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Os carros alemães mais icônicos de todos os tempos – parte 2


A Alemanha é o berço do automóvel, o que ajuda a explicar por que existem tantos carros alemães emblemáticos. Foi por isso que perguntamos a vocês, leitores, quais são os carros alemães mais icônicos de todos os tempos. A primeira parte da lista com as respostas você pode conferir aqui. Vamos à segunda?

 

Volkswagen Golf

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Sugerido por: Marcos Drawer

Se o Fusca foi o responsável, em essência, pela fundação da Volkswagen, seu sucessor foi quem firmou a fabricante como uma das maiores do planeta. O Golf foi lançado em 1974 e era o oposto do Besouro em todos os aspectos: tinha motor e tração na dianteira, arrefecimento líquido e formas retilíneas, desenhadas por ninguém menos que Giorgetto Giugiaro.

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Não muito diferente do que aconteceu no Brasil, a mudança radical no modelo de entrada da merca foi vista com desconfiança pelo público. No entanto, isto foi só no começo: a óbvia evolução em relação ao Fusca – segurança, espaço interno e desempenho, só para citar algumas melhorias – fez seu papel, e não demorou para que o Golf construísse uma excelente reputação e se tornasse um dos melhores e mais bem sucedidos carros compactos do planeta. No início da década de 1970, o Golf era um dos únicos hatchbacks de motor dianteiro transversal. No início dos anos 1980, toda fabricante europeia tinha o seu. Com o Golf GTI, a mesma coisa: se os hot hatches são tão populares hoje em dia, certamente isto se deve à versão esportiva apresentada em 1976.

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De 1974 a 2012 foram fabricados mais de 29 milhões de unidades, fazendo do Golf não só o Volkswagen mais vendido de todos os tempos, mas também o segundo carro mais vendido na história, atrás apenas do Toyota Corolla. E, sete gerações depois, continua sendo referência.

 

Mercedes-Benz C63 AMG Black Series

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Sugerido por: bem, nós mesmos

Fomos bem específicos neste caso: não é qualque Classe C, é o C63 AMG Black Series da geração passada, a W204. E fizemos isto simplesmente porque estamos falando de um dos carros mais fodásticos já feitos pelos alemon. Usando o cupê da classe C como base, a AMG o transformou em um verdadeiro míssil travestido de muscle car germânico.

O motor é um V8 naturalmente aspirado de 6,2 litros, 517 cv e um belo ronco. A transmissão é a AMG Speedshift MCT, automática de sete marchas que, ao mesmo tempo em que é bastante suave, também realiza trocas em apenas 100 milissegundos. O conjunto faz o cupê disparar da imobilidade total aos 100 km/h em 4,2 segundos, com velocidade máxima limitada em 300 km/h.

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Some a isto tudo seu visual absurdamente malvado, com kit widebody valorizando as bitolas alargadas, enormes entradas de ar e um stance matador e o fato de ser o último AMG com motor V8 naturalmente aspirado, e você não vai questionar a inclusão do C63 AMG Black Series nesta lista.

 

BMW M5 E34

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Sugerido por: rafaeru82

Hoje em dia, sinônimo de super sedã alemão é o BMW M5. A segunda geração, a E34, foi lançada em 1988, e foi a última equipada com um seis-em-linha. Para muitos, isto significa que ele foi o último M5 a seguir a tradição da marca. E não estamos falando de qualquer motor, mas do S38 – um parente não muito distante do M88/1, que movia nada menos do que o BMW M1.

No lançamento, o seis-cilindros deslocava 3,6 litros para desenvolver 311 cv a 6.900 rpm e 36,7 mkgf de torque a 4.750 rpm. Com toda essa força, o sedã de 1.750 kg ia de 0 a 100 km/h em 6,3 segundos e tinha velocidade máxima limitada a 250 km/h. A partir de 1991, o motor teve sua cilindrada ampliada para 3,8 litros. A potência passou para 340 cv, e o torque a 40,8 mkgf. Com o novo motor, o M5 agora acelerava até os 100 km/h em 5,7 segundos quando equipado com o câmbio manual de seis marchas, e a velocidade máxima passou a ser limitada a 280 km/h.

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Assim como o M5 E28, o E34 era construído de forma artesanal em uma linha de montagem separada dos outro Série 5, e a montagem ficava a cargo de apenas um funcionário ou, no máximo, de uma pequena equipe. Cada carro levava de 15 a 20 dias para ficar pronto, o que garantia uma exclusividade muito maior.

 

Audi Quattro

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Sugerido por: Delfim

Já falamos bastante do Audi Quattro aqui no site, mas não custa relembrá-lo nesta lista. Afinal, estamos falando do alemão que mudou para sempre a história dos ralis ao adotar um sistema de tração integral para colocar a força do cinco-cilindros turbo de 2,1 litros no chão. Com o Quattro, a Audi deixou todos os outros rivais, de tração traseira, para trás em 1982, e conseguiu repetir o feito em 1984, quando já não era o único com quatro rodas motrizes.

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O caso é que o Quattro deu origem, claro, a especiais de homologação. O Quattro de rua era movido por uma versão de 200 cv do motor 2.1 turbo. A O Quattro rapidamente tornou-se a versão mais cool do Audi 80 cupê, no qual era baseado, que se podia ter. Lembrando que estamos falando de um carro que divide sua plataforma com o nosso querido VW Santana!

Em 1984, a Audi reduziu o entre-eixos do Quattro e deu a ele um motor turbo de 2,2 litros com cabeçote de 20 válvulas. O resultado foi o Sport Quattro, um carro mais ágil e veloz, que deu origem a uma nova série especial de homologação. Apenas 214 unidades do Sport Quattro de rua foram fabricadas.

 

Mercedes-Benz 190E Cosworth

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Sugerido por: Diogo Campos

O Mercedes-Benz 190E Cosworth foi a resposta da Mercedes-Benz ao M5. Ele não foi tão bem sucedido nas pistas como ele e não se tornou uma versão que dura até hoje, mas, na boa, olha esse carro. Vai dizer que ele não é um ícone?

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O especial de homologação para a DTM foi lançado em 1984. Era até discreto no visual, mas tinha um quatro-cilindros de 2,3 litros com cabeçote desenvolvido pela Cosworth e capacidade para entregar 185 cv (a versão de pista tinha 320 cv, sem turbo!) e era capaz de chegar aos 100 km/h em menos de oito segundos, com máxima de 230 km/h.

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No entanto, a versão mais incrível é o 190E 2.5-16 Cosworth Evo II, apresentado em 1990. Além do motor de 2,5 litros com preparação AMG e 235 cv (suficiente para chegar aos 100 km/h em 7,1 segundos com máxima de 250 km/h), o mais veloz de todos os Cossie tinha um visual muito mais agressivo, com kit widebody e uma enorme asa traseira ajustável. Este é o verdadeiro ícone.

 

Volkswagen Kombi

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Sugerido por: leoayala

O nome “oficial” do Fusca é Volkswagen Type 1. Quando, em 1950, a Volks decidiu aproveitar sua plataforma de motor boxer na traseira para criar um veículo de carga, colocando o motorista bem em cima do eixo dianteiro, também estava criando mais um ícone sem saber: a Volkswagen Type 2, também conhecida como Transporter, Bus, Micrubus ou, como a gente diz, Kombi.

Versátil, robusta, espaçosa e simpática, a Kombi original conseguiu atravessar mais de meio século – de 1957 a 2013, a primeira geração foi fabricada no Brasil. Ao longo deste tempo, passou por várias atualizações que jamais foram vistas lá fora, como motor a diesel, quatro-cilindros refrigerado a água e teto elevado.

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Como o Fusca, a Kombi é onipresente nas ruas e muitas delas seguem rodando (e trabalhando) há décadas. Ela pode não ser rápida, nem segura, mas não é à toa que muita gente ainda torce para que a VW a traga de volta.

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