Aston Martin não será mais o safety car da F1

A Aston Martin encerrou oficialmente sua parceria como fornecedora dos safety cars da Fórmula 1. Com o fim do contrato, a Mercedes-AMG voltará a ser a única marca responsável pelo Safety Car e pelo carro médico a partir desta temporada de 2026, encerrando o sistema de rodízio entre as duas fabricantes desde 2021.
A trajetória da Aston como safety car foi marcada por “desafios” e críticas públicas de pilotos — a mais notória delas vinda de Max Verstappen no GP da Austrália de 2022. Na ocasião, o piloto apelidou o modelo de “tartaruga verde”, reclamando que o carro era lento demais para que os monopostos mantivessem os pneus aquecidos. Tecnicamente, a crítica tinha fundamento: o Aston Martin Vantage original utilizado em 2021 era cerca de 45 kg mais pesado e tinha um déficit de aproximadamente 200 cv em relação ao Mercedes-AMG GT Black Series.

Para tentar sanar as críticas, a Aston Martin introduziu evoluções no safety car, passando a usar o Vantage S estreada no último GP da Holanda. O modelo final tinha o motor V8 biturbo 4.0 calibrado para 670 cv, além de um pacote aerodinâmico revisado com um novo spoiler traseiro e melhorias no chassi para torná-lo o mais rápido possível. Apesar da evolução, a marca emitiu um comunicado afirmando que o acordo simplesmente “concluiu-se ao final de 2025”, destacando que a experiência foi benéfica para amplificar o retorno da marca à categoria.
A partir de 2026, a Mercedes-AMG assume o controle total com o GT Black Series de 730 cv como Safety Car e o GT 63 S+ como carro médico. A estreia oficial dos Mercedes para este ano será nos testes de pré-temporada em Barcelona, marcados para o período entre 26 e 31 de janeiro.
Lotus voltará ao Brasil

Depois de anos vivendo apenas no imaginário dos entusiastas e em importações independentes bissextas, a Lotus finalmente terá uma representação oficial no Brasil. Sob o comando da Geely — que já tem a Volvo e a Zeekr por aqui — a marca deve desembarcar entre o final deste ano e o início de 2027 com a difícil missão de convencer o público que um Lotus pode ter mais de 2 toneladas.
O carro que realmente importa nessa incursão futura é o Emira — o sucessor do Evora e o último suspiro dos motores de combustão interna na Lotus. Ele mantém a receita de motor central-traseiro e a dinâmica afiada, seja com o 2.0 turbo da Mercedes-AMG (400 cv) ou com o Toyota V6 3.5 supercharged (também com 400 cv). O trunfo aqui é a opção de câmbio manual no V6. Com 1.400 kg, ele é “pesado” para os padrões de Colin Chapman, mas um peso-pena perto dos seus novos irmãos de garagem, os elétricos Eletre e Emeya.

O Eletre é um SUV de 5,10 m que mira diretamente no Lamborghini Urus e no Porsche Cayenne, mas com 905 cv e mais de 100 kgfm de torque nas versões de topo. Já o Emeya briga com o Taycan — e deve gerar cacofonias divertidas como “a Lotus vendeu dez Emeya”. Ambos usam a plataforma de 800V da Geely, entregam acelerações de zero a 100 km/h em menos de 3 segundos.

Ironicamente, com a atual onda dos elétricos no Brasil, é muito provável que a Lotus seja relativamente bem-sucedida nesta empreitada. Especialmente com o ganho de escala da plataforma chinesa da Geely, que pode tornar os carros bastante competitivos. Não é algo que venderá milhares de unidades, mas tem potencial para emplacar umas poucas centenas — o que já é mais do que qualquer Lotus oferecido aqui até hoje.
Fiat Panda chega em julho e se chamará Argo

Quem achava que a gente finalmente teria o Fiat Panda no Brasil, achou errado. A Fiat decidiu usar o nome mais sem graça de sua história em um carro cheio de personalidade no design atual e em seu histórico. A confirmação veio do CEO da Fiat, Olivier François em entrevista ao site Auto Infos.
O lançamento do carro deve acontecer no próximo mês de julho, como parte das comemorações de 50 anos da Fiat no Brasil, segundo o pessoal do Autos Segredos, que costuma ser bem informado sobre os segredos da Fiat — e já cravava que o Panda se chamaria Argo desde 2022.
O Panda brasileiro será argo diferente do modelo europeu, que tem texturas e cores vibrantes. Ele terá visual mais conservador e adaptado ao gosto local — o que é uma forma de justificar a simplificação para reduzir o custo de produção. Como ele não se chamará Panda, as portas não terão os vincos em baixo relevo formando o nome do carro. Até por que “ARGO” não tem o charme de PANDA, afinal…

A silhueta quadrada com um toque retrô, inspirados no Panda original de 1980 continuarão por aqui — o que só reforça a péssima ideia que é manter o nome Argo, que não tem conexão alguma com o público. Se ele é uma “botinha ortopédica”, por que não chamá-lo de Uno, que fala muito mais ao consumidor brasileiro e mantém a proposta original do carro?
O modelo utilizará a plataforma Smart Car (uma evolução da CMP do Citroën C3), o que significa que ele será maior que o Argo atual — serão 3,99 m de comprimento e 2,54 m de entre-eixos, e 412 litros de volume de carga. Sim, ele só parece pequeno nas fotos, na prática, ele terá o porte do antigo Tipo.
Sob o capô as versões de entrada continuarão com o motor 1.0 Firefly aspirado (75 cv) e câmbio manual. A grande novidade fica para as versões topo de linha, que, segundo apuração do pessoal do Autos Segredos, estrearão o conjunto 1.0 Turbo Flex 200 Hybrid (MHEV). Trata-se de um sistema híbrido leve de 12V, similar ao oferecido no Pulse e no Fastback, acoplado ao câmbio CVT de sete marchas simuladas.
A parte mais bizarra do nome Argo para o Panda é que o Argo atual não sairá de linha imediatamente. Ele continuará produzido na versão Urban, focada em vendas diretas — a mesma estratégia que Fiat, GM e Volkswagen adotaram no passado com a mudança de geração de carros como o Uno, o Palio, o Corsa e o Gol.
E como já vimos por aqui, no Zero a 300, além do hatch, o Argopanda dará origem a uma família completa com um novo Fastback baseado no Basalt e uma nova Strada.
Dakota começa a ser vendida nesta quarta-feira (21)

A Ram anunciou que começará as vendas da Dakota nesta próxima quarta-feira, 21 de janeiro — também conhecido como “amanhã”. O modelo, que agora é derivado da Fiat Titano, será oferecida na modalidade de pré-venda, nas versões Laramie e Warlock, ambas equipadas com o motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm de torque, acoplado a um câmbio automático de oito marchas e tração 4×4 com reduzida.

O preço deve começar na casa dos R$ 290.000 para a versão Warlock, posicionando-a estrategicamente entre a Rampage R/T e a Titano Ranch. As entregas começam em março.
Para se distanciar da Fiat Titano, a Dakota tem frente exclusiva com grade cromada na Laramie, capô com mola a gás — item que a Titano não tem — e freios a disco nas quatro rodas. Por dentro, o salto é nítido: painel com quadro digital integrado à multimídia, revestimentos macios ao toque, couro legítimo perfurado e uma lista de ADAS completa, incluindo piloto automático adaptativo e frenagem autônoma.

A Dakota mira o público que quer a robustez de uma picape média clássica (capacidade de carga de 1.020 kg e reboque de 3.500 kg), com o visual clássico das picapes Ram. Além das cores tradicionais, a versão Laramie estreia o tom Terra Sunrise, enquanto a Warlock aposta no Vermelho Fury para reforçar a pegada mais “agressiva” da configuração. Futuramente, a linha deve ser expandida com a versão de entrada Big Horn e a luxuosa Laramie Night Edition.
Volkswagen Taos 2026 chega na quinta-feira a partir de R$ 200.000

Confirmado desde o ano passado, o Volkswagen Taos finalmente chega às lojas brasileiras nesta semana. O carro começa a ser vendido a partir da quinta-feira, 22, em duas versões que miram o Jeep Compass e o Toyota Corolla Cross.

Visualmente, o Taos 2026 seguiu a nova identidade visual global da Volkswagen, com faróis full LED mais estreitos e uma grade frontal que faz o carro parecer mais “arredondado” na dianteira — algo que me parece feito para agradar o público chinês, considerando que muitos carros chineses também têm esse visual. Na traseira, a Volkswagen finalmente adotou as lanternas interligadas por uma barra funcional iluminada, incluindo o logotipo traseiro iluminado, um detalhe que virou assinatura nos novos modelos elétricos da família ID e que agora chega ao SUV a combustão — e que serve para aumentar o custo de reparo em caso de pequenas colisões. Lembra daquele papo do “carro descartável”?

Por dentro, o acabamento ficou mais refinado, pegando emprestados elementos do novo Jetta para tentar afastar as críticas sobre o excesso de plásticos rígidos do modelo anterior. A central VW Play de 10,1 polegadas continua lá, mas o painel recebeu novos materiais e apliques metálicos. Sob o capô, no entanto, não houve surpresas: a Volkswagen manteve o onipresente motor 1.4 TSI (250 TSI) de 150 cv e 25,5 kgfm com o câmbio automático de oito marchas já oferecido desde o início de 2025.

A versão de entrada é a Comfortline de R$ 199.990, que entrega, seis airbags, cruise control adaptativo (ACC), quadro de instrumentos digital de 10,1 polegadas, ar-condicionado digital de duas zonas com saídas traseiras, banco do motorista com ajustes elétricos, carregador de celular por indução, rodas de 18 polegadas e DRL integrado.
Depois está a Highline, de R$ 209.990, que acrescenta apenas assistências semi-autônomas, teto solar panorâmico e sistema de áudio premium, além das rodas de liga leve de 19 polegadas.


