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O prazer de viajar por rotas alternativas


Eram 5:30 de quinta-feira quando o despertador tocou. Com a xícara de café, fui até a sacada e avistei os primeiros raios de sol escapando pelas bordas da Serra do Mar. Depois do banho, do bilhete e do beijo de despedida, entrei no carro e gastei os cinco minutos seguintes tentando decidir o roteiro da viagem. Ainda sem uma resposta, coloquei o carro na rua e tomei a decisão por impulso. Em vinte minutos eu estava rasgando o vale, exatamente no ponto médio entre o sol nascente e o fim da noite. Aquele degradê celeste foi o sinal de que eu havia escolhido o caminho certo. As opções não eram muitas. Eu tinha um destino e um horário de chegada, e somente dois caminhos: um deles era fácil e rápido, porém entediante; o outro era difícil, possivelmente demorado, mas bem mais interessante. O prazer das viagens de carro — muito mais que o prazer de dirigir — é aquela sensação de deslocamento que se tem ao cruzar cidades, transpor o relevo, e ver o mundo girar na janela da sua redoma de