será localizada em novo local, o São Paulo Expo, situado na Zona Sul da capital.

De acordo com o portal, a organizadora do evento confirmou a mudança à Anfavea, embora a administração do São Paulo Expo não tenha confirmado nem desmentido a informação. Já a SPTuris, que administra o Anhembi (onde o Salão é realizado desde 1970), disse que não foi contactada pela organizadora do Salão, a Reed Exhibitions, e que o Salão continuará no Anhembi.

Ainda em setembro, quando noticiamos a mudança pela primeira vez, o motivo da troca é a melhor infra-estrutura — o São Paulo Expo está passando por uma reforma que irá aumentar sua área de 40.000 m² para 90.000 m², superando o espaço do Pavilhão do Anhembi, de 76.000 m². Além do maior espaço, o São Paulo Expo terá climatização, conexão de internet wi-fi e estacionamento coberto com 4.500 vagas.

 

Britânico compra BMW (ab)usada por Jeremy Clarkson em Top Gear mas…

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Como você se sentiria ao assistir Top Gear e descobrir que aquele BMW M3 azul que está sendo usado e abusado por Jeremy Clarkson é o BMW M3 azul que você comprou semi-novo há algumas semanas? Foi exatamente o que aconteceu com um britânico chamado Rob Willis. Ele comprou um BMW M3 da atual geração por 50.000 libras. Na ocasião, a concessionária havia lhe dito que era o carro de test-drive e que havia sido dirigido somente pelo diretor da loja.

Mas ao começar a usar o carro, ele notou um ruído na caixa de direção e um chiado persistente nos freios. Um mês depois, ele estava assistindo a uns episódios de Top Gear com sua noiva quando notou que a placa do M3 que Jeremy Clarkson estava usando no vídeo era a mesma do seu carro.

Ele então voltou à concessionária, que constatou os problemas e cancelou a compra, oferecendo em troca um BMW 330d. A loja concordou que um carro naquele estado não deveria ter sido vendido como foi. Agora fica uma dúvida: será que o carro irá valer menos por estar com defeitos, ou irá valorizar por ter sido usado em Top Gear?

 

Moradores de Maranello não aguentam mais Ferraris acelerando pela cidade

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Morar em Maranello é como morar perto de um aeroporto: você sabe que haverá barulho de motores acelerando durante boa parte do dia. No caso de Maranello, em especial, faz parte de viver em uma cidade de 17.000 habitantes que teve a sorte de sediar uma das fabricantes mais admiradas da história e se tornou um ponto turístico mundial em vez de um vilarejo bucólico. O problema é que eles não esperavam o surgimento de tantas empresas de locação de Ferraris que atualmente enchem as ruas da cidade de turistas dirigindo e acelerando como loucos.

Afinal, imagine como você usaria uma Ferrari nas estradas italianas. Ainda que você não vá andar a 200 km/h, você ao menos levará as marchas até o limite. E é aí que mora o problema. Atualmente há nada menos que 37 supercarros sendo dirigidos por turistas insandecidos em uma cidadezinha que mais parece um bairro de cidade grande e que tem pessoas vivendo normalmente — indo ao trabalho, levando filhos à escola e fazendo compras.

Nos últimos cinco anos a polícia de Maranello emitiu nada menos que 300 multas somente para estes supercarros, e para reduzir os problemas causados pelos turistas eles começaram a limitar os horários para locação e restrição das áreas de atuação. Os proprietários das empresas não gostaram nada das restrições, e falam em uma queda de até 80% da clientela.

Mesmo assim, as autoridades locais mantém a posição firme: “São carros muito potentes e que estão circulando nas mesmas ruas com o trânsito normal. É claro que isso cria um grande problema para quem vive na cidade e quer seu direito ao descanso”, disse o prefeito de Maranello à rede americana CNBC. Ao que tudo indica, estar ao lado de um deus não significa viver no paraíso.

 

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