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Zero a 300

Brasil não está preparado para autônomos, a cara do novo Shelby GT500, Honda dá mais potência ao cortador de grama mais rápido do mundo e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas (ou não) do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Brasil é um dos países menos preparados para carros autônomos

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Finja surpresa: o Brasil é um dos países com menos adequações para a circulação de carros autônomos, segundo um estudo da consultoria KPMG. Nosso País ficou em 17º lugar entre 20 países analisados pelo estudo, à frente apenas de México, Rússia e Índia.

O índice da KPMG avaliou quatro pilares fundamentais para a adoção de carros autônomos: aceitação do consumidor, investimentos e desenvolvimento de tecnologias e inovações tecnológicas, infraestrutura (telecomunicações, distribuição de energia elétrica e outros fatores necessários para dar suporte aos carros autônomos) e legislação. A melhor posição do Brasil foi o 14º no quesito aceitação do consumidor — o que faz sentido se considerarmos que o Brasil tem algumas das cidades mais congestionadas do planeta. Nos outros três quesitos o Brasil ficou com o 18º  lugar em tecnologia, o penúltimo lugar em infraestrutura (pudera: menos de 60% das rodovias brasileiras são pavimentadas e boa parte delas está em mau estado) e um esperado último lugar em legislação, uma vez que o tema nem é discutido por aqui.

Na outra ponta do ranking, como os países mais preparados para os autônomos, estão a Holanda em primeiro lugar, Singapura e EUA em segundo e terceiro, respectivamente. Em comum, os três países têm grande aceitação da tecnologia, densidade de pontos de recarga, boa infraestrutura de telecomunicações, legislação própria e até testes em ruas e estradas.

 

O cortador de grama mais rápido do mundo está de volta com mais potência

Você talvez lembre que em 2014 a Honda quebrou um recorde de velocidade com um cortador de grama com seu “Mean Mower” (algo como Cortador Malvado), que era equipado com um motor V-twin de 996 cm³ da moto VTR Firestorm, com 110 cv e 9,7 kgfm. Com somente 140 kg, não foi difícil levar o cortador de grama aos 187 km/h. Agora, quatro anos mais tarde, a Honda está de volta com a segunda versão do seu Mean Mower, e ela quer um novo recorde.

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O Mean Mower Mk2 continua equipado com um motor de um litro, porém agora cedido pela Honda CBR 1000RR Fireblade, o que significa que a potência subiu de 110 cv para 189 cv. E o peso continua o mesmo, o que significa que ele será ainda mais rápido: a Honda espera que ele atinja ao menos 215 km/h.

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Desta vez quem irá pilotar a máquina é uma pilota, a dublê Jessica Hawkins, que é uma das responsáveis pelas manobras impossíveis de Fast and Furious Live.  A Honda ainda não divulgou a data da tentativa de recorde, mas não se preocupe: eles vão fazer barulho se conseguirem.

 

Ford revela dianteira do Shelby GT500

 

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Bem, “revelar” não é exatamente a palavra ideal, porque trata-se de mais um daqueles teasers escuros que não revelam muita coisa e nos forçam a especular baseados nas informações já apuradas por aí, mas ao menos ajuda a formar a imagem do carro na cabeça — e confirma algumas renderizações, como esta abaixo.

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A única novidade da dianteira, que foi mostrada em partes por um vídeo em janeiro, é a posição da serpente na grade frontal. Ela não ficará mais deslocada para a direita, e sim centralizada como o mustangue das outras versões do Mustang. O motivo não foi discutido pela Ford, mas fica evidente quando você vê o tamanho da grade frontal na renderização acima e fica com aquela sensação de que está faltando algo.

Os detalhes mecânicos continuam secretos, mas sabe-se que ele usará um V8 sobrealimentado de mais de 700 cv. O tipo de indução forçada também permanece em segredo, e embora os GT500 sejam historicamente equipados com compressor de polia, existe a possibilidade de que este seja biturbo. O motor-base será o V8 5.2 de virabrequim plano do GT350, mas não se sabe se ele será somente manual, se terá versão automática ou se será somente automático. Nosso palpite é que ele acabe equipado com o novo automático de 10 marchas como única opção de câmbio por uma questão de facilidade de uso e maior aceitação do público.

 

Novo Audi e-Tron GT será um cupê de quatro portas com plataforma Porsche

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Ontem vimos que a Audi não pretende fazer uma nova geração para o R8, mas diz que esportivos são importantes para a marca. Mais tarde a Audi Sport (que faz o R8) revela a primeira imagem do e-Tron GT, seu próximo esportivo elétrico, previsto para 2020. Parece que temos uma explicação aqui, não?

O novo e-Tron GT será baseado no Porsche Mission E, e será o terceiro modelo elétrico da Audi depois do R8 e-Tron e do e-Tron Quattro, um SUV elétrico que está prestes a ser lançado para encarar o Tesla Model X. Não há nenhum detalhe mais específico sobre o carro, e ele aparentemente não usará o mesmo sistema de motores do Mission E. Segundo os americanos da Road & Track, em vez de um motor por eixo como o Porsche, o e-Tron GT terá três motores; um motor em cada roda traseira e um motor para as rodas dianteiras, o que manterá a tração integral quattro e também permitirá uma melhor distribuição de torque entre os eixos e rodas.

 

Toyota explica porque o GT86 não terá uma versão turbinada

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Você já se deu conta de que o Toyot GT86 está entre nós há seis anos praticamente sem alterações? Nem mesmo a aguardada versão turbo (que poderia dar origem ao BRZ STI) deu as caras até hoje. Há uma boa explicação para isso: a Toyota simplesmente não está disposta a turbinar o carro. Os motivos?

Segundo o engenheiro chefe dos esportivos da marca, Tetsuya Tada, turbinar o GT86 não é apenas uma questão de instalar novas peças, recalibrar a suspensão e lançar o carro. O problema, segundo o engenheiro, é que o carro foi planejado para ser produzido apenas com seu flat-4 2.0 aspirado, e por isso o aumento de potência exigiria uma nova plataforma para que ele ficasse do jeito que a marca gostaria.

“Se fizéssemos uma versão turbo do 86, aumentando a potência, o resultado seria a necessidade de mudar completamente sua configuração básica para chegar a um carro que me deixasse satisfeito. Não se trata de trocas de peças. A distribuição de peso seria severamente afetada se o 86 fosse turbo”, disse. No Subaru WRX, a versão turbo do motor FA20F produz 270 cv, mas os preparadores independentes já têm versões de até 450 cv.

Pensando bem, talvez o problema seja menos o equilíbrio de peso, e mais a versão 2.0 turbo prevista para o Supra.

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