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HSV GTSR W1: o último muscle car australiano é um super sedã com o motor supercharged do Corvette ZR-1


Somos fãs dos super sedãs australianos, que são verdadeiros muscle cars de quatro portas: motor V8, tração traseira, câmbio manual e espaço de sobra para passageiros e bagagem. E eles são bem longevos, também – a atual geração do Holden Commodore, por exemplo, foi lançada em 2006 e sobreviveu até hoje à base de reestilizações e versões especiais. Porque não se mexe em time que está ganhando, não é mesmo?

Acontece que a atual geração do Commodore também será a última, o que significa o fim dos “muscle cars” australianos. Tanto a Holden quanto a Ford australiana (e suas respectivas divisões de alto desempenho, HSV e FPV) deixarão de produzir veículos no fim de 2017, encerrando uma era.

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Mas os caras da HSV não vão deixar que o fim seja algo deprimente e sem graça. Eles querem encerrar a vida do Commodore em grande estilo e, por isso, o último de todos os Commodore será um muscle car de quatro portas com visual agressivo e sangue nos olhos: o HSV GTSR W1, que terá o V8 LS9 supercharged de mais de 600 cv que equipa o Corvette ZR1 debaixo do capô e uma caixa manual de seis marchas (a onipresente Tremec TR-6060, com escalonamento exclusivo) como única opção de câmbio. Nem dá para ficar triste desse jeito!

Mais precisamente, são 644 cv (um pouco menos que os quase 660 cv do ZR-1) a 6.500 rpm acompanhados de 83,1 mkgf de torque a partir das 3.900 rpm. Para acompanhar a força extra do motor, a embreagem precisou ser substituída e outros upgrades foram realizados: o supercharger com dois rotores (que desloca 2,3 litros de ar a cada rotação) é acompanhado de um intercooler ar-água, caixa de ar de fibra de carbono e coletores de aço inoxidável revestidos com cerâmica.

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De acordo com a HSV, o motor é todo montado manualmente e ainda tem bielas e válvulas de admissão de titânio e sistema de lubrificação de cárter seco, como nos supercarros e carros de corrida. O sistema de escape, por sua vez, traz uma válvula bypass que, quando aberta, desvia o fluxo do abafador para tornar o ronco do carro ainda mais selvagem.

A suspensão do W1 (McPherson na dianteira e multilink na traseira) tem molas mais firmes do que a de qualquer outro carro da família (2,2 vezes mais rígidas na dianteira e duas vezes mais rígidas na traseira), e amortecedores SupaShock que abrem mão do sistema magnetorreológico mas prometem perdas friccionais menores do que em qualquer outro amortecedor disponível no mercado. A HSV afirma que a suspensão do W1 está no limite do conforto para as ruas – mais firme do que isto, só em carros de competição.

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Parece que eles não estão mesmo para brincadeiras. Os freios são da AP Racing, e usam discos perfurados de 410 mm (!!) na dianteira, mordidos por pinças de seis pistões. Os freios são abrigados por rodas SV Panorama forjadas, de 20×9” na dianteira e 20×10” na traseira, com raios abaulados para reduzir peso. Os pneus são um jogo de Pirelli P Zero Trofeo R, de medidas 265/35 na dianteira e 295/30 na traseira.

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O interior do carro traz bancos revestidos em Alcantara com o “W1” bordado nos encostos de cabeça dianteiros – emblema que aparece também nas saias laterais e na chave. Também tem mostradores e console central exclusivos e um botão para selecionar o modo de direção – no mais radical, os sistemas eletrônicos de controle de estabilidade, tração e largada, além da vetorização de torque, são ajustados para ficarem menos intrusivos e mais precisos.

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Do lado de fora as intenções do GTSR W1 ficam bem claras: além do laranja das fotos de divulgação, que se chama “Light My Fire Orange”, há o verde “Spitfire Green”, o cinza “Son of a Gun Grey”, o preto “Phantom Black” e o vermelho “Sting Red”. O conjunto de para-choques, saias laterais e asa traseira passa longe de ser discreto, e a postura do carro fica ainda mais agressiva porque a suspensão é 5 mm mais baixa que a dos outros HSV.

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Os números não mentem: são 4,2 segundos para chegar aos 100 km/h e quarto-de-milha cumprido em 12,1 segundos – fazendo do W1 o carro produzido em série mais veloz da história da indústria automotiva australiana. Chega a ser poético.

Aliás, um estudo realizado em 2010 pelo site Drive.com.au constatou que, de todos os carros que são apreendidos na Austrália por dirigir de forma, digamos… empolgada, 46% são da Holden. Se depender do W1 GTSR, isto não vai mudar tão cedo.

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