Com as vendas de carros registrando quedas mensais consecutivas e quase 9% em relação ao ano passado, governo e fabricantes estão fazendo tudo (ou quase tudo, já que impostos e preços continuam altos) para estimular os clientes a voltarem às concessionárias. A queda se deve a uma série de fatores, dentre os quais estão o endividamento familiar, a restrição de crédito por parte dos bancos e à inflação.
A primeira medida mirou a restrição de crédito: no fim do primeiro semestre o governo liberou a injeção de R$ 5 bilhões dos depósitos compulsórios (feitos pelos próprios bancos como garantia) como forma de aumentar o crédito para financiamentos no mercado. A julgar pelos índices de vendas em queda, a medida não ajudou muito.
Pouco tempo depois o governo estudou uma mudança no Código Civil para facilitar a recuperação de carros financiados em inadimplência, o que poderia estimular o aumento de crédito e até a redução de taxas de juros. Agora, menos de três meses depois,