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Zero a 300

O novo Mercedes Classe E Coupé, Amazon Video estreia no Brasil, a primeira polêmica de “The Grand Tour” e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Amazon Video finalmente estreia no Brasil – junto com The Grand Tour

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Ontem, aqui mesmo no Zero a 300 falamos sobre os downloads ilegais de The Grand Tour e perguntamos quando a Amazon iria lançar o Amazon Video no país. Pois a resposta chegou nesta manhã: o Amazon Video está disponível no Brasil a partir desta quarta-feira (14), por apenas US$ 2,99.

O preço promocional, que equivale a cerca de R$ 12 pela cotação dos cartões de créditos e somando taxas e impostos, é válido por seis meses. O principal destaque é, claro, The Grand Tour, que traz Jeremy Clarkson, Richard Hammond e James May pela primeira vez ao Brasil de forma oficial, com legendas de qualidade e até mesmo uma estranha dublagem em português.

Além de The Grand Tour, o Amazon Prime Video também tem em catálogo os cinco primeiros filmes de “Velozes e Furiosos”; o documentário sobre a MotoGP “Faster” e o clássico “American Graffiti”. Se você topou com outro filme com temática “flatouter” no Amazon Prime Video, deixe sua sugestão nos comentários.

 

Mercedes-Benz lança novo Classe E Coupé

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Se você quer um cupê Mercedes, mas o Classe C Coupé é pequeno demais para suas necessidades e o Classe S Coupé é grande demais para sua garagem, seus problemas acabam de ganhar uma solução: o novo Classe E Coupé, que foi lançado oficialmente na noite desta última terça-feira (13).

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O cupê da Classe E ficou maior e mais elegante que seu antecessor — que, curiosamente, era baseado na plataforma do Classe C como o antigo CLK — e se diferencia do sedã com uma queda mais acentuada na parte de trás do teto, uma traseira mais truncada e lanternas próprias. Por outro lado, ele também parece uma cópia reduzida do S Coupé ou aumentada do C Coupé. Não que isso seja inédito na Mercedes (basta lembrar dos modelos dos anos 1950 aos anos 1990), mas a linha ficava mais interessante com estilos diferentes para cada Classe.

No lado de dentro, contudo, a identidade é própria do Classe E: duas telas de 12,3 polegadas para o quadro de instrumentos e sistema multimídia/informativo na versão de topo, saídas de ar circulares (diferentes do sedã e da perua), bancos individuais na traseira e bancos dianteiros próprios do cupê.

Com 4.82 m de comprimento, 1,86 m de largura e 1,43 m de altura, o novo Classe E Coupé é 12,3 cm mais longo, 7,4 cm mais largo e 3,2 cm mais alto que o antecessor. O entre-eixos de 2,87 m é 11,3 cm maior, o que resulta em mais espaço para os passageiros do banco de trás – um ponto fraco da geração anterior e das duas gerações do CLK.

Como já havíamos publicado no Zero a 300 de segunda-feira, o novo Classe E Coupé terá, inicialmente, quatro modelos: o E220d, com um 2.0 turbodiesel de 194 cv; o E200 e o E300, ambos equipados com um 2.0 turbo de 184 cv e 245 cv, respectivamente, e o E400 4Matic, equipado com um V6 3.0 biturbo de 333 cv. Todos os modelos são equipados com o câmbio 9G-Tronic de nove marchas.

 

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Além dos quatro modelos iniciais, a Mercedes ainda irá deverá lançar o AMG E50, que poderá ser o primeiro AMG com o novo motor seis-em-linha da marca, e o E63 AMG equipado com o V8 4.0 biturbo de 571 cv, que seria o primeiro E Coupé da AMG em 20 anos.

O novo Classe E Coupé será apresentado oficialmente ao público no Salão de Detroit, em janeiro, e será vendido no primeiro trimestre de 2017.

 

A primeira polêmica de The Grand Tour

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Se você achava que o trio de The Grand Tour voltaria mais comportado após o turbulento ano de 2015, recheado de polêmicas que culminaram na demissão de Jeremy Clarkson e na saída de Richard Hammond e James May, bem, talvez você não conheça muito bem os três apresentadores.

Em seu quarto episódio, exibido na última sexta-feira (9), Jeremy Clarkson e James May esconderam Richard Hammond atrás do para-choque traseiro de um Audi TT e pediram que o público tentasse encontrar o apresentador. Ao revelar o esconderijo de Hammond, Clarkson (e quem mais?) disse: “Quando os imigrantes tentam entrar no país, eles sempre se metem no baú de um caminhão, e esse é o pior esconderijo do mundo. Se você trabalha na Fiscalização de Fronteiras, basta abrir as portas e dizer ‘ah, aí estão vocês’. Obviamente deve haver um jeito melhor de entrar na Grã-Bretanha. E acho que descobrimos como”.

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Obviamente você não faz piadas com imigração ilegal impunemente em pleno 2016. O quadro causou reações do East European Resource Center, uma instituição filantrópica que pretende transformar Londres no novo lar do imigrantes do Leste Europeu, segundo seu website. “Estamos chocados com o retrato dos imigrantes como carga ilegal”, disse a porta-voz da instituição, Barbara Drozdowicz. A Road Haulage Association, uma espécie de cooperativa de transportadoras, disse que “o guia para esconder imigrantes” foi “irresponsável”.

Como “The Grand Tour” agora é produzido por uma empresa privada, e não mais por uma estatal britânica, os produtores do programa e a Amazon se recusaram a comentar o episódio.

 

Jaguar F-Type SVR começa a ser vendido no Brasil

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Depois de ser apresentado no Salão do Automóvel no início de novembro, a versão mais hardcore do Jaguar F-Type finalmente começou a ser vendida no Brasil. A marca britânica anunciou na terça-feira (13) o início das vendas do F-Type SVR, feito pela divisão especial da Jaguar Land Rover e equipado com o motor V8 5.0 supercharger de 575 cv.

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O modelo está sendo oferecido por R$ 883.112, e por esse preço você leva 25 cv a mais que o F-Type R, tração integral, rodas de 20 polegadas, 71,5 mkgf de torque a 3.500, câmbio automático de oito marchas e a capacidade de acelerar de zero a 100 km/h em 3,6 segundos, além de chegar aos 321 km/h. O F-Type SVR também é mais leve que o modelo R, no qual é baseado. Com a adoção de fibra de carbono na carroceria e freios de carbono cerâmica, o peso foi reduzido em 50 kg, chegando aos 1.829 kg.

 

Aston Martin irá produzir série limitada do DB4 G.T.

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Depois da Jaguar voltar a produzir seus modelos icônicos dos anos 1950 e 1960 para dar continuidade às séries incompletas do passado, agora é a vez da Aston Martin fazer o mesmo.

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Entre 1959 e 1963 a Aston produziu 75 exemplares do DB4 G.T., uma versão de pista do DB4, feita com chassi tubular, entre-eixos mais curto e sem banco traseiro. Destes 75, somente oito foram feitos com carroceria de alumínio. Agora, depois de mais de 50 anos, a marca anunciou que irá produzir mais 25 exemplares destes DB4 G.T. “lightweight” para completar os números de série não utilizados na época.

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Diferentemente da Jaguar, que fez seus modelos de “continuação” usando as mesmas técnicas do passado, a Aston irá combinar tecnologia moderna com técnicas antigas. O chassi, contudo, será o mesmo projeto dos anos 1950, bem como o motor 3.7 seis-em-linha, que será afinado para produzir 340 cv, o câmbio de quatro marchas e o diferencial com deslizamento limitado.

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Os novos carros serão usados apenas em circuitos, e não poderão ser licenciados para uso nas ruas (ao menos não da forma que saírem da fábrica). Os primeiros exemplares serão entregues no terceiro trimestre de 2017.

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