Abra o capô, e você verá um motor grande, de dez litros de deslocamento, com comando no cabeçote, quatro válvulas por cilindro e quatro velas por cilindro, projetado e fabricado há mais ou menos... 110 anos. Você vai ter que abrir quatro torneiras que ficam perto da câmara de combustão, despejar umas gotas de gasolina em cada uma delas (uma para cada cilindro), estabelecer contato entre o sistema elétrico do carro e as velas de ignição, acionar a bomba pneumática de combustível, dar um tempo a ela e, então, empurrar o carro por uns 10 metros. Só então poderá conduzir (ou dirigir, ou pilotar) um dos carros de corrida mais incríveis de todos os tempos: o Fiat S61.
Admiro bastante os carros pequenos da Fiat, com suas espertas soluções de engenharia, leves e ágeis, mesmo com motores pequenos e, bem, fracos. Mas o quatro-cilindros do S61 desloca 2,5 litros por cilindro – mais que todos os cinco cilindros do motor de 2,4