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Car Culture Técnica Zero a 300

Como funcionam os freios de carbono cerâmica – e como a Porsche quer torná-los acessíveis

Em 1976 Gordon Murray estava procurando uma forma de tornar os carros da Brabham mais competitivos quando percebeu que, se conseguisse discos de freio mais leves, ele poderia não apenas melhorar o desempenho de frenagem pela dissipação do calor, mas também melhorar a aceleração e a dinâmica do carro em si, uma vez que teria menos massa não suspensa. O problema era como reduzir a massa dos discos de freio. Eles eram pesados por um bom motivo: resistir às altas temperaturas sem deformações e com desgaste baixo o suficiente para resistir ao longo das provas.  O uso de alumínio nos discos de freio já havia sido experimentado desde os anos 1950 e até funcionava em carros mais mundanos, mas com ponto de fusão aos 660º graus, os discos de alumínio simplesmente derreteriam ao longo de uma corrida de F1. A solução, como tantas outras na história do automóvel, estava nas máquinas voadoras: em 1969 o Concorde se tornou o primeiro avião com