Este é “novo” Veyron que a Bugatti estava preparando

Quando soubemos da notícia de que a Bugatti iria “refazer” o Veyron, não esperávamos algo tão literal quanto este modelo especial do “Programme Solitaire”, o programa de coachbuilding moderno da marca. À primeira vista, sem muita atenção aos detalhes, o carro é realmente a “cara” de um Veyron original. Seu nome oficial é FKP Hommage. A sigla refere ao nome do responsável pelo renascimento da Bugatti, há quase 30 anos, o Ferdinand Karl Piëch.

Quando você para e repara melhor no carro (e lembra que o Veyron tinha silhueta de sabonete) é que os elementos do Chiron começam a saltar aos olhos. Como vimos na ocasião do lançamento dos teasers, ele é baseado no Chiron Super Sport, o que significa que a metade traseira do carro tem a configuração de 1.600 cv do motor 8.0 W16.

Além da adaptação dos elementos de design do Veyron, este FKP Hommage também replica o esquema vermelho-e-preto do primeiro Veyron produzido em série, mas aqui com um acabamento mais especial: o vermelho tem como base uma pintura prateada coberta por um verniz vermelho para ganhar profundidade, enquanto as partes pretas são a fibra de carbono coberta com um verniz escurecido.

Por dentro, evidentemente não seria possível trazer os elementos do Veyron, afinal, trata-se de uma nova arquitetura elétrica/eletrônica, então o Programme Solitaire se concentra nos detalhes, como o volante circular, sem a base achatada do Chiron, o console central de alumínio usinado, mais largo que o do Chiron para remeter ao original do Veyron (embora ainda com o arranjo de controles do Chiron), e o relógio no topo do painel — aqui uma versão do Royal Oak Tourbillon da Audemars Piguet, de 41 mm, em um suporte rotativo para dar corda ao movimento automaticamente.

O carro agora será exibido no Retromobile Paris antes de ser finalizado e entregue ao proprietário, que já tem um Veyron original na mesma configuração de cores.
Este é o novo Volvo EX60

A Volvo revelou nesta última quarta-feira (21), em Estocolmo, seu mais novo SUV elétrico: o EX60. Ele estreia a plataforma SPA3, com arquitetura de 800V, e um novo sistema construtivo chamado “megacasting”, que usa componentes grandes com fundição única.

O EX60 será posicionado entre os atuais EX30 e EX90 — a lógica numérica da Volvo é a mesma de sempre: quanto maior o número, maior o carro. Se tem X, é SUV ou crossover, se tem S é sedã, se tem o E na frente, é elétrico.
Serão três níveis de desempenho: o P6, de entrada, com motor traseiro de 368 cv, tração traseira e bateria de 80kWh. Acima dele está o P10, com 524 cv, tração integral e bateria de 91 kWh. No topo, fica a P12, com um conjunto de 670 cv e 112 kWh de capacidade da bateria — o que faz dele, ao lado do ES90, o Volvo mais potente da história, além de ser o mais rápido na aceleração, também: 3,8 segundos de zero a 100 km/h. Todas as versões são limitadas eletronicamente a 180 km/h — embora, na prática, ele passe um pouco disso. Não me pergunte como eu sei disso.

Na versão P12, que tem a maior bateria, a autonomia máxima é estimada em 640 km no ciclo EPA americano. Como o sistema elétrico é de 800V, a potência de recarga DC chega a 400 kW nas versões superiores. Só será preciso encontrar um carregador que ofereça isso efetivamente — a maioria opera com menos potência devido à infra-estrutura e às perdas inerentes ao sistema.

Visualmente, o EX60 mantém o estilo minimalista dos irmãos EX — por dentro e por fora (o que lhe rende um coeficiente aerodinâmico 0,26). O interior, especialmente, tem uma filosofia de design que me agradou muito no EX30 e no EX90, apesar de concentrar todas as funções do carro nas telas de instrumentos e de controles/multimídia. Ao menos aqui ele tem um assistente de voz integrado a uma inteligência artificial bem evoluída — o Google Gemini.

Por último, ele terá ainda a versão Cross Country (o termo que deu origem à sigla XC da Volvo; o “X” pode ser lido como “cross” em inglês), com molduras plásticas e suspensão 40 mm mais alta que a do modelo padrão. Diferentemente do EX30, feito na China e Bélgica, e do EX90, feito nos EUA, este EX60 será genuinamente sueco, produzido na fábrica de Torslanda. O modelo chegará às lojas europeias ainda neste semestre, com preço estimado em US$ 60.000. Por aqui, espere algo na faixa dos R$ 500.000 a R$ 600.000.
Este é o carro da Haas para 2026 – com motor Ferrari e patrocínio Toyota Gazoo Racing

A Haas apresentou no início da semana suas cores para a temporada de 2026 da Fórmula 1. O novo carro, batizado de VF-26, ostenta uma pintura com mais branco e menos preto que o antecessor, mas o detalhe mais importante é o destaque dado à Toyota Gazoo Racing. Sim: Toyota Gazoo Racing em um carro com motor, transmissão e suspensão Ferrari.

A parceria técnica com os japoneses é a principal mudança estratégica da Haas — além da expansão da estrutura interna, que agora tem um simulador próprio na sede no Reino Unido —, que, segundo o chefe da equipe Ayao Komatsu, está crescendo de forma agressiva para deixar de ser apenas um figurante. O fornecimento da Ferrari permite à Haas concentrar seus recursos, um tanto limitados, na aerodinâmica e na integração do novo motor (ou Unidade de Potência…).

Isso, porque, segundo o diretor técnico Andrea de Zordo, o grande desafio de 2026, ao menos inicialmente, não será apenas a downforce, mas principalmente o gerenciamento de energia. Com o novo botão de “boost” à disposição dos pilotos, a estratégia de entrega de potência pode causar grandes disparidades de desempenho e confiabilidade nas primeiras corridas.
A dupla de pilotos permanece formada por Esteban Ocon e Oliver Bearman, e o shakedown do carro acontece entre 26 e 30 de janeiro em Barcelona.
E este é o carro da Mercedes

A Mercedes-AMG Petronas divulgou na quarta-feira (21) as primeiras imagens do W17 sem grandes cerimônias. O design que mantém a identidade visual em prata e preto, com os tradicionais detalhes em azul turquesa da Petronas.

A principal novidade no carro, além de toda a técnica que já vimos (e que será a mesma novidade para todo o grid), é a Microsoft estampando a caixa de ar e as bordas da asa dianteira como parceira técnica e patrocinadora da equipe. Segundo Toto Wolff, o foco do W17 é a inovação absoluta para retomar o topo, após um 2025 em que a equipe garantiu o vice-campeonato de construtores, mas ainda distante da performance dominante da McLaren.

A dupla de pilotos para 2026 permanece inalterada, com George Russell e o jovem Kimi Antonelli. O carro também estreia no primeiro teste de pré-temporada em Barcelona, agendado para 26 de janeiro.
Toyota vai mesmo fazer um esportivo de motor central

Depois da gracinha feita com a mini-picape Daihatsu, a Toyota confirmou que vai mesmo ter um esportivo de motor central-traseiro. A espera, contudo, será longa: o projeto ainda está na primeira das quatro etapas de engenharia previstas — um processo que normalmente leva entre quatro e cinco anos até a linha de produção. Com isso, não espere vê-lo antes de 2030.
A base deste novo projeto é o 2.0 turbo que está em desenvolvimento para substituir o atual 2.4 turbo da marca. Segundo o presidente da Gazoo Racing, Tomoya Takahashi, o motor foi projetado para cumprir normas de emissões rigorosas, como a Euro 7, sem a necessidade imediata de eletrificação, embora a arquitetura permita a hibridização. Neste novo MR2, é possível que ele seja híbrido com tração integral.
A decisão de seguir com o projeto do “novo MR2” partiu do próprio presidente da Toyota, Akio Toyoda, que mantém seu foco em motores de combustão interna e em veículos com “personalidade”. Toyoda afirmou recentemente que a configuração de motor central é necessária para “dominar o próximo estágio” dos esportivos — o que explica o Yaris de motor central apresentado recentemente como conceito. Embora o formato final da carroceria não tenha sido revelado, a Toyota confirmou que já realiza testes de pista com protótipos do novo conjunto mecânico.


