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Zero a 300

C63 AMG receberá V8 de novo | Lucro da Stellantis despenca | “Místico” é supercarro argentino e mais!

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Parem as prensas! Aston Martin dá prejuízo em 2024

Responda rápido: qual é a maior tradição da Aston Martin? Não, não é cupê GT para James Bond; quando o agente secreto entrou num DB5 pela primeira vez, a empresa já tinha mais de 40 anos de idade. Não, não são os supercarros como os Valkyrie e Valhalla também; isso na verdade é recente. Nem mesmo é a maior tradição da empresa os carros esporte de baixa cilindrada de antes da guerra.

Não: a maior tradição da Aston Martin é uma bem mais pragmática. É a de nunca ganhar dinheiro, só gastar! Desde que foi fundada por um milionário (Lionel Martin) que gostava de fazer carros de corrida ele mesmo, a empresa sempre foi uma maneira certeira de queimar uma montanha de dinheiro, até que um novo milionário entediado apareça para comprá-la, investir numa “nova Aston Martin”, e recomeçar o ciclo. De Lionel Martin a Lawrence Stroll, passando por gente famosa como David “DB” Brown, Henry Ford II e Victor Gauntlett, uma imensa fila de milionários se estende até o horizonte, suas fortunas colocadas em risco pela maravilhosa fogueira de grana chamada Aston Martin. Que Deus os ajude a mantê-la acesa.

O que o futuro reserva para a Aston Martin?

Bom, parece que esta tradição não mostra sinais de acabar tão cedo. A Aston Martin divulgou seus resultados financeiros para 2024, e não são nada animadores. O prejuízo foi de £ 289,1 milhões (R$ 2,13 bilhões, com B). E não é assim que é um acontecimento raro: em 2023 perdeu £ 239,8 milhões (R$ 1,8 bilhões). A dívida da Aston hoje é nada menos que £ 1 bilhão, ou aproximadamente 7,4 bilhões de reais. Barrabás!

Oito motivos para amar o Aston Martin V8 Vantage

Muito dessa piora veio também de um declínio global nas vendas. Elas caíram 8,9% em 2024, caindo de 6.620 para 6.030. As vendas na China caíram 16%, levando quase toda a indústria europeia para o buraco ano passado. Mas na Aston só pioraram a situação: já estava queimando dinheiro, como sabemos; só passou a queimar mais dele.

Mas a Aston continua, um exemplo de entusiasmo e paixão pelo automóvel acima até do dinheiro, que muita gente acredita ser o mais importante sempre. São 112 anos apenas gastando dinheiro. E ainda estamos contando!

O CEO Adrian Hallmark disse que a empresa agora mudará seu foco para “execução operacional e entrega de sustentabilidade financeira” após uma série de lançamentos de produtos. A empresa planeja cortar 170 empregos, ou 5% de sua força de trabalho, o que faz parte do plano da Aston de economizar £ 25 milhões (R$ 185 milhões). Como se 25 milhões fizessem alguma diferença; parece ser é a hora de algo que sempre apareceu na hora H para salvar a marca e colocá-la em um novo curso diferente: a hora de um novo mecenas. Quem se habilita? (MAO)

 

Lucros da Stellantis despencam em 2024

Parece incrível que uma empresa como a antiga Chrysler Corporation possa ter caído tanto, em tão pouco tempo. Mas o fim do V8 da marca, e de seus Charger, Challenger e Chrysler 300, sem um substituto de verdade (o Charger elétrico não conta né gente?) bastou para praticamente acabar com a empresa em 2024. Claro: não há mais carros, só jipes e caminhonetes a venda, e as caminhonetes sem V8. E não: o Dodge Hornet também não conta. Chrysler, Dodge, Jeep e Ram registraram declínios e a última marca, importantíssima, caiu em mais de 100.000 unidades. Barrabás.

A crise foi tão aguda que puxou os lucros de toda a Stellantis para baixo, e acabou demitindo o CEO Carlos Tavares. Agora a empresa publicou os resultados oficiais. O lucro líquido da Stellantis caiu 70% no ano passado para € 5,5 bilhões (R$ 33,5 bilhões). As receitas líquidas caíram 17%, enquanto os fluxos de caixa livres industriais foram negativos em € 6 bilhões (R$ 36,5 bilhões).

O novo CEO, que deve ser apontado em breve, tem então um imenso problema para resolver. A saída de Tavares e a mudança de estratégia colocada pelo CEO interino John Elkann (um dos herdeiros da Fiat) já trouxe de volta executivos importantes nos EUA e uma reação imediata de vendas; mas há muito a fazer ainda. Veremos! (MAO)

 

Mercedes-Benz vai devolver V8 ao C63 AMG

Bom, era inevitável né? A Mercedes-Benz realmente achou que o C63 AMG híbrido de 4 cilindros em linha venderia como o antigo V8; não se sabe em que mundo esta ideia apareceu, mas certamente não é o mundo real.

O carro foi lançado e a empresa insistia em que era excelente; mas o novo C63 continuava absolutamente a prova de vendas, um motivo de piada em um mercado onde imagem é tudo.

4 cilindros: a Mercedes achou que tudo bem

Agora, citando fontes anônimas dentro da Mercedes-Benz, a revista britânica Autocar diz que o novo V8 que a AMG confirmou que está desenvolvendo pousará entre os para-lamas alargados do C63 em 2026. Detalhes oficiais sobre o motor não estão disponíveis, mas as fontes da publicação afirmam que ele “se apoiará fortemente” no V8 biturbo de 4,0 litros que impulsionou o C63 de última geração e que ainda é encontrado em vários modelos AMG, incluindo o SL63.

O V8 será completamente atualizado, mas não totalmente novo. Uma das maiores mudanças detalhadas pela Autocar é uma mudança de um virabrequim cruzado a 90° para um virabrequim plano. Essa mudança dará ao V8 uma resposta de aceleração melhorada, mais giro, e som de Ferrari, uma novidade aqui. Também permitirá que os engenheiros usem um cárter menor, tornando o motor mais baixo e compacto, e mais fácil de montar no lugar do quatro em linha. O barulho será diferente do antigo V8 do C63; mais Ferrari-que-grita, menos V8 gigante borbulhante. Mas não estamos reclamando.

A tecnologia híbrida leve de 48 volts manterá a economia de combustível sob controle, além de ajudar a dar mais força ao conjunto.  Números como potência, torque e peso permanecem em segredo, no entanto; O V8 está sendo desenvolvido atualmente, e a AMG não comentou sobre o assunto. Mas na verdade pouco importa: o C63 AMG de 4 cilindros prova que, definitivamente, não é só sobre potência. Né? (MAO)

 

Mxtrem Maverick promete Hot Wheels tamanho adulto

Todo moleque de 8 anos com mentalidade manicaca já imaginou mash-ups automotivos malucos. Um Hummer cruzado com um Gorila, um Ferrari com barbatanas e guelras de tubarão. Um Corvette que parece o “caça a jato do Maverick em Top Gun”. Na maioria das vezes estas vontades são atendidas pela Mattel com seus Hot Wheels; mas agora a cruza de Corvette e F/A-18 será real. Não me pergunte por quê.

A notícia aqui é que uma “empresa europeia” chamada Mxtrem jura que vai construir 12 desses F18 em base de Corvette. O nove do carro? Maverick, claro. Mas a Mxtrem não lista um endereço em seu site, e seu comunicado à imprensa a descreve vagamente como “uma empresa europeia recém-estabelecida com uma equipe qualificada com mais de 20 anos de experiência em projetar e produzir automóveis de fibra de carbono personalizados”. Em que parte da Europa, exatamente? Boa pergunta. Parece tudo bem vago, mas enfim…

O carro parece ser um Corvette C8 em que todas as suas peças externas foram substituídas por outras, em fibra de carbono e com jeito de caça a jato estilizado. O nariz é tão pontudo que certamente fatiará pedestres com grande eficiência. Há duas aletas verticais, assim como um F/A-18. Há até propulsores de jato falsos na parte traseira, mais mísseis falsos e um difusor. O motivo? Vai saber!

O interior é igualmente exagerado. A Mxtrem corta a parte superior e inferior do volante, transformando-o em um manche de caça a jato, obviamente. Há nos bancos alças que imitam o sistema de ejeção dos jatos. Eles também estão planejando trocar um dos porta-copos por uma réplica do joystick, para que o motorista possa fingir disparar mísseis no trânsito da hora do rush. Será que mísseis reais estarão na lista de opcionais? Se sim, quero!

Mas claro que parece apenas um sonho digital colocado adiante como se fosse acontecer de verdade. Será que um dia se tornará real? Se fôssemos apostar… (MAO)

 

Místico, novo supercarro argentino, em testes no Uruguai

O mais excêntrico dos colecionadores de carros argentinos é sem dúvida nenhuma Jorge Gómez.  Fundador da empresa de produtos elétricos Roker, foi o primeiro cliente argentino da Pagani Automobili : ele comprou seu primeiro Zonda 7.3 em 2005. A “amizade” que Gómez cultivou a partir de então com Horacio Pagani permitiu que ele também concordasse em comprar um Zonda F e reservar um dos poucos Utopias que seriam fabricados na Itália. Mas Gomez não dirige apenas Pagani, claro: é dono de Ferrari, Lamborghini e vários outros carros exóticos.

Mas mais maluco mesmo é sua vontade de fazer um carro próprio. É o “Místico”, um supercarro único que está sendo desenhado na Inglaterra, em uma fazenda onde trabalha uma equipe argentina de desenhistas e mecânicos, com a ajuda de outros engenheiros com experiência na F-1, como o designer Sergio Rinland. A ideia é fazer um só carro, para depois avaliar a produção em série, aparentemente.

O carro é baseado no Mercedes-Benz SL600 V12 da série R129. Mantém seu V12 aspirado, mas terá “740 cv a 8.000 rpm, tração traseira e câmbio manual”, segundo Gómez. O Místico está em processo de desenvolvimento e testes há mais de um ano, e agora está de volta a América do Sul: está em testes no Uruguai.

O carro receberá uma nova carroceria quando os testes estiverem prontos; mas já pode-se ver os paralamas alargados para abrigar rodas e pneus maiores, em bitolas mais largas. E o novo coletor de admissão do V12, mais alto que o original.

Será o “Místico” um carro de produção algum dia? Provavelmente será apenas um carro de um milionário entusiasmado. Mas tem mais chance de acontecer que uma cruza de Corvette e caça a jato! (MAO)